Consciência é a palavra mais importante em todo o vocabulário do Caminho Infinito. Nada em que venhamos a pensar poderá jamais substituir a palavra “Consciência”. Em Seu estado puro, Consciência é Deus; e, em Seu estado puro, constitui nosso ser.
Na qualidade de seres humanos, vivemos como estados e estágios de consciência, como graus de consciência. Em verdade, no momento em que somos concebidos como seres humanos, a consciência que somos começa a receber condicionamentos. Somos condicionados por tudo o que pensam nossos pais: os medos e as esperanças que eles alimentam nos são transferidos. Aí, entramos para a escola, e somos condicionados pelos professores, pelos colegas e pais dos colegas, condicionamento e mais condicionamento, até que, na época em que entramos no mundo, noventa por cento das coisas de cuja veracidade estamos
convencidos são, em verdade, falsas. E, à medida em que nos movemos sozinhos no mundo, o condicionamento continua.
A partir do momento em que temos o primeiro contato com o aprendizado metafísico, porém, começamos a nos condicionar por outras linhas. Por exemplo: se pensarmos na afirmação: “Não chameis de vosso pai a nenhum homem sobre a terra: pois apenas um é vosso Pai, que está no céu” . e se a verdade desse princípio um dia se registrasse em nossa consciência, logo seríamos capazes de olhar ao redor e dizer: “Ah, então só há um Criador, e somos todos filhos
Dele; somos iguais aos olhos de Deus” . Isso nos limparia de nossos preconceitos e do condicionamento precoce em relação a outras pessoas. A essa altura, teríamos uma nova consciência. Teríamos “morrido” para o estado de consciência
que fora preenchido com distorções e preconceitos, e nos teríamos tomado um com nossos irmãos, em escala universal. A essa altura, nos teríamos tomado um novo homem. Se essa espécie de condicionamento prosseguisse, chegaríamos finalmente a uma outra extensão da mesma ideia, e perceberíamos que, se isto é verdade, nossas qualidades e heranças remontam Aquele.
Foi Emerson quem disse: “Existe apenas uma Mente Universal, e todos os homens provêm de e convergem para Ela” . Uma vez que comecemos a perceber que provimos de e convergirmos para essa consciência-Deus, percebemos que somos canais de procedência e convergência de Suas qualidades, e não somos limitados como pensávamos; não dependemos do que foram nossos pais humanos:
agora dependemos de nossa Fonte. Poderia levar meses de ponderação, mas finalmente a verdade nos penetra e então poderíamos dizer que até então fomos cegos, e agora enxergamos.
Mediante a percepção desta verdade, começamos a absorver do Infinito; achamo-nos então numa nova consciência, na qual ocorreram duas coisas: perdemos nossas distorções mentais e nossa intolerância, e nos livramos de alguns dos incapacidades e limitações de nossos ancestrais. Já não é verdade que os pecados dos pais recairão “sobre os filhos até a terceira e a quarta gerações” . Uma vez que
assumamos este princípio e trabalhemos com ele, achamo-nos num estado de consciência mais livre; não somos a mesma pessoa; livramo-nos de nossa dependência dos outros e aprendemos a penetrar na Fonte.
Desde a infância, cada um de nós foi ensinado a ter medo de forças externas, sejam elas os germes, a infecção, o contágio ou o tempo. Mas, e se déssemos uma olhada ao princípio metafísico contido nesta afirmação:
“Pilatos, você não tem qualquer poder sobre mim. ‘Eu e meu Pai somos um.’ Deus me deu o domínio, e em virtude desse domínio, não existe qualquer poder no mundo exterior”?
Será que a aceitação desse princípio, e a convicção de sua veracidade, não nos libertariam de setenta a oitenta por cento dos temores do mundo? Já não temeríamos o poder de nada que fosse exterior a nós, e mais uma vez, a essa altura, estaríamos num estado diferente de consciência: teríamos “morrido” para
nossos medos. Mas ainda não “morremos” para o maior de todos os nossos
medos, o medo da morte. É este medo que tom a tão apavorante a doença. Se existe isso de se tomar imune ao medo da morte, então teremos demonstrado que se vive etemamente, e não quero dizer, com isso, que se permaneça na terra para sempre. Teremos de fazer uma transição, mas o tempo dessa transição só chega quando cumprimos nossa finalidade na terra, e, na medida em que conseguirmos encarar a transição, já não encararemos a morte. Ao perder o medo da morte, conseguimos nos libertar da maioria das doenças deste mundo, e, mesmo com um movimento apenas parcial nessa direção, já não somos a mesma pessoa de antes. Já não teremos medo das condições e circunstâncias exteriores.
Teremos então passado a um outro grau de consciência.
Nessa altura de nossa vida espiritual, achamo-nos num estado de consciência inteiramente diferente daquele em que nos encontrávamos no dia em que nos descobrimos na senda espiritual. Já não conferiremos poder ao que é externo; teremos então menos crenças supersticiosas; e teremos perdido um pouco de nossa ignorância. Esse progresso só se dá na medida em que adotamos um princípio espiritual depois do outro e passamos a trabalhar com eles até que cada
um deles faça “soar uma campainha” e fique interiormente registrado em nós.
Na medida em que a consciência vai sendo purificada, isto é, à medida em que nos livramos do condicionamento errôneo, aproximamo-nos cada vez mais da Consciência pura, da vida outorgada por Deus e da imortalidade. Então, como sempre, devemos orar assim:
“Pai, dai-me a pura Consciência que eu tinha Convosco antes de o mundo começar” .
O princípio básico que se enfatiza no Caminho Infinito é: não existe bem nem mal, o pensamento é que os faz. Não devemos olhar para o bem externo nem temer o mal exterior. Nada – coisa alguma — foi dotado com o poder do mal. Deus nos deu Seu próprio Espírito, Sua própria consciência. A extensão de nosso fracasso pode ser medida pela medida em que captamos a consciência universal do homem.
Cada qual tem dentro de si seu próprio grau de percepção daquela mente que esteve também em Jesus Cristo. Quando sabemos conscientemente a verdade, estamos alcançando essa mente. Na mesma proporção em que não dermos qualquer poder ao exterior, compreenderemos que, finalmente, o cordeiro repousará ao lado do leão, e, na medida em que adotarmos em nossa vida esse princípio, descobriremos que estamos sendo cada vez menos afetados pelo exterior. Quanto mais nos aproximarmos do princípio, tanto mais nos aproximaremos duma consciência do bem. Isto se toma cada vez mais verdadeiro na medida em que nossa consciência consegue aceitar a revelação de que não existe nem mal
nem bem, de que é apenas a revelação universal que os faz parecer
tais. Existe apenas o SER. Á relva É, o tempo É , a água É. O único
poder que existe é o Ser. Quanto mais próximos vivermos da consciência de que tudo é Ser, criado e dotado por Deus, tanto mais nos descobriremos em sintonia’ para com o amor de Deus e para com a graça de Deus. Então isto muda nossa consciência, porque uma vida livre de alguns dos velhos medos é uma consciência toda livre.
A cada vez que recebemos uma dotação interior, ela expulsa algum medo externo, e até certo ponto ficamos livres de nosso primitivo condicionamento externo. Se pudéssemos, em pensamento, retroceder no tempo dez anos, e ver-nos como éramos então, diríamos, “Mas como, essa pessoa não sou eu”.
A razão pela qual é tão importante a palavra “consciência” é o fato de sabermos que a meta de nosso trabalho é mudar nossa consciência. Ao realizar isto, temos de deixar o mundo de lado. Qualquer mudança que ocorra tem de vir de dentro de nossa própria consciência.
Perguntemos a nós mesmos: qual é a nossa reação às pessoas, às condições climáticas, às teorias? Qual é a nossa reação à morte?
Não sabemos qual o condicionamento mental específico que constitui a
nossa barreira particular, e é por não sabermos o que nos está limitando que necessitamos de frequentes períodos de meditação.
Finalmente, entramos num tal estado de percepção que nossa consciência determina a natureza de nossa vida, mas essa mudança só pode vir quando aceitarmos uma mudança de consciência. Nenhum professor ou praticante opera qualquer mudança no aluno: eles são apenas o instrumento através do qual o próprio aluno realiza a mudança. Aquele a quem devemos ser gratos é ao Deus interior que nos preparou para a mudança. Seja qual for o grau de nova consciência que nos advenha, ele depende de nossa própria devoção àquele fim.
Um professor ou praticante é apenas o meio para o fim. Ele tem o poder de fazer extemalizar-se o que está em nós, e não mais, e isso apenas proporcionalmente à nossa humildade e boa vontade para nos atirar ao trabalho e trabalhar.
Há algo interior que nos impele a atingir uma consciência pura.
Alguma coisa, numa encarnação passada ou na presente, algo aconteceu que fizesse cintilar nosso centro espiritual, e, quando um desses princípios específicos se ilumina em nós, chegamos mais perto do estado puro de consciência. Depois, à medida que tomamos nosso cada um dos princípios, vamos dando um passo após outro no sentido de nos libertarmos da servidão humana, e ficamos menos atados à limitação humana.
Proporcionalmente à nossa habilidade em agarrar a verdade e nos tomarmos convencidos dela, da verdade de que não existe bem nem mal, tomamo-nos pura Consciência. A Consciência pura é aquela da qual nos constituímos: os estados de consciência que exprimimos são sobrepostos pelas crenças do mundo. Chegar à Consciência pura implica um processo de “morte diária” . A cada vez que nos desprendemos de uma teoria, de uma ansiedade, de uma superstição, “morremos” em igual medida para este mundo.
Ao dizer que havia vencido o mundo, o Mestre havia vencido essas
tentações, mas, quando venceu a morte, ele em verdade venceu o
mundo. Pessoalmente, não acho que ele tenha vencido o mundo antes de encontrar-se no Jardim de Getsêmani. Ali ele se defrontou com a morte. Ali, abandonou seu sentido humano da vida. Ninguém “morre” plenamente até se defrontar com a morte; aí então a pessoa entra na Quarta Dimensão. E passa então a estar viva, não no sentido humano, mas no sentido espiritual.
Joel – Viver Agora – Da Metafísica para o Místico
Categorias:Ensinamentos Joel S. Goldsmith

🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹
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QUE PERFEIÇÃO É VIVER CONSCIENTE DESSA REAL CONSCIÊNCIA. Louvo por reportar importância importante!
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