Descansando na Unidade

É uma grande responsabilidade quando alguém vem até você em busca de ajuda espiritual. Ele está vindo para ser alimentado, espiritualmente alimentado; ele espera ajuda, e você não pode dar a ele uma pedra. Se, no momento, entretanto, você não estiver vivendo nessa consciência elevada que lhe permite dar essa ajuda, você pode alcançar esse estado através do processo de uma meditação contemplativa.

Esta meditação contemplativa deve consistir em cada afirmação que você pode trazer à lembrança consciente que tem a ver com a verdade de que o Espírito é o Único Poder – não a matéria e não a mente. O Espírito, a Consciência Divina, é o Único Poder; a Causa Invisível é o Único Poder. Habite sobre cada verdade que estabelecerá em você a convicção de que Todo o Poder é Espiritual, Todo o Poder é Invisível, e que não há poder em efeito. A verdade é que NENHUM efeito é poder, quer esse efeito apareça como uma pessoa ou como uma coisa.

Muitas pessoas se perguntam quanto tempo esta meditação deve durar. A resposta é bem simples. Deve continuar até que você tenha perdido todo o medo da condição que lhe foi trazida para a cura. Você deve continuar trabalhando com essas verdades até sentir uma liberação interior, um “clique”, um sentimento interior que lhe diz que essa aparência é apenas o “braço de carne”, apenas o poder temporal, um nada; e como não é de Deus, não tem poder. Como não é de Deus, não tem vida; como não é de Deus, não tem continuidade, não tem substância, não tem ser, não tem forma exteriorizada.

Quando você é capaz de descansar nessa realização em completo silêncio, sua meditação está no fim. Isso não significa necessariamente que o seu paciente será curado instantaneamente. É verdade que é possível que ele seja curado instantaneamente, mas por outro lado, sua falta de receptividade pode não permitir que ele aceite uma cura através de uma realização, duas ou mesmo cem.

Solo Fértil

Muitos fatores entram na cura que tem a ver, não tanto com você como um praticante, mas com seus pacientes. Às vezes, eles têm estado agarrados às suas condições por tanto tempo que não podem libertá-las ou deixá-las ir.

Às vezes, também, uma pessoa não está realmente querendo de todo o coração Deus, ou o Reino de Deus, mas tem apenas o desejo de se livrar da sua dor, e nenhum objetivo maior do que tornar-se livre o mais rápido possível para sair e ser um ser humano novamente. Tais casos nem sempre são quebrados fácil ou rapidamente. Às vezes, há uma rebelião absoluta à Verdade em seus pacientes, que você pode nunca descobrir.

Muitas coisas diferentes acontecem na consciência de uma pessoa que tornam impossível para você saber por que ela não responde, mesmo depois de você ter tido a certeza interior de que ela está curada. Se ela for paciente o suficiente e você for paciente o suficiente, finalmente uma cura será realizada. Mesmo assim, por mais estranho que pareça, pode levar um ou dois anos antes que um paciente volte para lhe falar sobre isso, e geralmente é porque surgiu outra coisa, e ela quer mais ajuda.

O solo mais fértil para a cura está na consciência de uma pessoa que chegou a um lugar de indiferença à cura, e realmente sente que não é a cura física com a qual ela está tão preocupada, mas sim, com a experiência de Deus: viver, se mover e ter o seu ser no Reino de Deus. Mas quão são poucas as pessoas que virão até você nesse ponto de prontidão!

Sua função não é julgar o paciente, mas conscientemente perceber a Presença de Deus. Cada vez que você é chamado para ajudar, a sua meditação deve incorporar qualquer verdade que trará a você a realização de Deus como Tudo, e o nada da condição, o nada da lei material ou mental.

Quer seja a segunda, terceira, quarta ou centésima vez que você é chamado, você medita. Você não usa uma fórmula, nem tenta se lembrar da última verdade que sabia. Na verdade, acima de tudo, você deve tentar esquecer essa última meditação. Não acredite que a repetição ou o recitar de certas verdades vai curar alguém. O propósito de trazer essas verdades à lembrança consciente é apenas para que você possa alcançar aquele Silêncio que traz à tona a cura.

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Todo Silêncio contemplativo deve ser espontâneo, e deve ser uma realização, de uma forma ou de outra, de Deus como Onipotência, como Onipresença, como Onisciência. Quando alguém pede ajuda, você deve ser capaz de lembrar instantaneamente que existe apenas UM PODER e que isto para o qual ele está pedindo ajuda NÃO é poder.

Erguer-se acima Tanto do Bem como do Mal

Recentemente, quando o Princípio de Um Poder surgiu com alguém que estava bebendo demais, eu o adverti: “Tenha cuidado para não acreditar que o álcool é poder, poder para o bem ou para o mal”. A princípio, isso pode parecer chocante, porque os efeitos devastadores do alcoolismo podem ser vistos de todos os lados, mas, se você aceitar a crença de que o álcool é poder, você será um cego guiando outro cego. Você nunca será capaz de ajudar ninguém a sair do alcoolismo a menos que você mesmo tenha percebido claramente a verdade de que só existe UM PODER. Qual é a diferença, realmente, entre uma aparência de alcoolismo e uma aparência de germes infecciosos? Qual é a diferença? Se você afirma que os germes não têm poder, você deve estar igualmente certo de que o álcool e as drogas também não têm poder.

Sua posição de manhã à noite e de noite até de manhã deve ser a de que só há UM PODER. Eu não digo isso levianamente. Estou bem ciente de todas as aparências que existem no mundo. Conheço todas as reivindicações de poder que existem, mas digo a você que, para viver a vida espiritual, você deve chegar ao ponto em que Adão e Eva estavam antes de terem comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, antes de serem expulsos do Jardim do Éden.

Todas as nossas discórdias têm a ver com a nossa crença de que sabemos o que são coisas boas e o que são coisas más. Mas não existem coisas que sejam boas e não existem coisas que sejam más. Deus é a Substância de todas formas, e por isso não existem formas más em todo o mundo. Quer você esteja pronto para aceitar ou não, a verdade é que também não existem boas formas. Existem apenas as formas de Deus, formas que não tem opostos. O que são então estas formas que contemplamos com os olhos? Conceitos, conceitos que foram gravados em nossas mentes pela crença no bem e no mal. “Não há nada bom ou mau, mas pensar faz com que seja assim.” Independentemente do que se possa chamar de bom, o rótulo “bom” foi dado por alguma pessoa por alguma razão, mas em algum lugar na terra pode haver quem possa chamar a essa mesma coisa de má. Tome qualquer forma de mal que você conheça, e veja se você não consegue encontrar um lugar onde essa mesma coisa não seja considerada maligna. “Nada é bom ou mau, mas pensar faz com que seja assim” (*William Shakespeare. Hamlet, Ato II, Sc. 2.)

Deixe sua meditação contemplativa ser uma elevação acima de ambos, o bem e o mal. Fique quieto e comece com a premissa: “Não há poder do mal no mundo, por isso não posso ser levado a temer esta coisa. Deus existe. Deve existir, e se existe, Deus não poderia ser Deus sem ser Infinito, Onipotente, Onisciente e Onipresente. Isso significa que não pode existir nada além de Deus. Isso significa que não pode existir dois poderes. Só existe UM.” Viva com essa ideia até chegar a um lugar na consciência onde você sabe que não existem dois poderes, e quando você chegar a esse lugar, você está de volta ao Jardim do Éden, e você terá levado seu paciente junto com você.

Habitando na Onipotência, Onipresença e Onisciência 

A repetição de palavras terá pouco efeito: você deve levar as palavras à sua consciência e deixar que a profundidade do seu significado seja revelada:

ONIPOTÊNCIA! Com que poder estou lidando, se Deus é Todo Poder? Existe algum poder neste assim chamado paciente, mesmo um poder para resistir a este tratamento? Se Deus é o Único Poder operando como a consciência dessa pessoa, existe algum outro poder? Existe algum poder no que o mundo chama de doença ou inimigo?

E assim você medita sobre o que realmente constitui poder até que o poder material ou mental tenha perdido todo o significado para você, e você fica com a realização e a certeza: “Eu, no meio de você, Sou Poderoso”. Eu Sou o Único Poder.”

Na próxima meditação que você tiver para a mesma pessoa ou para a mesma condição, você pode tomar a palavra ONIPRESENÇA.

Deus é Onipresença. Mas o que isso significa? Se Deus é Onipresença, isso deve significar que Deus é a Presença deste paciente. Não pode haver presença de um paciente a não ser a Presença de Deus. Não pode haver presença de uma doença, já que só Deus é Onipresença, e Deus é Espírito. Deus é a Presença dessa pessoa; Deus é a Presença de tudo o que existe porque Deus é a Única Presença.

Deus não tem que ser removido, curado, corrigido, reformado ou melhorado. Porque Deus é Onipresença, sei que não existe tal presença como um paciente, um pecado, uma doença, um falso apetite, ou mesmo uma lei material ou mental. Essa realização, no entanto, também pode não trazer a cura. E assim você chega à palavra ONISCIÊNCIA, que significa Todo Conhecimento, Toda Ciência, Toda Sabedoria.

Deus é Onisciência. Eu não tenho que dizer nada ao Onisciente Deus sobre o meu paciente ou sua condição. Se Deus não o sabe agora, Deus nunca saberá, e certamente eu não poderia ser culpado de tal egoísmo a ponto de acreditar que sei algo que Deus não saiba. Portanto, não tenho que dizer nada a Deus sobre meu paciente, o que meu paciente deve precisar ou requerer, ou o que meu paciente gostaria. Só tenho de me sentar aqui e saber que Deus é Onisciência, a Inteligência Onisciente.

O Pai sabe de que coisas preciso, e é Seu “bom prazer dar [a mim] o Reino”. Como é maravilhoso poder sentar-me aqui e não ter que dizer algo a Deus sobre meu paciente! Que maravilha saber que tudo o que é para ser conhecido, Deus já sabe, e Deus já sabe o que fazer, quando fazer e como fazer.

Em sua meditação contemplativa, você continua a se lembrar de cada passagem da Escritura e cada passagem da literatura espiritual que lhe traz a certeza e a segurança de que Deus já conhece a necessidade, e então descanse nisso até que você tenha um sentimento interior de que tudo está bem.

Uma meditação de cura só é completa se incorporar a Verdade sobre Deus: A Lei de Deus, a Onipotência de Deus, a Onisciência de Deus, a Onipresença de Deus. Então, mesmo que o paciente possa ter uma febre alta, possa estar com dor, angústia ou pobreza, tudo de natureza temerosa é erradicado do seu pensamento, e um sentimento interior de segurança vem a você:

Este é o filho amado de Deus. O que então, tenho a temer? Existe um filho de Deus fora do Reino de Deus, ou estou sendo enganado pelas aparências? Deve ser aí que reside a dificuldade. Eu fui enganado a acreditar nas aparências porque meus olhos e meus ouvidos testificam uma individualidade fora do Reino de Deus. 

Não Existe Deus “e” um Paciente

Se você for olhar para este mundo com seus olhos, você nunca será capaz de acreditar em Deus, porque tudo que você pode ver, ouvir, provar, tocar e cheirar é finitude, apenas finitude: limitação, pecado, doença, morte, estupidez. Uma vez que você fecha os olhos para as aparências e se pergunta: “Como é o Reino de Deus? O que é o Jardim do Éden?” você vai ouvir a Voz mansa e silenciosa, e mesmo enquanto você está olhando diretamente para o homem doente, pecador ou moribundo, essa voz vai dizer-lhe:

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Não temas, Sou Eu. Eu, Deus, constituo todos os seres, apesar de todas as aparências em contrário. Só há um Eu. Portanto, “Sou Eu; Não tenhas medo.”

Mas não olhe com os olhos, porque você será enganado. Eu estou em ti, e Eu estou em mim. Nós somos Um. Só há lugar no céu para EU. Só há lugar para Um, e esse Um é Deus. Você ficaria surpreso com o que às vezes acontece na meditação, quando você percebe que não há lugar no Reino de Deus para Deus e seu paciente; e uma vez que não há nada além do Reino de Deus, o seu medo desaparece. Você percebe:

Eu tenho olhado com meus olhos; tenho acreditado no que meus olhos veem, acreditando no testemunho dos sentidos. Tenho julgado pelas aparências, quando na realidade só existe Deus. Há apenas o Eu que Eu Sou.

Mantenha Sua Meditação e Oração Centradas em Deus

Sempre comece sua meditação com uma contemplação da verdade, mas a esta altura você sabe que não há verdade sobre “o homem, cujo fôlego está em suas narinas”.Portanto, não adianta ponderar ou contemplar nada sobre seu paciente ou sua condição. Se, então, você não deve levar o seu paciente ou a sua condição para a sua meditação, o que você deve fazer? Não há mais nada além de Deus. Portanto, em sua meditação contemplativa, você medita em DEUS:

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O Retorno à Casa do Pai É uma Atividade da Consciência

Deus tem um filho e depois o deserda? Será que Deus tem um filho para depois rejeitá-lo? Não, mesmo o pródigo foi capaz de encontrar o seu caminho de volta à realização de Deus— não viajando para qualquer lugar no tempo ou no espaço, mas fazendo uma jornada na consciência. Assim, também, você não tem que ir a nenhum lugar no tempo ou no espaço. A jornada espiritual que você está fazendo está sendo feita na consciência. Tudo acontece na sua consciência, onde você chega à lembrança consciente:

Eu e o Pai somos um. Mesmo que eu faça minha cama no inferno, mesmo que “eu ande pelo vale da sombra da morte”, Eu e o Pai somos um. Nem a vida nem a morte podem me separar da Vida de Deus, do Amor de Deus, da Consciência de Deus, da Presença e do Poder de Deus. “Eu nunca te deixarei, nem te abandonarei.” Nunca te deixarei, nunca! Eu estarei “sempre com você, até o fim do mundo”.

Você deve trazer de volta à sua consciência uma lembrança de toda a verdade espiritual que você já leu nas Escrituras ou em escritos místicos e espirituais. Tudo deve acontecer como uma atividade da consciência, porque a jornada desde o banquete do pródigo com os porcos de volta à casa do Pai e à conscientização da Onipotência, Onipresença e Onisciência é uma jornada feita na consciência.

Ninguém pode alcançar esta consciência por você. Você deve alcançá-la através de uma realização consciente de toda a verdade espiritual que você já conheceu, e você deve continuar em sua meditação ou oração – chame-a como você quiser – até que o medo se afaste de você. Então, você pode sentar-se “em quietude e em confiança” e deixar a Graça de Deus fluir através de você. Deixe a Voz de Deus falar com você, se quiser; Que a Voz de Deus troveje se quiser, ou apenas respire em seu ouvido um: “Paz, fique quieto”, um “não tenhas medo”; Sou Eu.” O que tens a temer, se Eu estiver contigo? Esse Eu que nunca te deixará, nem te abandonará – nem na pureza nem no pecado, nem na saúde nem na doença, nem na vida nem na morte. Eu estava com você antes de você nascer, e Eu estarei com você até o fim do mundo.

Se Eu está mais perto de você do que respirar, você está na Presença de Deus, e podes pedir mais do que isso? Você pode desejar outra coisa que não seja estar na Presença de Deus? Assim, o medo desaparece, e de algum lugar no fundo de você vem uma liberação. E quando isso acontece, você não tem mais medo porque você está na Presença de Deus. Você alcançou aquela mente que estava em Cristo Jesus, aquela mente na qual não há medo.

Nunca Leve uma Pessoa para a Meditação 

O propósito da meditação é trazê-lo à união consciente com Deus, mas quando é com o propósito de ajudar a si mesmo ou aos outros, pode ser chamado de meditação contemplativa, que às vezes carrega consigo o sentido de intenção de fazê-la. Quando você contempla Deus ou quando sua meditação consiste em conhecer toda a verdade sobre Deus e a criação espiritual, então você está realmente no caminho místico da vida e no caminho espiritual da cura.

Em uma meditação de cura, você nunca projeta seu pensamento para seu paciente, nunca sob nenhuma circunstância, porque, se o fizesse, estaria tentando remendar a ilusão. Fazer isso é nada mais nada menos que o poder mental projetado, que é uma forma de terapia sugestiva. É a cura por sugestão, e a sugestão é uma forma branda de hipnotismo, nenhuma das quais tem nada a ver com a cura espiritual. Você nunca se dirige ao seu paciente pelo nome, nem nunca diz “você” ao seu paciente. A sua meditação não tem nada a ver com o seu paciente: tem a ver apenas com você e seu relacionamento com Deus e sua consciência de Deus. Porque o seu paciente lhe pediu ajuda, ele obterá o benefício da sua unidade realizada com Deus.

Não são as declarações de verdade que trazem a cura. Se o fizessem, você nunca superaria as declarações da verdade, e chegará o dia em que você as superará. As declarações da verdade têm o propósito de reforçar a sua própria compreensão e segurança, para que possamos chegar a um lugar de “relaxamento”, e então, esperar que o Espírito anuncie a Si mesmo. Você não pode fazer isso enquanto teme pelo seu paciente. Você não pode fazer isso enquanto estiver se perguntando o que pode ajudá-lo ou como você pode alcançar Deus. Você só pode descansar em paz interior depois de ter chegado à compreensão de que não existem poderes do bem e poderes do mal: há apenas o Poder de Deus. Você não pode descansar em sua meditação até ter alcançado uma consciência na qual não existem dois poderes, duas leis, ou duas substâncias operando.

Fique Firme no Princípio da Unidade

Às vezes, pode ser-lhe apresentado um problema de algum tipo de lei: uma lei de hereditariedade, uma lei de infecção ou contágio, uma lei de tempo ou idade, ou alguma lei legal. E então você se senta em sua meditação:

Lei, Lei! Deus é o Único Legislador e Deus é Espírito. Então, toda a Lei deve ser Espiritual. Como pode existir uma lei destrutiva? Como pode existir uma lei finita? Como pode existir uma lei de limitação? Existe apenas uma Lei e ela é Espiritual. Não existem leis materiais; não existem leis que são vinculadas sobre o filho de Deus. Mesmo as leis legais não podem vincular ninguém na Presença da Graça Espiritual. A Única Lei é a Lei do Espírito, e no preciso momento em que o Espírito toca, mesmo uma pessoa na prisão, a pena de violação da lei legal cai, e o prisioneiro é libertado. Um ser espiritual não pode ser mantido em qualquer tipo de prisão, e quando uma pessoa foi tocada pelo Espírito, ela “morreu” para a sua humanidade e renasceu do Espírito. Como que uma pessoa assim pode ser mantida na prisão?

Em outra ocasião, pode ser-lhe dito que o seu paciente vai morrer e que nada pode ser feito para salvá-lo. Com isso, a palavra “poder” pode vir à sua mente: 

“Poder para causar a morte? Poder para perpetuar a doença? Poder? Poder? Poder?  Até que essa palavra toque em você, e você percebe: “Deus é Poder”. Se Deus é Poder, pode existir dois poderes? O que, então, tenho a temer? Eu não temerei o que o poder possa me fazer.”

O Único Problema É a Crença de Que a Mente Carnal É um Poder

Lembre-se sempre disto: o seu paciente não está sofrendo de reumatismo; ele não está sofrendo de uma constipação; ele não está sofrendo de dor de cabeça: ele está sofrendo com a aceitação universal da mente carnal como um poder. Consciente ou inconscientemente, ele aceitou dois poderes, o Poder de Deus e o poder do erro chamado mente carnal. Para anular o erro na sua experiência, na experiência da sua família, paciente ou aluno, você vê através da crença de que a mente carnal é poder. Você tem apenas uma demonstração a fazer, e essa é a realização da Presença de Deus. Você tem apenas um demônio para superar, e não é reumatismo, câncer, consumo, imoralidade, pobreza ou desemprego. Não ore por emprego para uma pessoa desempregada. Lembre-se, é a mente carnal afirmando que há falta e limitação, falta de oportunidade ou falta de alguma outra coisa. Então perceba que a mente carnal não é poder e que não existe falta no Reino de Deus. Se os negócios não estão bons, não ore por bons negócios. Ore para perceber que a mente carnal e suas sugestões não são poder.

Nós temos um Princípio que funciona, e o Princípio é este: Só há uma demonstração a fazer: a Consciência da Presença de Deus, pois em Sua Presença a mente carnal se dissolve. Existe apenas um pecado, doença, morte, falta ou limitação: a mente carnal. Se você chama isso de mente carnal ou algum outro nome não faz diferença. Em meus escritos, você encontrará a mente carnal referida sob o nome de hipnotismo, sugestão, mesmerismo, crença mundial, ou aparência. Todos eles significam a mesma coisa: uma crença de que existe um poder destrutivo.

Isso é tudo do que estamos sofrendo: uma crença em dois poderes que, consciente ou inconscientemente, todos nós aceitamos. Suponha que você tenha se convencido neste instante de que Deus é o Único Poder. Então, o que poderia incomodá-lo? Nada! Um circo inteiro cheio de leões selvagens poderia ser solto nesta sala, e você não se levantaria para sair do caminho. Que diferença faria, mesmo que eles estivessem na sala, se só existe Um Poder? Se as bombas estivessem caindo para a direita e para a esquerda, que diferença faria para você se só existe Um Poder? Se só existe Um Poder, o que podem fazer as bombas? Ou leões selvagens, ou germes, ou tempo, ou clima? 

Sua meditação não se torna efetiva até que você mesmo chegue ao lugar da Unidade: Um Poder, Uma Lei, Uma Presença, Uma Vida, Um Ser, Uma Causa, e Um Efeito. Então você pode esperar que a Graça de Deus esteja sobre você, que o Espírito de Deus o envolva, e que a libertação de Deus venha até você. Quando isso acontecer, a sua meditação estará completa.

Nunca esqueça que sua meditação não estará completa até que você chegue ao lugar da paz interior através da realização do Um – seja Um Poder, Uma Pessoa, Uma Causa, ou Uma Lei – sempre Um. Quando você chegar a esse lugar na sua própria consciência, você estará em paz, e muito em breve a Graça de Deus estará sobre você.

Esta paz nem sempre vem com a sua primeira meditação. Você pode ter que meditar novamente para seu paciente uma hora, duas ou três horas depois, ou pode ter que repeti-la naquela noite, ou no meio da noite, ou na manhã seguinte. Você pode ter que repetir por dias e dias. Isto ocorre porque, como seres humanos, estamos vivendo uma vida de separação de Deus, e nem sempre é fácil em qualquer momento ou a cada momento que escolhemos nos tornar um com Deus. Portanto, pode ser necessário meditar muitas vezes até que finalmente chegue o “clique” que nos liberta.

A simplicidade da mensagem do Caminho Infinito está na verdade de que você tem apenas um inimigo. E não é uma mente carnal! É a crença de que a mente carnal é poder, e quando você tiver superado a crença de que a mente carnal é poder, ela está acabada, no que lhe diz respeito. Então, você não precisa demonstrar o suprimento; você não tem que demonstrar saúde; você não precisa demonstrar felicidade; você não tem que demonstrar companheirismo: você demonstra apenas a Presença Realizada de Deus. Tudo o que você precisa é da Graça de Deus Realizada, e Ela se cumpre em todas as coisas.

Através da Mesa 

A Primavera está aqui enquanto escrevo isto, e por isso, o meu pensamento se volta para a renovação, renascimento e ressurreição, e, como estes podem ser experimentados. Há um passo necessário, que sem o qual, não podemos “morrer” do velho e renascer para o novo homem, o homem ressuscitado.

Escreva isto na sua testa onde você verá cada vez que for ao espelho: “Deus não se importa o quanto pecador você é ou o quanto puro você pode ser. Deus não tem interesse na sua humanidade: santo ou pecador, bem ou doente, rico ou pobre.”

Cabe a você se afastar do seu estado atual de consciência, que pode estar se expressando como santidade ou pecaminosidade, e focalizar sua atenção no reconhecimento da Natureza Espiritual do Ser Individual. Quando você puder esquecer a minha humanidade e contemplar o Cristo em mim, o Cristo em você ressuscitará. Quando você perdoa – você liberta os outros da penalidade dos seus pecados – assim sua penalidade também se dissolve.

“Você admite o Cristo, o Espírito de Deus, em sua consciência, ao reconhecer o Cristo no homem. “Eis que Eu estou à porta e bato.” Quando você admite o Eu, o Cristo, então, Eu venho para que você possa ter vida abundante.

Não espere se tornar bom antes de buscar a Deus, porque não O encontrará. Não é fácil reconhecer sua própria Cristandade porque você conhece tão bem as suas falhas humanas. Portanto, reconheça o Cristo naqueles que você encontrar, e então, fique face a face com o Cristo ressuscitado de você mesmo.

Pare de me ver ou a qualquer pessoa como um homem da terra, e encontre-os como o Cristo-homem. Liberte todos do seu passado e fique face a face com o teu agora— o teu momento de Cristandade. Isso não significa que, quando você contrata um funcionário você não vai procurar a pessoa mais qualificada, ou que quando você vai às urnas você não vai votar no candidato que mais se encaixa na sua ideia de retidão. Você usará a discriminação, mas também libertará o homem da condenação, e assim, descobrirá a sua própria liberdade. Esteja certo, você alcança a liberdade apenas quando liberta os outros; você alcança a justiça apenas quando se é justo; você alcança a abundância apenas quando dá.

Você admite o Cristo, o Espírito de Deus, em sua consciência, ao reconhecer o Cristo no homem. “Eis que Eu estou à porta e bato.” Quando você admite o Eu, o Cristo, então, Eu venho para que você possa ter vida abundante.

Que Eu então, se torne o pão e a carne da vida para você, o vinho da inspiração e as águas puras da Vida Eterna. Abra a porta da tua consciência e admita o Espírito de Deus, e assim o Cristo viverá a tua vida. Você já sentiu que existe um Eu, um Eu realmente tangível, mais perto de você do que a respiração? Se não, comece a saudar-Me em todos que você encontrar, especialmente o inimigo, e rapidamente Me encontrarás em você.

Joel – Do livro: “Realização da Unidade’ – Capítulo 5: “Descansando na Unidade



Categorias:Ensinamentos Joel S. Goldsmith, Estudantes do Caminho Infinito

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2 respostas

  1. Avatar de jaimeamalmeida

    🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹Emanuel🌹🌹🌹
    “O Amor Perfeito exclui o medo; se há medo, então, não há Amor Perfeito;
    Mas , só o Amor Perfeito Existe. Se há medo ele causa um efeito que não existe”

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