O Poder e o domínio

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Existem dois mundos: existe o mundo do homem da terra, que não está sob a lei de
Deus; e há o mundo do Filho de Deus, o mundo do universo espiritual, em que a vida é vivida não pelo pensamento, mas pela Divina Graça. Se, por um lado, nós já sabemos sobre este mundo exterior, por outro, nós ainda não sabemos o suficiente sobre a vida pela Graça.
Deus nos deu domínio sobre tudo existe entre o céu e o fundo do mar. Mas pouco a
pouco nós renunciamos ao nosso domínio e tornamo-nos os filhos pródigos. Nós viramos as costas ao Reino de Deus e vivemos em um sentido material do mundo feito de seres humanos, rastejando aos pés de algum deus desconhecido, orando por migalhas, enquanto, o tempo todo, o Verdadeiro Deus, no meio de nós, nos fez herdeiros do Reino inteiro.
No reconhecimento de nossa filiação divina, devemos mais uma vez aceitar o nosso
domínio, e isso significa que nós criamos o nosso próprio mundo. O mundo não cria
condições para nós; pessoas não criam condições para nós. Nós não somos vítimas da política, da guerra ou de ditadores, de circunstâncias ou condições; nós não somos as vítimas do pecado ou doença: somos as vítimas do que nós mesmos criamos. Nunca mais devemos dar domínio ao homem ou às circunstâncias, mas daqui em diante, devemos viver sob as leis reveladas a nós pelo Mestre Cristão.

Vida Mais Abundante


“Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente” (João 10:10). A palavra “Eu” usado nessa declaração não significa Jesus; nem significa seu professor ou praticante. Este é o seu próprio Eu, o Salvador e Redentor no centro do seu Ser. Portanto, você não ousa ir a Deus por suprimento, porque você já tem o “Eu”, o Espírito de Deus, no meio de você.

“Eu sou a ressurreição” (João 11:25). Essa verdade seria inútil para você se ela se aplicasse somente a Jesus. A verdade é que o poder da ressurreição – a ressurreição do seu corpo, da sua saúde, da sua prosperidade, seu casamento, sua casa ou sua família, está dentro de você. Mas você nunca demonstrará isso, enquanto estiver esperando que venha de alguma fonte fora de você, mesmo que seja de uma pessoa santa, pois o Eu no meio de você veio para que você possa ter vida. Diga para si mesmo, neste momento, a palavra “Eu”, suavemente, gentilmente: – Eu, Eu.

Esse Eu Verdadeiro no meio de você é a lei da ressurreição.
Esse Verdadeiro Ser, essa verdadeira Presença Espiritual de Deus está trabalhando em você para ressuscitar seu corpo, sua saúde, sua família, seu amor, sua carreira. Se você aceitar o testemunho do mundo, quando tiver quarenta e cinco anos, você não será capaz de encontrar emprego, porque o mundo vai alegar que você é muito velho, e quando você tiver sessenta ou sessenta e cinco anos, será aposentado para aguardar a chegada de morte. Aceitando isso, você permite que seja uma lei para você, e então você se torna a vítima das sugestões deste mundo.
Se, no entanto, você entender que Eu, no meio de você, é Deus, então você saberá que esse Eu é a Presença de Deus que veio para que você pudesse ter a vida mais
abundante
, não a vida até quarenta, cinquenta, sessenta, ou setenta anos, mas a Vida Eterna. O “Eu Sou” vem mesmo para restaurar os anos perdidos na ignorância da verdade de que Deus está no meio de você. O Eu agora se torna uma lei da ressurreição de toda a sua experiência.


É preciso discernimento espiritual para reconhecer que Eu no meio de você é Deus, que a sua função é ser o seu pão, carne, vinho e água, e que ninguém tem que sair para conseguir qualquer coisa, porque você já tem a carne que o mundo não conhece. Toda vez que você é confrontado com uma aparência de esterilidade, vazio, carência ou limitação, abrace esta Verdade para si mesmo, sagrada e secretamente:


Obrigado Pai, eu tenho um substância divina que o mundo não conhece. Nem a vida nem a morte podem me separar do Amor de Deus – nem vida, nem morte. O lugar onde eu estou é solo sagrado, seja deste lado do véu ou do outro lado, na doença ou na saúde, na pureza ou no pecado. “Eu posso fazer todas as coisas através do Cristo que me fortalece” (Filipenses 4:13).


O Cristo é um nome para o Filho de Deus. O outro nome é “Eu”. Ambos significam a
mesma coisa: a Presença, o Poder, a Sabedoria e o Amor de Deus. O Cristo, que é seu Salvador, Ressuscitador e Mediador, é a Presença de Deus que foi estabelecida em você desde o princípio, mas que você tem procurado no mundo exterior. As pessoas estão buscando a Deus, mudando de uma religião para outra, de um ensinamento para outro, de um professor para outro, até que, finalmente, eles descobrem alguém que dirá a elas: “Mas você tem isso dentro de você! Aquilo que você está procurando, você já traz em seu interior. Isso constitui o seu próprio Ser”. Então elas entenderão porque podem viver uma vida de absoluta liberdade em Cristo.

Seja uma Benção


Conforme você segue sua vida diária, respire silenciosamente, sagrada e secretamente:


“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vos dou como o mundo a dá” – “Minha Paz”, a Paz do Cristo. “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27).


Sua função é ser uma bênção para que, onde quer que você vá, você possa transmitir a Graça de Deus para aqueles que ainda estão nas trevas. Provavelmente a parte mais difícil dessa prática é que você tem que começar dentro sua própria casa. Como você os conhece muito bem, é difícil para você ver que os membros de sua própria casa são todos os santos – mas eles são. E se você os está vendo como outra coisa que não santos, você é quem está em erro, não eles, porque Deus nunca fez qualquer um que não fosse um santo.
Eu sei tão bem quanto todo mundo que a vida familiar não é a coisa mais fácil do mundo. É um relacionamento tão próximo e estamos tão aptos a mostrar o pior lado de nós mesmos para aqueles mais próximos a nós, que, do ponto de vista humano, isso torna-se muito difícil. Mas não é difícil de um ponto de vista espiritual. Alguma coisa vai acontecer se você estiver disposto a sentar-se por cinco minutos todo dia para perceber a seguinte verdade:


Esta é a casa de Deus, e não a minha casa. Todos aqueles que aqui moram são
descendentes de Deus, co-herdeiros de Deus, santos companheiros, não dependentes um do outro, mas compartilhando a Graça de Deus um com o outro. A Graça de Deus governa, mantém e sustenta todos os que estão dentro desta casa.

O pai, em casa, tem qualidades do pensamento para compartilhar com a mãe e as
crianças. A mãe tem qualidades de amor e companheirismo para compartilhar com o pai e os filhos. As crianças tem qualidades de Deus para compartilhar com os pais. Mas nenhum deles é dependente dos outros. Eles compartilham mutuamente aquelas qualidades que Deus lhes deu.

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Não mantenha nenhum membro da família aprisionado aos seus pecados, aos seus
erros, ou à sua disposição. Perceba que tudo o que não é de Deus deve desaparecer, porque não tem lei de Deus para sustentá-lo. Reconheça que Eu, no meio de cada membro desta casa, é Deus, e não demorará muito para que você encontre um maior grau de harmonia no lar. Você pode começar a praticar a mesma verdade para seus vizinhos, parentes e amigos, para a sua comunidade, negócios, escola e profissão, e antes que muitos anos se passem, você estará fazendo esse trabalho mundial: você estará abraçando todos os pontos problemáticos do mundo em sua consciência, percebendo que, se você se sentir que há algum mal neles, isso só ocorre realmente em sua percepção deles. Não pode haver nenhum mal neles. Deus não criou um nação boa e outra ruim, um pessoa saudável e outra doente. Assim sendo, você tem pleno domínio sobre os seus conceitos.
Se você aceita pessoas pecadoras em sua consciência, você terá pecado. Se vocês
aceitar pessoas doentes em sua consciência, você terá doença. Se você aceitar pessoas más, você terá o mal.

Mas se você lembrar o que o Mestre disse: “Eis que estou à porta e bato” (Apocalipse 3:20), sabe o que vai acontecer? Você sabe o que acontece quando você abre sua consciência e diz “Entre”? Você abre caminho para o Espírito de Deus fluir em sua experiência.

Satisfaça a Aspiração Interior de Ter a Identidade Espiritual Reconhecida


Quando você pensa em um membro de sua família ou em alguns dos políticos – e eu uso essa palavra em seu pior sentido – ou quando você pensa nos chamados ditadores do mundo, lembre-se que esse Eu no meio deles está batendo na porta da sua consciência, querendo entrar.
Não abra sua consciência para a humanidade deles, porque você estará abrindo sua consciência para um cenário ilusório. Em vez disso, abra sua consciência para o Eu de cada individual. Não pense nos membros de sua família em sua humanidade. Nós todos sabemos o que eles são na sua humanidade. Nós podemos não gostar de todos eles, mas não pense nisso e lembre-se que o Eu deles está de pé na porta da sua consciência buscando admissão, e assim você vai curar todos os que estiverem receptivos e responsivos.
Seu domínio em sua casa ou qualquer outro lugar consiste na verdade de que o que é chamado de “este mundo” (João 18:36) existe apenas em seu pensamento. Fora dele, pecado, doença, morte, falta e limitação não existem. E se você os está experimentando, você os experimenta em seu próprio pensamento, projetando a imagem para fora. Isso é como uma imagem de um filme. A imagem está, na verdade, no filme, mas é projetada na tela e, se você não conhecesse melhor, você pensaria que a foto está na tela, quando realmente está no filme. Em nossa ignorância, pensamos que há doentes e pecadores aqui fora.
Mas não, eles estão em nosso próprio pensamento. Esse é o único lugar, eles não
existem em outro lugar. A prova disso é que, quando alguém se transforma em uma
consciência iluminada, aquela que não aceita pecado ou doença, a imagem ou ilusão se dissolve e desaparece.

Você pode dizer que está doente, em pecado ou na pobreza. Mas eu não posso aceitar isso, porque eu já aceitei o que a Bíblia diz, que Deus fez tudo isso que foi feito, e tudo o que Deus fez é bom, e qualquer coisa que Deus não fez, não foi feito. Portanto, não pode haver tal coisa como mal, pecado, doença ou morte. Na minha consciência, Eu aceito você como o Cristo. Quem pode me convencer de que você está doente, em pecado ou morrendo? Ninguém! Contanto que eu possa manter a verdade, “‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo’… ‘Nem eu te condeno’ (João 8:11), ‘nem eu acho falha em ti’”, isso você deve eventualmente responder. Desde que eu não aceitei a sua mortalidade em meu pensamento, então ela é que deve morrer.

O Eu em mim está batendo na porta da sua consciência, querendo que você diga “Eu sei quem tu és. Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”. O Eu em você está batendo na porta da minha consciência, me implorando para ver você como você é, e não como você humanamente parece ser. Você quer que o veja como a imagem de Deus, do modo como você foi criado no Princípio, antes do tempo começar. Nenhum de vocês quer que eu os veja como são humanamente. Você vem a ser reconhecido em sua identidade espiritual, de modo que, seja lá o que for mortal em você, possa ser dissolvido.

Você pode ter pensado que seria assim que você seria curado, reformado, empregado, ou abençoado. Essa é a isca, mas a verdade é que você vem a ser reconhecido em sua identidade espiritual. É por isso que eu estou neste trabalho. Não é para curar, reformar ou enriquecer alguém. É para contemplar e revelar a você o Cristo de sua verdadeira identidade. Como eu dou reconhecimento a Ele, em alguma medida eu o trago em expressão.


De manhã, geralmente há tempo para cinco ou dez minutos de silêncio, e se você não tem tempo, arrume esse tempo. Deixe outra coisa, espere, e então pegue aqueles que estão mais próximos de você em sua casa, comece a olhar através da aparência e reconheça que, ali mesmo, no meio deles, o Filho de Deus habita. Como você dá testemunho do Cristo de Deus neles, você logo verá como eles começarão a responder e mostrar mais de sua Cristandade e menos de sua mortalidade. Continuando, finalmente estamos não tão conscientes dos seres humanos como antes, não tão conscientes de como eles se parecem ou como se vestem. Há um discernimento interior de Algo que brilha em seus olhos, às vezes até mesmo naqueles que eles mesmos não sabem que está lá.

Dando Testemunho da Identidade Cristica


Lembre-se sempre que existe um Eu, de pé, na porta de sua consciência, implorando seu reconhecimento. Muitas vezes por dia, você deve fechar os olhos por um segundo e dizer: “Sim, eu reconheço minha Cristandade, o Eu no meio de mim”. Aí então, quando alguém entra em sua casa, ou até mesmo em seu pensamento, lembre-se que o Eu dele também está batendo à porta de sua consciência, pedindo para ser admitido.

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Você não sabe que uma pessoa que não está vivendo a integridade de sua humanidade não gosta de ser condenada? Ela sabe que não é realmente aquele mal. É algo que temporariamente tem domínio sobre ele. Da mesma forma, poucas pessoas realmente gostariam de ser elogiadas por sua bondade, sua benevolência, ou sua virtude. Eles prefeririam dizer: “Não, não, não”. Elas sabem que isso não é uma qualidade de si mesmas. É algo que brilha através delas. Não queremos ser elogiados, mas não nos opomos a que o Cristo em nós seja louvado e reconhecido. Nós não queremos ser condenados pelo o mal que fazemos, e nem o queremos fazer: é algo que nos é imposto pelo mundo exterior.


O principal fator para deixar os dois mundos por um mundo é um reconhecimento do Eu. O Eu em mim quer que eu reconheça a minha Cristandade. O Eu quer que eu me acalme e fique quieto, e saiba que Eu que estou dentro Sou Deus. Toda pessoa que vem a mim está inconscientemente implorando para que eu reconheça a sua verdadeira identidade, o Eu nela.
Você provavelmente não poderá dar testemunho da Identidade de Cristo de seus pais, seu marido, sua esposa ou seus filhos sem uma eventual suavização e amadurecimento dos mesmos. Você pode estar certo de que o Eu de todos os membros da sua família implora para você vê-lo como ele é, e não como ele parece ser enquanto está sob a influência deste mundo.

A parte triste é que a maioria das pessoas insiste em ver aqueles ao seu redor como eles parecem ser, e fixar seus erros, a despeito de seu desagrado. Se ao menos pudessem ver a palavra “Eu” sobre as cabeças de cada um deles e perceber que o Eu deles está batendo à porta de sua consciência clamando por reconhecimento, isso seria retirá-los desses erros. Mas não faça isso abertamente e externamente. Entre no santuário silencioso do seu próprio Ser e lá dê reconhecimento ao Eu de todos que você conhece. Preste atenção para o Eu sobre sua cabeça, e você o encontrará lá. Está lá, todo mundo o tem; e, oh… como ele implora por reconhecimento.

Conduzindo um Ministério de Cura Bem Sucedido


Se insistirmos em ver a cada um como o homem mundano, como homem mortal, alguns bons, outros maus, alguns saudáveis, outros enfermos, então esse será o mundo que estamos criando para nós mesmos. Mas se a nós for concedido qualquer grau de discernimento espiritual, de modo que possamos contemplar o Eu de cada indivíduo e recebê-lo em nossa consciência, reconhecendo-o, recebendo e abençoando-o, então nós transformaremos nosso mundo.

A partir de então, não teremos pessoas doentes entrando em nossa consciência. Será como um praticante bem conhecido, amigo meu, que foi visitado por outro praticante que tinha ouvido falar sobre o grande trabalho de cura que esse homem estava fazendo. O praticante encontrou-o em um escritório, respondendo cada telefonema com duas linhas, sempre dizendo: “sim, eu vou cuidar disso”, “sim, apenas deixe isso comigo”, “sim, eu vou cuidar disso imediatamente”… E isso continuou e continuou. O homem esperou cerca de uma hora e não conseguia entender, até que finalmente ele chegou a mim e reclamou: “isso é terrível! Todas essas pessoas estão pedindo ajuda, e ele promete dar, mas ele nunca uma faz nada e nem dá a qualquer um deles um tratamento”. Minha resposta foi: “Você não compreende… Este homem tem um tipo de prática diferente da sua. Repare, ele não tem pessoas doentes vindo a ele”.

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Como poderia qualquer um de nós ter uma prática de cura bem sucedida, sendo uma prática espiritual, se aceitamos pessoas doentes em nossa consciência? Nós
aprendemos como curar doenças? Nós sabemos alguma coisa sobre anatomia,
fisiologia, biologia, germes ou ossos quebrados? Claro que não! A única razão de
podermos trazer uma cura é que aqueles que vêm a nós somente são os Filhos de Deus. A cura consiste em reconhecer isso.

Todo mundo que entra na minha consciência tem um sinal sobre sua cabeça, dizendo: “eis que esse Eu bate à porta de minha consciência, implorando-me para ser reconhecido, e quando eu o faço, sua mortalidade se evapora e Algo toma lugar para trazer harmonia em sua experiência. Mas isso não vem por ter pessoas doentes vindo a mim para que eu cure, ou pecadores para serem reformados.

Vem através de Um Princípio: através do discernimento espiritual. Eu vejo o “Eu”. Eu o reconheço, Eu aceito, Eu o acolho, abençoo e, mais cedo ou mais tarde, a pessoa que pediu ajuda reconhece o Eu de sua própria identidade.


Um Mundo


Você percebe que existem dois mundos? O mundo do “Meu Reino”, e mundo em que você olha e vê macho e fêmea, jovem e velho, doente e saudável, o mundo em que você se senta e julga pelas aparências do mundo? Mas você deve sempre ter em mente que não são realmente dois mundos: só existe um, o mundo que Deus criou. Lá realmente não existe tal coisa como um mundo irreal ou falsificado. Existe apenas Um mundo, e este mundo é esse mundo.

Nós mantemos um conceito falso sobre esse mundo magnífico, e assim nos tornamos cientes do ódio, preconceito, intolerância, inveja, ciúme, malícia, doença, pecado, medo e desumanidade do homem para o homem. Porque nós julgamos pelas aparências, porque nós estamos vendo através de um sentido finito, nós dizemos: “que mundo terrível!” E no entanto, não existe tal mundo, porque Deus criou tudo o que foi criado, e tudo o que Deus criou é bom.
Todo místico que alcançou a consciência mística soube e revelou que Deus é Espírito, e que este é um universo espiritual. O que o Mestre chamou de “este mundo” é o mundo do sentido material, mas o mundo mesmo não poderia aceitar essa interpretação. Hoje, no entanto, a ideia de que não existe corpo físico e nem universo físico, e o que é chamado matéria é a mente, é mais amplamente aceito.
Estamos na era de ouro em que a ciência e a religião devem se unir, na percepção de que o mundo real é um mundo do Espírito, da Consciência, e que a Consciência é realmente o princípio da vida. Este universo é uma projeção da Consciência, e seu mundo e meu são da natureza do nosso estado de consciência. Nosso mundo é o produto da medida do Eu que demonstramos. Se fôssemos totalmente incondicionados, então o nosso mundo seria totalmente e inteiramente espiritual, incorpóreo, harmonioso, eterno e imortal. Mas por sermos capazes de manifestar apenas um certo grau ou medida da infinita Consciência Divina, nosso mundo é exatamente a medida da Consciência Divina que nós podemos perceber. O que ainda resta de erro em nossa vida representa o grau de nossa escuridão, nosso estado não iluminado ou condicionado.

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Além disso, por causa do nascimento humano e do condicionamento, somos agrilhoados ao senso de fisicalidade. Desde o momento de concepção, um sentido físico do corpo foi construído em nós. Mas o Eu não é físico, nunca entrou em uma célula, assim como o Eu nunca entrou em um corpo físico. Após trinta e cinco anos de atividade em trabalho de cura, posso dizer-lhe que a única barreira para um melhor trabalho de cura é a muita limitação ou condicionamento que ainda opera em nossa consciência e nos faz acreditar que nosso paciente tem um corpo físico, que tem que ter sua febre reduzida, seu caroço removido ou condição alterada. Conscientemente, nós sabemos melhor. Nós sabemos que somos “Eu”; nosso paciente é o Eu, incorpóreo, espiritual, harmonioso e completo. E ainda há momentos em que nos pedem ajuda em que aquele velho condicionamento
antigo vem à tona e diz: “o que posso fazer sobre isso? É melhor sentar-me a noite
toda?” Por que? Porque ainda encontramos ocasiões para ter que sairmos da crença de que nós somos físicos e possuímos corpos físicos.
O domínio vem através do reconhecimento da natureza e identidade espiritual de cada indivíduo. Isso transforma nosso mundo e nos dá domínio sobre o pecado, doença e, finalmente, sobre a morte. No reconhecimento da nossa identidade espiritual, nós AGORA comungamos com o que nunca nasceu e nunca morrerá. Jesus pôde dizer: “Antes que Abraão existisse, Eu sou” (João 8:58), porque ele sabia que “Eu” nunca nasceu, nem mesmo imaculadamente. Eu nunca nasceu e nunca morrerá. Mesmo se você crucificar e enterrar o corpo, o Eu nunca morrerá. Eu estarei com você até o fim do mundo, e esse Eu está sempre clamando por reconhecimento.


Existe algum poder que possa limitar o Eu? Existe algum poder no céu ou na terra maior que Eu Sou? Eu Sou o Único Poder que existe, e além do Eu, não há nenhum poder.


Pondere isso; contemple isso; medite sobre isso. Encare as ondas com isso, as
tempestades, depressões, epidemias e as ameaças de guerra. Enfrente tudo isso com a percepção de que não há homens maus; não há poderes do mal. Tudo que há é um sentido físico e finito de Deus, do homem e o do universo.
Deus foi reduzido a estátuas e o Poder de Deus a medalhas. Deus e o Poder de Deus foram reduzidos a homens e nomes. Mas o Eu não é pessoa: Eu é Deus, e além dele, não há outro poder no céu ou na terra, pois somente Eu Sou.

Na Presença desta realização espiritual, o sentido material da existência perde sua
reivindicação de poder e, justo porque você testemunhou a realização espiritual, até
sintomas físicos desapareceram: crescimentos indesejáveis foram dissolvidos, febres foram dissipadas. Em outras palavras, o sentido físico se dissolve na Presença da realização do Eu como Deus.
“Fique quieto e saiba que eu sou Deus” (Salmos 46:10). Silencie, e então você vai ver como esse impulso divino vem através de estar quieto e deixa que o Eu, que é
Onisciência, Onipotência e Onipresença e não precisa de ajuda de ninguém, venha e se manifeste, e então contemple a harmonia estabelecida na terra como no céu, e o Mundo Único (Meu Reino) do céu e da terra revelado.

Joel do livro: Vivendo entre dois mundos – Parte 12 – tradução: Giancarlo Salvagni – 2018

Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Ele veio para os seus, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, a eles deu o poder de se tornarem os filhos de Deus, aqueles que creem em seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E a Palavra se fez carne, e habitou entre nós, (e nós contemplamos sua glória, como a glória do unigênito do Pai), cheio de graça e verdade.(João 1:10-14)



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2 respostas

  1. Avatar de arquitetadaoracao

    Perfeição no reconhecimento do universo espiritual q somos onde toda autoridade espiritual nos foi concedida sem reservas no domínio e poderio da graça do alto trono. Gratidão enorme irmã Andreia. Casou com meu agora. Aloha constante em ultimidade !

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  2. Avatar de jaimeamalmeida

    🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹

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