O Verdadeiro Propósito da Oração

A oração é a visão interior da harmonia. Essa visão é alcançada quando desistimos do desejo por mudança ou de uma melhora de qualquer coisa que seja. Se assumirmos tal sabedoria quando somos chamados pelo nosso trabalho de cura em oração, instantaneamente nos perguntamos: “É realmente isto que estou fazendo? Ou estarei eu tentando mudar alguém ou uma condição?” Esse procedimento corrigirá imeditamente nosso rumo, trazendo-nos de volta à Verdade, e então começamos a ver: “sim, foi isso que estive tentando fazer anteriormente: tive medo a respeito dessa pessoa ou condição e com isto estive tentando mudá-la. Mas, se eu não devo mudar nem a pessoa e nem a circunstância, então o que é que eu devo fazer?” 

Isso nos traz a mais outra das “Sabedorias” (do “Caminho Infinito”):  “a oração é a consciência daquilo que “É”, mas …. “percebendo”, e NÃO criando isso”.

Em outras palavras, não criamos harmonia por nenhum processo mental ou espiritual. A Harmonia vem pela oração. A qual é uma capacidade interior de ver o homem perfeito e o universo de Deus. Isso não é possível através dos sentidos da visão, audição, paladar, tato ou olfato, porque esses cinco sentidos podem apenas alcançar apenas um falso senso do homem, eles não podem perceber o homem espiritual. Temos que avançar além da mente pensante para a capacidade interior da Alma, esse silêncio no qual a realidade espiritual nos é revelada.

Não criamos nada disso: tudo o que nos é revelado já É existente, no diz que respeito a qualquer aparência. Orar é tornar-se consciente da harmonia, sem qualquer esforço mental de sua parte. Não tentamos produzi-la através de esforço mental; não tentamos criá-la ou trazê-la, mais do que tentaríamos provar que 2 x 2 = 4. Sim, nosso conhecimento de que 2 x 2 = 4 torna esse princípio operativo em nossa experiência, mas esse princípio de que 2 x 2 = 4 existe desde antes de Abraão… Portanto, harmonia em nossa experiência sempre existiu: o ponto importante é tornarmo-nos conscientes disto; e nos tornamos conscientes disto, primeiro de tudo, é perceber que as pessoas e condições com as quais somos confrontados não são o que parecem ser. Assim sendo, ao invés de tentar transformá-las, mergulhamos dentro de nós mesmos e passamos a conhecê-las. O melhor modo de fazer isto não é pensar numa pessoa ou condição, mas pensar em Deus. No momento em que você se torna absorvido em Deus, milagres acontecem: nós conhecemos nosso paciente, o conhecemos face a face; nós sabemos quem e o que ele é, sabemos o que faz com que ele seja o que é, pela simples razão que nos tornamos conscientes de Deus, tornamo-nos conscientes de tudo o que constitui nosso paciente. Aquilo que realmente é o nosso paciente ou estudante é, Deus manifestado.

Os olhos não darão testemunho disso, nem o farão a audição, paladar, tato ou olfato, mas sim a câmara interior de nosso Ser, quando chegamos face a face com Deus, e então descobrimos que chegamos face a face com o Filho de Deus – Deus, o Pai e Deus, o Filho. A oração é a ausência de desejo no reconhecimento do que “É”. A Oração é a ausência de desejo por uma pessoa, local, coisa, condição ou circunstância. Pedir por vagas de estacionamento, automóveis novos, casas, ou mesmo companhia é um erro, mas agora pedir por iluminação, por luz, pela percepção e realização em Deus – pedindo, rezando por isto, sabendo, mesmo clamando por isto, isso é realmente clamar pela remoção de obstruções em nosso próprio pensamento. Não exigimos nada de Deus.

Certifique-se de que sua oração não é uma tentativa de influenciar Deus.

Nós clamamos para que nosso próprio senso de ignorância seja removido. Na verdade, nós nos dirigimos a nós mesmos quando pedimos, desejamos, imploramos por luz. Não estamos pedindo a Deus porque Deus não tem mais poder a doar do que o Sol doa calor ou luz. Nós rogamos por iluminação espiritual, mas, na verdade, pelo que estamos verdadeiramente rogando é a remoção do nosso“falso senso do ser, porque é isso que bloqueia a nossa via para Deus. Certifique-se de que sua oração não é uma tentativa de influenciar Deus. Poderíamos passar um ano inteiro com o benefício da prática dessa única frase.

Se pudéssemos nos observar quando oramos e meditamos, será que não acharíamos um pequeno traço de tentativa de influenciar Deus? E, às vezes, bem mais do que um traço? Não mantenha desejos no mundo. Deixe tudo por conta da Graça. Se pudermos chegar a esse estado de consciência no qual podemos desistir do falso senso do ser – o falso senso do ego que quer ser atendido, glorificado, compreendido, que não quer ser alvo de calúnias ou fofocas – e quando não temos desejos, nem mesmo de estarmos livres de calúnias e fofocas, então a Graça de Deus será suficiente. Só há uma razão para que fofocas e calúnias tenham o poder de ferir-nos: é por merecermos. Elas podem ferir gravemente quando somos culpados, mas se não somos, estaremos totalmente indiferentes a elas.”

“Há discernimento no homem que vê através de todas as aparências. Esse é o alvo, ou seja, a aquisição de consciência espiritual. Quando ascendemos a um nível de consciência no qual podemos ver com a visão interior, veremos através de todas as aparências. Não mais somos enganados pelo falso ego, que quer estar camuflado, ocultando todos os seus erros, mas queremos não mais desejar nem o bem e nem o mal, satisfeitos somente com a aceitação da Graça, na confiança de que ela revelará toda a harmonia que nos seja necessária.”

Joel Trecho do Livro: “O Homem não nasceu para chorar”. Capítulo 8 – parte – O Verdadeiro Propósito da Oração



Categorias:Ensinamentos Joel S. Goldsmith

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1 resposta

  1. 🌹🌹AloHa🌹🌹

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