As barreiras no progresso Espiritual

O Mestre fala a respeito de rezar em segredo, entrar no santuário interior de modo a não ser visto por homens. Fala também em fazermos nossas benevolências em segredo e termos o cuidado de não atrair atenção para nós, como se precisássemos do louvor de homens.
Estes princípios são especialmente importantes para os estudantes do
Caminho Infinito.

Extemamente, não devemos ser vistos como mais justos do que nossos vizinhos, nem devemos parecer diferentes deles, mas em nossa vida interior devemos ser tão diferentes a ponto de alguém poder pensar que somos pessoas de dois mundos diferentes. Não podemos mais nos entregar a preconceito, partidarismo, fanatismo, vingança ou ambição. Essas são barreiras ao progresso espiritual, mas a principal barreira ao progresso no caminho espiritual reside no sentido pessoal da palavra “Eu” .’Não podemos viver esta vida através da Consciência e na Consciência, e ao mesmo tempo continuar usando a palavra “Eu” em seu sentido humano. As duas coisas são contraditórias entre si.

Sempre que dizemos “eu estou sadio, eu sou rico, eu estou agradecido, eu estou amando, eu estou perdoando” , estamos nos entregando ao sentido pessoal que nos impedirá de alcançar nossa meta final.
Todos aqueles que seguem o caminho espiritual têm a mesma meta: chegar ao lugar descrito por Paulo: “Não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” , e finalmente chegar ao alto ponto de realização anunciado pelo Mestre: “E quem vê a mim, vê aquele que me enviou” .

Mas será que o Cristo está vivendo nossa vida, se nós vivemos por sentimento pessoal — por ciúme, fanatismo, ódio, vingança, inveja ou animosidade? Existe algum lugar para o Cristo viver se estas qualidades humanas estão presentes? Que oportunidade tem o Cristo de viver nossa vida se temos uma ambição humana de qualquer nome ou natureza? Que oportunidade tem o Cristo de viver nossa vida se olhamos para este mundo com sentimento pessoal, com julgamento ou
crítica quanto à religião, política, raça ou nacionalidade, ou se de qualquer
maneira tentamos tomar outros subservientes a nós?

Nós somos chamados a abandonar essas qualidades humanas e esse é o sentido de “morrer diariamente” , “morrer” para o sentimento pessoal do eu. Significa isso que não podemos ter vontades pessoais ou desejos pessoais, nem mesmo bons. Nosso único desejo deve ser o de deixar a Consciência viver nossa vida como nossa experiência individual. Depois, sem esses desejos pessoais, podemos ser um canal livre para aquilo que está esperando para passar por nós.
Nós não vivemos para sermos vistos por homens, porque senão estaremos usando um rosto falso e afixando-o para ser admirado e aclamado.

(…) se voltou para o Senhor Deus, buscando-o com oração, súplicas, jejum, pano de saco e cinza (…) Daniel 9:3.

A própria palavra “persona” significa “máscara”, a máscara da personalidade. Se olharmos para a forma exterior e suas características, não poderemos ver a pessoa. Seja qual for nossa vida, ela deve ser interna e acima de tudo deve ser vivida na compreensão de que, seja qual for a forma externa, ela deve ser produto de uma Graça interior, um contato interior com o Espírito, uma comunhão interior. O que
quer que sejamos, nós o somos por causa de nossa relação com Deus.
Nós somos herdeiros de Deus, de todo Seu caráter e Suas qualidades,
e quando sabemos isso não estamos construindo nosso ego pessoal, mas esvaziando-o.

O antigo ensinamento hebraico de sacrifício, abnegação e tortura — saco e cinza — era baseado na negação do ego, um ensinamento originariamente revelado no Egito. Os hebreus pensavam que negando a si próprios alimentos e outras coisas necessárias estavam sacrificando o ego. Mas na realidade era uma forma de farisaísmo e incremento do ego. Hoje também existem muitas pessoas que não acreditam ser um direito gozar as coisas boas da vida. Pensam que, quanto mais
sofrimento suportam, mais espirituais são, mas o que realmente estão fazendo é glorificar o ego e, quanto mais chafurdam em seu sofrimento, maior se torna o ego.

Contudo, se vivermos completamente na compreensão de que “Não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim” , então o sentimento pessoal de ego diminuirá e desaparecerá. Quando a Consciência toma conta, a elimina todos os traços ou desejos errôneos que possamos ter e o faz à Sua própria maneira e em Seu próprio tempo.
Se nós próprios tentarmos eliminá-los, estaremos sendo apenas farisaicos. Isto não quer dizer que nada devemos fazer. Devemos fazer esforço para compreender o que é Consciência, mas esse esforço não envolve o uso de saco e cinza.

Basicamente, todos nós desejamos estar livres de doenças, carência e limitação, pecado ou desejos pecaminosos; todos nós desejamos estar livres da lei material. Essa liberdade, porém, não podemos consegui-la por nós mesmos. Só pode ser obtida fazendo a transição para o ponto onde percebemos que a Consciência vive nossa vida. A única esperança que temos de imortalidade e eternidade ou mesmo
de viver um tempo normal com boa saúde está em fazer a transição para onde estejamos vivendo não só pelo pão, mas pela própria palavra de Deus que impregna nossa consciência.

Eu vivo não só pelo pão, mas pela graça de Deus. Consciência é meu pão espiritual, minha came espiritual, meu vinho espiritual, minha água espiritual.

Isto é o máximo da vida da vida espiritual: Quando podemos fazer a transição para onde a Consciência está vivendo nossa vida, aquela vida não está mais sujeita a doença, pecado, carência ou limitação. Então, nós estamos guardando tesouros no céu, não neste mundo.
Sempre que parece haver necessidade de qualquer espécie – e essa necessidade aparecerá sempre como algo externo a nós — se pudermos lembrar que o homem não vive só por efeito, mas pela própria palavra de Deus, isso eliminará o desejo e poderemos então despertar para a verdade de que não precisamos de coisa alguma, mas que vivemos pela palavra de Deus que está guardada em nossa Consciência. Quando alguma coisa que envolve o sentimento pessoal de “Eu”
toca nossas vidas, podemos eliminar aquele sentimento pessoal, se lembrarmos com suficiente rapidez: “Não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim”.

Cada vez mais o mundo vai olhar para aqueles de nós que fizeram algum progresso na Senda e por isso precisamos mostrar aquilo que proclamamos. Devido aos numerosos e variados acessos ao caminho espiritual que produziu curas no último século, pessoas em todo o mundo estão se interessando por esse modo de vida. Mas o que a maioria delas ainda não percebeu é que antes que possa vir a cura sua natureza precisa mudar. Precisa haver uma purificação de consciência.

Por isso, muitos “eus” precisam primeiro ser abandonados. Consciência precisa mudar, mas ninguém cuja ênfase toda esteja no mundo exterior pode conseguir isso. É preciso que venha a este mundo um remanescente de pessoas dedicadas que absolutamente não estejam vivendo a vida humana, mas que estejam um pouco acima dela, mas que apareçam no mundo com a roupagem do mundo e participem da vida do mundo. Nós precisamos ser um corpo de pessoas que não adora ninguém, mas que respeita, homenageia e demonstra gratidão a todo pioneiro em todo caminho espiritual, passado ou presente. Se somos incapazes de reconhecer a integridade que animou Mary Baker Eddy, Charles e Myrtle
Filtmore, Emest Holmes, Nona Brooks, Emilie Cady e muitos outros, absolutamente não temos visão espiritual. Se não podemos honrar todos eles, não estamos honrando a natureza universal do Cristo.
Precisamos compreender a universalidade do Cristo e, fazendo-o, superar pelo menos o erro cometido por alguns religiosos que afirmam que o fundador de seu ensinamento foi o único verdadeiro exemplo do Cristo.

Potencialmente, toda pessoa na face da Terra é filha de Deus. Se ela não está demonstrando essa filiação divina, não seja muito severo ou crítico. Lembre-se que o caminho é estreito e apertado e nele poucos podem entrar. Alegre-se e rejubile-se com aqueles do passado ou do presente que demonstraram o Cristo em alguma medida. Se não é capaz de contemplar o Cristo como uma potencialidade em todo indivíduo, você está errando o caminho. Está personalizando quando, conscientemente ou não, pensa que o Cristo só funciona naqueles de sua própria crença religiosa.

Oportunamente, se desejar ir além do estado de consciência que responde a toda sugestão levada pelo vento, você precisará começar a viver menos com aquela palavra “Eu” e mais com a ideia de que Cristo vive sua vida. A lembrança do Cristo causará uma mudança em sua vida. Você não causará a mudança, mas a compreensão do Cristo o fará. O milagre não é aquilo que você lê, ouve ou estuda: é seu estado desenvolvido de consciência. Deixando a palavra de Deus ocupar cada vez mais sua atenção, haverá uma transição. O homem velho “morrerá” e o “homem novo” nascerá. Você não pode curar o homem velho ou remendá-lo, mas vivendo com a verdade, o sentimento pessoal de “Eu” morre e então o “homem novo”, a consciência nova, renascerá em você.

Joel – Da Metafísica para o Místico – Viver Agora.



Categorias:Cartas do Caminho Infinito, Ensinamentos Joel S. Goldsmith

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2 respostas

  1. Avatar de jaimeamalmeida

    🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹

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  2. Avatar de arquitetadaoracao

    SOU APAIXONADA NO VIVER AGORA. AGRADECIDA PELA COMPLETUDE INTRÍNSECA ESPIRITUAL REPORTADA. ALOHAAAAA!!!

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