Um Sentido de Auto Plenitude

Todo mundo está, em maior ou menor medida, cercado de amor humano, de carinho, consideração e recursos, mas só quando chegamos a pensar nisso é que podemos apreciar plenamente o quanto desfrutamos do bem humano. Geralmente não damos grande valor àquilo que recebemos de nossos pais, marido, esposa, filhos e amigos, ou então nos inclinamos a ver com tal ênfase aquilo que nos falta e cuja falta nos incomoda, que não percebemos em toda a sua plenitude as dádivas, os legados e as bênçãos que estamos continuamente recebendo.

Em algum ponto de sua jornada espiritual, o buscador espiritual tem sua atenção atraída para isto. E muitas vezes quando fracassam os seus recursos humanos é que desabrocha o místico, porque agora ele tem de voltar a atenção para os recursos espirituais, para o próprio Reino interior.

Há os que, sob o peso e a pressão de um período de inclemência, desertam e se perdem pelo menos para esta vida. Outros conseguem atravessar o período de deserção humana e privação material, e aos poucos vão mudando a fase de sua dependência, do plano exterior para o domínio interior da consciência. Estes são aqueles dentro dos quais Algo despertou; estes são os místicos que desabrocham, e que sabem que Ele “tem a terra suspensa sobre o nada”, que Ele, O que está dentro deles, é maior do que aquele que está no mundo. Estes são os poucos que, finalmente, chegam a compreender que “Eu tenho para comer alimento de que vós não sabeis” . Com esta compreensão, a transição do homem terreno para aquele homem que tem seu ser em Cristo começa a se fazer. “ O homem físico natural não aceita as coisas do Espírito de Deus” , e, enquanto o homem vive seguro em e contente com suas relações humanas e seus recursos materiais, ele não está “sujeito à lei de Deus, e de fato nem pode estar”.

Quando, porém, ele se tom a ciente do seu apego e de sua dependência em relação “ao homem, cujo fôlego está em suas narinas” , e começa conscientemente a transferir a sua base de confiança para o Nada que constitui a Presença e o Poder espirituais, ele começa a desabrochar espiritualmente, e finalmente deve dar frutos em abundância.

Um místico vive em algo semelhante a uma concha de Nada: ele não sente qualquer dependência em relação a circunstâncias, pessoas ou condições exteriores; não sente medo de forças externas, quer se apresentem como uma pessoa ou condição. Ele vive num sentido de auto plenitude, apoiado, em primeiro lugar, pela percepção de que “Eu tenho para comer alimento de que vós não sabeis” e, finalmente, pela noção consciente de que “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.… Eu sou a ressurreição.”

O místico, tendo atingido a Graça espiritual, acha-se bem dotado tanto material e mentalmente quanto espiritualmente, e, portanto, tem “doze cestos cheios” com sobras para dividir com os outros.

Joel – Livro: Viver Agora – Da Metafísica para O Místico.



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2 respostas

  1. Avatar de jaimeamalmeida

    🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹
    Enviado do meu iPhone

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  2. Avatar de arquitetadaoracao

    ESTES SÃO OS POUCOS. ELES VIVEM NUMA EM UMA CONCHA D NADA. Uma autoplenitude q não teme nada exterior. Qdo o livro viver agora chegou a mim foi muito chocante e sempre o consulto diariamente. E hje meditando na msg num momento ímpar da minha jornada espiritual vejo e presencio esse inimaginável realizado alcançado. Obrigada Deus Regis por tudoooooo! Seu sim reluz! Cristo reinando em Aloha expandido ….

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