Se Me Amardes – Final

Agora você poderá concluir o oitavo capítulo do livro de Joel: “Sobre o Mar do Espírito.” E isso está em perfeita consonância com a grande exigência das Escrituras.

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Nos diz Joel: “não temos o direito de ter desejos.”

Veja bem, se vamos deixar o Espírito Imortal, que é o que Somos, conduzir Sua própria vida, então não temos o direito de ter desejos humanos. Portanto, no momento em que você se desvia nessa direção com o desejo humano, você não está aceitando o Espírito imortal como parte de Si mesmo.

Joel nos flagra no instante em que nos afastamos do Espírito imortal ao termos um desejo humano; não temos o direito de ter vontade própria:

“Não temos o direito à falta, à limitação ou à infelicidade. Perdemos o privilégio de ter medos, dúvidas ou de perder a esperança. Se cedermos a essas tentações, somos reconduzidos à nossa condição mortal, à condição de seres que supostamente estão morrendo ou já morreram.”


Isso esclarece o fato de que devemos fazer um esforço consciente para não ceder aos nossos desejos humanos.

E embora seja difícil discernir a diferença entre um Desejo Divino, um Impulso Divino, uma Vontade Divina e a sua própria, é muito menos difícil do que, se você não estiver consciente de que não deve ter vontade humana.


Agora, você pode levar isso ao ponto do absurdo. Se você for muito literal, dirá: “Bem, preciso dizer ao Pai: ‘Estou com sede’? Preciso da sua permissão para beber água? E assim por diante?” E isso seria o ponto do absurdo.

Porque se você tiver consciência de si mesmo como Espírito imortal, lhe será mostrado o caminho para obedecer ao mandamento de não ter vontade humana. E você descobrirá que existe um caminho invisível traçado por onde você caminha, no qual você pode parecer estar, de alguma forma, satisfazendo desejos humanos. Mas você sabe que isso é apenas uma aparência externa para os outros, sabe que tudo o que você está fazendo, não é motivado por razões humanas. E sempre que você perceber que uma motivação humana está se insinuando, não se trata tanto de reprimir essa motivação humana, mas sim de retornar à Morada mais distante, que é o Espírito imortal, esse é o Meu Nome. Quando você está em Identidade, não projeta nenhuma sombra de motivação humana. Quando você não está em sintonia com sua Identidade, você irá projetar.

Sempre que você perceber que a motivação humana está se insinuando, é para lhe lembrar que você está, sutilmente, se tornando um pródigo, se afastando de Si mesmo. Você não está vivendo em seu Espírito imortal sem vontade própria, sem desejo humano, sem necessidades humanas. E agora, digamos que você não tenha capacidade para fazer isso durante o dia todo.

Você deverá desenvolver essa capacidade. E a única maneira de desenvolvê-la é praticando. Portanto, você deve certificar-se de que um dia que passe sem que você esteja consciente de Si mesmo como Espírito imortal, é um dia em que você está crucificando o Pai dentro de você.

Você permite que o senso pessoal ainda esteja permeando. Você está dizendo à mente coletiva: “Você tem um lar em mim, amigo. Simplesmente entre e faça o que quiser.” Estamos ajustando essa vulnerabilidade até que possamos descartá-la. Consciente e diariamente, praticamos: “Eu sou o Espírito imortal.” Praticando conscientemente todos os dias:

“Porque Eu sou o Espírito imortal, não tenho uma identidade humana, nenhum desejo humano, nenhuma vontade humana. Sim, vou sentir fome. Vou querer uma segunda porção. Vou fazer coisas humanas. Eu sei disso. Mas vou tolerar que seja assim agora, enquanto ainda estou consciente de que o condicionamento do mundo é tão forte que preciso seguir alguns passos humanos. Talvez por um bom tempo. Mas mesmo enquanto sigo esses passos humanos, enquanto como, enquanto durmo, enquanto me comporto como um ser humano na aparência, estou conscientemente cultivando a natureza espiritual do Meu Ser.”

Essa é a nossa consciência constante, dia após dia. E você pode medir seu progresso pelas coisas que lhe chegam. Em sua revelação interior, você saberá que está sendo elevado de Glória após Glória pela natureza sublime das revelações que chegam.

Serão o sinal de que, mesmo aparecendo em forma humana, você está progredindo espiritualmente no conhecimento da identidade espiritual. Você nunca precisará sentir culpa por ter cometido um erro, porque você não comete erros. Você é a própria identidade espiritual. A mente mundana comete os erros, e eles se manifestam, como se você os estivesse cometendo. Mas você sempre será a sua identidade espiritual, independentemente dos erros que possam parecer existir.

Você não muda. Você apenas se adapta ao conceito que os outros têm de você. Você nunca muda. Você é sempre um Espírito imortal, e essa deve ser a sua identificação consciente. Independentemente do que a imagem externa diga, você perceberá que está rompendo o véu da mente mundana até que ela não tenha mais o poder de criar em você a falsa sensação de poder que exerce.

Na medida em que temos desejos humanos, vontade humana, ambição humana, medos humanos e dúvidas humanas, estamos negando e crucificando nossa Cristandade.” Essa é a declaração de Joel.

Se Deus é a individualidade, que é a Verdade que aprendemos a aceitar, então como pode existir uma individualidade humana?

A Verdade é que Deus é a individualidade e a individualidade humana é o conceito falso que cultivamos, e tudo o que acompanha esse conceito falso faz parte da falsa crença mundana que temos sofrido. Até mesmo o sofrimento é falso.

“Tu és sempre imortal, Espírito. A menos que sejamos capazes de repousar e flutuar no Mar do Infinito, não temos consciência de nosso Maná oculto.”

Qual é esse Maná oculto? Bem, ele acabou de dizer que não podemos saber qual é, a menos que voltemos a flutuar sobre o Mar do Espírito. Em outras palavras, deve ser revelado dentro de você qual é seu Maná escondido.

Embora o Mestre nos tenha revelado qual é nosso Maná escondido. Para nós, quando falamos sobre Espírito, não passa de uma palavra. Deve ser a Experiência Do Espírito. E então você está em identidade. Então você está em sua natureza secreta, seu Maná oculto.

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Sua experiência no Espírito é seu Maná escondido. Esta é a compreensão de que “Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.” O seu Espírito é maior do que a sua carne.

E quanto mais você se dá conta disso, quanto mais lê, mais percebe que seu Espírito é tudo o que existe em você. E sua carne é o conceito do mundo. Estamos sendo libertos do perecível, do transitório, do temporário. Estamos sendo elevados àquilo que é imperecível, ao senso de identidade indestrutível. E daí surge a convicção, a compreensão de que, como Deus constitui o nosso ser, Deus é a própria essência da vida.

E então Joel diz que, “na Presença da Nossa Própria Consciência, há repouso, tranquilidade, contentamento, paz.”

Agora somos levados à compreensão de que existe outra Consciência presente além daquela que chamamos de consciência humana. Em nossa consciência humana, não há repouso e paz. Há inquietação. Há turbulência. Existem perguntas, existem medos, existem dúvidas. Existe uma sensação de impermanência. Essa é a consciência errada. Não é a nossa Verdadeira Consciência. Na Presença da nossa Consciência, existe repouso e paz tranquilos.

Nossa Consciência é Deus. E somente quando você está em Sua Consciência, em vez de sua falsa sensação humana de consciência, você está na quietude, na paz, no verdadeiro silêncio. Quando você não está em paz, quietude, silêncio, repouso, ausência de medo, você não está em Sua Consciência, você está em sua mente sensorial. E embora sua mente sensorial seja frequentemente chamada de consciência, ela não é de fato.


É a falsificação da sua consciência. É apenas a sombra com sombras de pensamento. E sempre que você estiver em algum tipo de inquietação, lembre-se de que você não está em Sua consciência. Você está em uma consciência imitativa, que não é a Sua consciência. Sua consciência é a Consciência Divina porque você é Espírito divino. E exatamente onde você está, você pode mudar de canal, assim, nesse exato momento. Essa inquietação é o canal errado, a consciência errada. O falso, o inverídico.

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E no firmamento superior, exatamente onde você está, reside sua consciência divina. Se você apenas descansar, esperar, ouvir e confiar, aqui estou Eu:

“Eu sou o fluxo divino exatamente, onde Você está. Eu sempre estive presente. Eu, Deus, estou presente. E minha consciência é definitiva. Eu não compartilho consciência com uma segunda consciência. A única consciência divina  Eu sou, Deus, Eu estou aqui agora, como Sua Consciência e Minha Consciência. Não há nenhuma outra consciência presente.

Nessa Consciência, aprendemos a encontrar o nosso Ser. Encontramos a água viva. É lá que você encontra o verdadeiro Consolador. É lá que você encontra o Espírito da verdade. Não a verdade da mente, mas a Verdade do Espírito. O verdadeiro Consolador vem como o Espírito da verdade, anunciando a Presença de tudo o que é real.

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Descobrimos que a serpente que nos enganou não tem poder. Quando estamos na consciência divina, todas as suas alegações e todas as crenças que ela gerou em nós são reconhecidas como falsas. Perdemos a crença naqueles conceitos que diziam que éramos diferentes do Espírito puro e perfeito. Perdemos a crença de que existe um poder, além do poder puro e perfeito do Espírito. Perdemos toda crença em qualquer coisa que não seja a Realidade.


E quando você sentir aquele estalo dentro de Si que lhe diz que perdeu a crença na irrealidade, perceberá que ela perde o poder de se manifestar onde você aparece. Ela só pode se manifestar onde você aparece, enquanto você ainda acreditar na sua irrealidade, no seu falso poder, na sua capacidade de fazer algo não ordenado pelo Espírito de Deus.

Estamos lentamente erradicando essa crença para que possamos ter uma Consciência pura e motivos puros.

Silêncio, pausa


“Quanto mais vivemos na percepção consciente de que Deus constitui nosso ser” – só o som dessas palavras para mim é como música:

“Quanto mais vivemos na  consciência constante de que a Consciência de Deus é  nosso Ser”.

Isso é afirmado por Joel como um fato: “A Consciência de Deus é nosso ser.” E quanto mais vivemos nessa consciência, mais o homem natural se liberta, até finalmente desaparecer por completo. Aqui está o Mestre nos dizendo que o homem natural desaparece por completo, enquanto permanecermos na percepção consciente de que a Consciência divina é o nosso ser. Isso não deixa espaço para dúvidas. O homem natural se dissolve completamente.


Silêncio, longa pausa

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Portanto, mesmo que não tenhamos estado lá, alguém que esteve nos diz, que o homem natural é dissolvido.

Silêncio, pausa


Isso significa que ocorre uma mudança de consciência. Quando há unção, um Eu interior que substitui o eu exterior aparente, uma transformação interior ocorre. Você vive, se move e tem seu ser. Sua atividade emana do centro divino, que é o todo. E Isso fora da forma, embora ainda presente na aparência, é um instrumento do Espírito infinito.

E assim surge um Cristo que se manifesta como Jesus. Por quê? Porque o homem natural foi dissolvido. Tudo o que está presente ali, é a consciência divina em funcionamento, manifestando-se como uma forma. E essa forma, como aprendemos, não está sujeita aos males deste mundo. Para ela, a morte não tem poder.

Como o homem natural está dissolvido na Consciência, a morte não tem poder. A doença não tem poder. A dor não tem poder.

Os poderes deste mundo são revelados como ‘sem poder’. Porque a Consciência divina substituiu a consciência humana. A consciência humana, que nunca esteve lá, mas apenas parecia estar, não pode mais relatar esses defeitos ou problemas que nunca estiveram lá, mas apenas pareciam estar, dentro dessa consciência humana.

A Nova Consciência, revela as qualidades da Nova Consciência manifestadas. E a Consciência da Presença de Deus é a Vida eterna. Portanto, a morte não tem lugar. E as condições que levam à morte também não. E se não fosse assim, não teríamos propósito em estudar esta mensagem. Porque o propósito da mensagem é Revelar a Vida Eterna.

Então Cristo não era um homem, mas uma revelação espiritual dada a um homem” Joel https://youtu.be/nUmpbWLzQJk?feature=shared


Silêncio, pausa

Não se pode revelar a Vida Eterna se a morte for uma realidade. Só se pode revelar a Vida Eterna porque Ela é a Realidade.

E incorpora todas as qualidades vivas, que estão sempre presentes em nossa verdadeira Consciência Divina. Portanto, estamos tentando permanecer, se possível, naquele Firmamento superior.


Mantemos e perpetuamos os males, os erros e as discórdias da nossa vida ao pensarmos neles. Mas, assim que deixamos de pensar neles, eles deixam de existir, porque nunca existiram fora do nosso pensamento.

“À medida em que deixamos de nos concentrar em nossos triunfos e fracassos, eles deixam de existir. Em vez disso, Cristo vive nossa vida,”

Agora aqui Joel identifica que todo erro reside no pensamento. Ele jamais transcende o pensamento. Tudo o que vivenciamos é nosso pensamento, ou seja, nossa experiência humana total, nosso próprio pensamento humano que em si não é pensamento livre, pois é o pensamento do mundo.

Estamos aprisionados em nosso próprio pensamento humano, que nos relatam coisas que não são verdadeiras. Isso porque nosso próprio pensamento humano não é a expressão da Consciência divina. E assim, o mundo pensa nos males que existem apenas porque está desconectado de sua própria consciência divina, que lhe revelaria que não há males:

Há apenas manifestação divina, vista através do véu do pensamento humano. À medida que permanecermos no firmamento superior, aceitando nossa individualidade espiritual, aceitando a consciência divina, estamos nos afastando do pensamento humano. E saindo das condições que existem no pensamento humano.


“O Cristo interior”, diz Joel, “é a nossa verdadeira identidade.”

“Temos que lembrar com frequência que o Eu-Cristo é nossa verdadeira identidade, enquanto o “homem natural” é aquela parte de nós que nos foi imposta ao nascer e à qual estamos agora “morrendo”. Na medida em que elevamos o Eu em nós, estamos “morrendo diariamente” para o senso pessoal do “eu”. Na medida em que não pensamos, mas descansamos no Mar do Espírito, estamos deixando o Cristo viver nossa vida, e então a cada momento do dia fazemos aquelas coisas que nos foram dadas para fazer pelo Cristo interior.”

Esse é sempre o método: Obediência a Cristo interior, sem aceitar nenhum pensamento humano, nenhum desejo humano, nenhuma crença humana. Aprendendo que a mente do mundo nada mais é do que o pensamento que consideramos ser nosso próprio pensamento. Na verdade, estamos contornando a mente do mundo ao não adotarmos nenhum pensamento humano.

Silêncio, pausa



Agora, vamos resumir com estas frases de Joel:

“Deus está cumprindo a si mesmo e o seu destino através da nossa experiência individual. Esta não é a sua vida, nem a minha, para fazermos dela o que quisermos. Esta é a vida de Deus, que Deus está vivendo como nós. E uma vez que percebermos isso, entenderemos a imortalidade.”


Agora tudo o que pensamos ser a nossa vida não o é. Porque Deus está vivendo a Sua vida como nós. E a vida de Deus é perfeita. E aquilo que consideramos nossa vida, que é obviamente imperfeita, não é nossa vida porque não é a Vida de Deus. Sobreposto ao que é a Vida de Deus, está a sua própria percepção da vida.

E à medida que você se afasta da sua própria noção de vida e passa a aceitar que Deus está vivendo a sua vida perfeita agora, você se vê separado desse falso senso de vida. Gradualmente, ele meio que desaparece. Você começa a reconhecer a sua própria perfeição, a perfeição do seu próximo. As duras crostas da crença humana se dissolvem lentamente.

Cristo em nós está trazendo à tona esse esplendor aprisionado, abençoando onde a mente mundana amaldiçoa.

Silêncio, pausa

Agora Joel identifica o Maná oculto que já exploramos muitas vezes:

“Conhecer nossa verdadeira identidade é o Maná oculto.”

Reconhecer a si mesmo como Um Espírito imortal é o seu Maná oculto: Espírito imortal em todos os lugares.

“É a capacidade de descansar, sabendo que Deus não tem quaisquer limitações e que Deus vive nossa vida. Deus não pode morrer; Deus não pode pecar; Deus não pode estar doente. Cristo é o eterno filho de Deus, que nunca nasceu e nunca morrerá; e que Cristo, o Divino Filho de Deus, vive como Minha Vida Eterna.”

Saber que Deus não tem limitações, que Deus vive a nossa vida, que Deus não pode morrer, Deus não pode pecar, Deus não pode adoecer, Deus não pode sentir dor. Esta é a vida de Deus e tudo que não é perfeito  como a vida de Deus não é a sua vida. Abandone a crença de que esta é a sua vida.



Pois a Consciência de Deus está aparecendo como nós. Agora, quando Joel diz que a consciência de Deus está ‘aparecendo’ como nós, isso não significa o que parece significar. Se você interpretasse isso literalmente, diria que a Consciência de Deus aparenta como nós. Analise a palavra “aparece” e veja o que ela significa. A Consciência de Deus é o que está aqui. O que aparenta estar aqui, não é a consciência de Deus.

A Consciência de Deus está vivendo como nós. Mas o que aparece é o “nós” que não existe. O “nós” que não existe é o que aparenta onde a Consciência de Deus está. A Consciência de Deus está presente e existe uma falsa aparência chamada “nós”.

A consciência de Deus é tudo o que está aqui. E o que Ela é, é a sua manifestação espiritual divina  perfeita. O que aparece como nós, não é essa consciência de Deus. É por isso que a palavra “aparência” está ali. O que parece ser, não é essa Consciência de Deus.

O que Somos é a Consciência de Deus. Somos algo diferente do que ‘parecemos’ ser, pois somos o Espírito Divino se manifestando. E nenhum olho humano pode ver isso. Nenhuma mente humana pode compreender isso. Portanto, aquilo que está aqui, como nós, divinamente manifestando-se, jamais é visto pela mente humana. É por isso que a mente humana nos vê como aparentamos ser, em vez de como realmente somos.

Mas, como sabemos que somos a consciência de Deus, a manifestação de Deus. Mesmo que isso pareça ser “nós” eventualmente até que percamos a preocupação com a nossa vida, ao percebermos que Deus sabe como manter e sustentar a Sua Vida, que é a Nossa.

Começamos a viver esse Eu invisível.

Cada um de nós é esse Eu invisível e imortal. Agora, esse sentimento deve começar a se desenvolver e se aprofundar. Até que você possa saber que não está encarnado, em uma forma transitória. Você nunca esteve em uma forma perecível.



Seus exercícios desta semana, então, consistem em expandir o exercício da semana passada por três horas, reconhecendo que Eu sou a Luz daquele que está ali. Eu sou a própria Presença onde aquele aparece. Para estender isso a este universo. Onde quer que a forma apareça, Você está invisivelmente presente. Esta é uma verdade que algum dia, deve ser a Consciência constante.

Experimente por algumas horas. E acho que o que me ocorre é que existe uma espécie de processo chamado ‘ajuste de pensamento’.

Se você olhar para uma pessoa pela janela, você verá uma pessoa. Mas se você não fizer esse ajuste mental conscientemente, continuará vendo a pessoa. Se você fizer esse ajuste de pensamento, você olhará conscientemente para a pessoa e dirá: “Bem, ali está meu Eu invisível”. Esse é o ajuste mental. E você deve começar a fazer esse ajuste total de pensamento em relação a tudo o que vê dele. Até que a percepção em você seja positiva de que, “onde quer que veja forma, Eu estou”, você deve fazer esse ajuste de pensamento conscientemente. Isso não acontece por acaso. Falaremos mais adiante sobre o ajuste de pensamento. É uma prática consciente.

Você deve observar constantemente cada forma, até mesmo objetos inanimados, e saber que o objeto inanimado não está lá. Não pode estar, porque Meu Espírito é tudo o que está lá. Não há lugar onde Meu Espírito não esteja. E devo fazer um ajuste de pensamento a cada vez para que eu esteja consciente do Meu Espírito presente em todos os lugares. Se eu não fizer esses ajustes de pensamento, descobrirei que não estou em condições de cumprir os mandamentos de Cristo.

Silêncio, pausa


E vou descobrindo, sutilmente, que se desenvolveu uma consciência do espaço entre Deus “e” eu, tempo entre Deus “e” eu. E começo a pensar em termos de me realizar no tempo e no espaço. Em vez de saber que “Eu já sou perfeitamente realizado” e deixar que essa realização se manifeste à medida que conheço a verdade do Meu Eu.

Você pode até não gostar mais de mim na semana que vem depois desse exercício, porque o acho muito difícil.

Você pode dizer: “Ah, estou com dor de cabeça” ou “Isso é demais”, e realmente é demais.

Mas em algum momento você encontra um pequeno oásis. Você encontra uma nova capacidade de fazer isso. E há um lugar onde você se sente tão grato por ter persistido.

Você descobre que tem uma resistência maior do que imagina. E num instante, você percebe que o poder dessa resistência era fictício,  nunca existiu. Isso porque você pensou que o ser humano estava fazendo, porque, você não estava sendo Você mesmo, em sua espiritualidade. Tão perverso, tão completo e tão profundo é o condicionamento do mundo que, às vezes, temos que sofrer essas coisas para chegar ao outro lado da Realidade. E ele fica cada vez mais apertado. E enquanto a situação se complica, algo se afrouxa em algum outro lugar.

Há um universo invisível bem aqui. E esse universo invisível, poucos de nós tocamos o suficiente para saber o que existe lá. E ele é infinito. E nossa experiência nesse Infinito Invisível é o prêmio que aguarda aqueles que estiverem dispostos a se identificar com Ele e a não aceitar nenhum substituto.

Silêncio, pausa

Então o Espírito da Verdade virá sobre nós, que nos ensinará todas as coisas e nos conduzirá à lembrança da Realidade que em nossa Alma já conhecemos.



Silêncio, longa pausa

O Capítulo da próxima semana é o número nove, “Identidade Espiritual.”

Talvez possamos avançar um pouco mais em João 14. Mas, independentemente disso, continuaremos com o estudo. Vejamos onde estamos em João: Chegamos ao versículo 17 de João 14. É por aí que começaremos na próxima semana, com o capítulo nove da “Realização”

Silêncio, longa pausa

O ‘Ajuste do pensamento‘, é a disposição consciente de olhar para um objeto, uma forma, uma condição, uma pessoa, uma coisa, e ajustar instantaneamente o seu pensamento para reconhecer a presença do Meu Espírito Invisível. E nesse momento você aceita a Onipresença do Espírito de Deus. Com isso aprendemos a ser verdadeiros.



E assim, já estamos no nosso nono ano deste ensinamento. Hoje foi o primeiro dia deste nono ano.

Muito obrigado.

Herb Fitch – Seminário “A Realização da Unidade” – Aula 24: “Se me Amardes”

As transcrições das aulas deste seminário estão disponíveis em PDF no link abaixo:

https://drive.google.com/drive/folders/1rpfgFIbr1UWmvWVNrvG69v6_msEAY0lz 



Categorias:Estudantes do Caminho Infinito, Herb Fitch

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