“A menos que Deus seja a minha mente, não haverá verdade que se expresse através de mim ou comigo. A menos que Deus seja a sua mente, você nem mesmo entenderá a verdade que está sendo expressada. Já que Deus é a Mente universal – já que Deus é minha única mente, a única coisa que será expressa nesta sala é a Verdade se expressando, Deus expressando e revelando a Si mesmo. Visto que Deus é a sua mente, Deus estará revelando Ele mesmo em Si mesmo. A Mente estará expressando a Sua verdade para si mesma. A verdade não passará de mim para você, não passará de Deus para você. Toda a atividade da Verdade ocorrerá na Única Mente – a minha mente, que é a sua mente. Por que esta é a parte mais importante de todo o ensino? Porque espero que a partir deste momento cada um de vocês seja chamado a fazer um trabalho de cura.”
Joel – Notas Metafisicas -1948

Herb: Boa tarde a todos. Se, em sua meditação preliminar, você perceber que não consegue estabelecer contato com Deus, há coisas que você precisa fazer a respeito. Normalmente, não estabelecemos contato com Deus a menos que tenhamos cumprido certos requisitos.
A falta de contato com Deus aparece como uma separação ou divisão do poder divino e assim, nós não somos instrumentos desse poder divino. Se meditarmos como seres humanos mortais, não haverá contato entre o Pai e um ser humano mortal. E é melhor vocês aceitarem isso. Você não pode, como um ser mortal, estar em contato com Deus. Você não pode ser um ser mortal e esperar que o poder divino se manifeste em você, através de você e como você. Portanto, quando você se sentar para meditar, mesmo com as melhores intenções, se estiver carregando consigo a ideia de que o seu “eu pequeno”, a pessoa que vai trabalhar de manhã ou a pessoa que fica em casa cuidando da casa, vai meditar você estará perdendo tempo. Ah, você pode até sentir tranquilidade, uma sensação de ausência de pressão, mas não vai conseguir fazer contato com Deus.
Você precisa se sentar com a Consciência de que “Eu sou Filho de Deus”. Caso contrário, não há contato. E você não pode ser um ser humano e um filho de Deus. Todos nós temos tentado ser humanos e divinos ao mesmo tempo, como se a humanidade fosse uma fase passageira pela qual passamos para alcançar um senso de divindade. Isso não é verdade. Não estamos passando pela humanidade. O Filho de Deus não é humano. O Pai não tem filhos humanos e nunca teve.

Agora, suponhamos que você esteja nos últimos 25% desta vida. Muitos de nós estamos. Agora, de acordo com as autoridades, existem várias maneiras de partirmos desta vida. Eles listam todos esses métodos pelos quais podemos perder esta vida. Pode ser por meio de uma doença, pode ser por meio de uma guerra, pode ser por meio do álcool, pode ser por meio de drogas, pode ser por meio de um acidente. Pode acontecer de pelo menos quatrocentas ou quinhentas maneiras diferentes. Então, se você fosse criar uma tabela que dissesse que essas são as causas de morte do homem, você listaria todos os métodos físicos, todos os métodos emocionais, todos os métodos mentais. E você diria que essas são as causas mais prováveis. E nesse gráfico, depois de você o ter preenchido, você teria deixado de fora a única causa de morte humana que existe. Você nunca verá um gráfico elaborado pela ciência ou pela religião listando as causas da morte que seja precisa. A única causa da morte é que “Deus não criou um ser humano.” Essa é a única causa da morte que existe. E quando você se depara com isso, precisa dar o próximo passo: Quem sou eu? Se Deus não faz acepção de pessoas?
Se Deus diz: “Doravante não conhecereis homem segundo a carne” Não estou sendo informado de que não existem filhos humanos e que Eu, o filho de Deus, deve ser algo diferente? O filho de Deus não morre. Não há causas para a morte do filho de Deus, porque o filho de Deus é imortal. Agora, quando você medita, se você não é essa criança imortal, quem está meditando? Alguém não criado por Deus. E como a criação pode fluir para a não-criação? Observe, sua separação ocorre antes mesmo de você começar a meditar.

Então precisamos deste novo Consolador. “O Consolador que trará todas as coisas à lembrança.” E então ouviremos a voz, pois estamos na condição de filho divino, vivendo-a. Rejeitando toda a condição que nega nossa filiação, rejeitando até mesmo a mente que diz que não somos o Filho divino, rejeitando toda aparência que diz que não somos o Filho divino, então estaremos vivendo fielmente, como a imagem e semelhança divina. Estaremos rejeitando o Anticristo. Estaremos rejeitando a crença universal de que Deus criou algo que pode morrer.
Vivemos nessa consciência. Conquistamos o direito de ouvir a voz, de estar em Unidade com o Pai. Então, está escrito o que ouvimos aqui no capítulo 14 de João:
“Deixo-vos a Paz. A Minha Paz vos dou; não vos dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”
Agora, essa “Paz que o Pai dá, não é como o mundo a dá.” Essa paz tem um significado que transcende tudo o mais que nos é dito aqui. E nunca devemos tirar essa afirmação do contexto. Quando a tiramos do contexto, perdemos sua plenitude. Quando a vemos neste capítulo, com tudo o que a rodeia, tudo o que a precede – o Advento do Consolador, o Espírito da Verdade, trazendo todas as coisas à lembrança –, então temos a Totalidade dessa paz, trazendo todas as coisas à lembrança, trazendo-nos de volta ao conhecimento consciente de que a nossa vida não começou em um tempo e lugar, “Antes de Abraão sua vida é”
Não estamos falando desta forma agora, estamos falando da “Sua Vida”. E o Consolador nos traz a lembrança de Sua vida, sendo a vida de Deus, não tem começo, não tem a possibilidade de doença, não tem a possibilidade das limitações da criatura. E a compreensão dessa vida que é a vida eterna é “A Minha Paz.”

“A Minha Paz” não é como o mundo lhe oferece. O mundo lhe dá um período de vida. “A Minha Paz” lhe dá vida sem fim. “A Minha Paz” é a realização de que a vida de Deus é a sua vida. “A Minha Paz” é o fim da busca; não há mais nada a procurar. Tudo é seu. “A Minha Paz” é a compreensão de que não há distância entre Deus e o meu ser. Não há tempo entre Deus e o meu ser. Não há ausência de Deus. Não há um momento em que Deus está presente e outro em que Deus está ausente. “A Minha Paz” é permanente, além da sepultura, além do tempo de vida. “A Minha Paz” é a realização agora: “Tu me vês. Tu vês a vida do Pai.” Não é algo que se memorize. A Paz que você recebe do Consolador é a Realização do seu Eu permanente.
Silêncio, pausa
Esse Eu permanente não se tornará você amanhã. Esse Eu permanente é tudo o que você pode ser e sempre foi. E esse Eu permanente, sendo imperecível, não é um eu mortal. Cada palavra que você profere, cada pensamento que aceita, cada aparência à qual você responde, é dirigida ao seu eu impermanente, e isso é a sua negação da sua própria identidade. É por isso que todos nós giramos neste carrossel da matéria. Não vivemos na Consciência de que Eu, não sou um ser humano. Todos nós aceitamos que somos seres humanos. E, ao fazer isso, estamos dizendo: sendo um ser humano, eu não sou o Cristo de Deus.
Você vê, que quando você escolhe o que você é, você está escolhendo tudo o que irá experimentar. Você está até mesmo escolhendo o universo em que vive. Quando você escolhe a humanidade, você está escolhendo o mundo. Quando você escolhe a Cristandade, você está na Verdade e está escolhendo o universo de Cristo. Você está escolhendo o reino de Deus.
Para você, o reino de Deus não é amanhã, é agora, onde Cristo está. Para você, as qualidades de Deus não são amanhã, são agora, onde Cristo está. E a crescente consciência de que “onde Cristo está, Eu sou”; Onde Deus está, Eu estou, onde o reino de Deus está, Eu estou, torna-se uma experiência. A paz é uma experiência. É uma consciência infinita de que “Eu sou o Espírito vivo de Deus.” Que Eu me movo, e existo e tenho meu ser no reino de Deus. E é isso. Eu não irei para lá amanhã, não irei para lá depois da morte. Eu não irei para lá porque vou viver uma vida humana exemplar. É isso. É isso que você deve ser quando você medita. A meditação é simplesmente a aceitação da sua identidade. Onde você está, onde Deus está, a natureza de Deus, as qualidades de Deus, a onipresença de Deus. Você está aceitando o infinito. O infinito é a medida de Deus. O infinito é a medida do sol. Aqui, onde Eu estou, está o milagre do infinito. Nada está faltando.

Agora, veja por outro ângulo: Toda a mensagem de Cristo é que Deus é tudo.
Onde pode haver erro se Deus é tudo? Onde pode haver matéria se Deus é tudo? Onde pode haver mortalidade se Deus é tudo? Deus não é o erro. Deus não é mortal, Deus não é material. Onde estão essas coisas se Deus é tudo?
Quando você aceita o erro, a matéria, a mortalidade, você está negando a totalidade de Deus. E você está caminhando com a mente hipnotizada, que não conhece nem experimenta a totalidade de Deus. Nessa mente, você não pode ter “A Minha Paz” Você conquista a minha paz, vivendo no conhecimento de que Deus sendo tudo, a matéria, que não é Deus, não é onde Deus está. O erro, que não é Deus, não é onde Deus está. A corporeidade, que não é Deus, não é onde Deus está. Outros poderes, poderes do mal, que não são Deus, não podem existir onde Deus está.
Você se reconcilia com o seu universo perfeito, onde você está. Deus sendo tudo não há lugar em sua consciência para o erro, para a matéria, para a divisão, para a separação, para o mal, para a doença, para a morte. Onde podem existir essas coisas se Deus está presente?
E, à medida que mantém fidelidade à totalidade de Deus, você finalmente pode chegar à convicção de que, Deus sendo tudo em todos os lugares, não há lugar para o erro. Não há lugar para nada que não seja Deus. Você chegou à grande compreensão de que onde essas coisas parecem estar, deve haver uma mente que as percebe. E a mente que as percebe também não tem existência real. Porque Deus é tudo, não há trevas em Deus Pai, sendo “puro demais para contemplar a iniquidade.” A mente que contempla o que não é Deus é uma mente que não tem existência real.
Você está encarando o fato de que existe um “você” com uma mente que não tem existência real. Ela percebe o que Deus não colocou ali. Você está olhando através de uma mente mortal. E não existe mente mortal. Ela nunca existiu. Ela vê o que Deus não colocou ali. Ela nunca está em paz. Por essa razão: Sua sensação de paz é sempre impermanente, nunca profunda, nunca eterna. Então, olhamos para esta mente mortal e reconhecemos que a mente que tenho, olhando para o mundo, não é a Mente. É a mente do Anticristo. E eu tenho que encarar isso. O dia chegará para encarar isso. A mente humana é o Anticristo. Ela não vê Cristo. Ela não conhece Cristo. Ela não conhece a Deus.
Silêncio, pausa

Enquanto estamos imersos no pensamento humano, somos totalmente controlados. Há uma atividade acontecendo, uma atividade que excede toda a compreensão humana. É uma atividade da qual não estamos conscientes. O poder dessa atividade é tão grande em nossa consciência que ela realmente se torna parte de nós. Ela se torna a nossa consciência, a consciência mundial se torna a sua consciência. A consciência do mundo faz seu coração bater. A consciência do mundo faz o sangue correr em suas veias. Deus não está fazendo isso. Se Deus estivesse fazendo isso, Ele jamais pararia de fazer. O corpo humano completo foi desenvolvido e evolui a partir da consciência mundial, ele é mantido, até certo ponto, pela consciência do mundo. E então, essa mesma consciência do mundo que cria o corpo humano o destrói. Este é o destino de todo corpo nascido da consciência do mundo. Ele é destruído pelo seu próprio criador.
Temos culpado a Deus por tudo isso porque desconhecemos a consciência do mundo. Não tínhamos alcançado o nível necessário para receber o Consolador. Mas esta é a era do Consolador. Chegamos à maturidade. A consciência do mundo é o que eclipsa a consciência divina. Assim como um corpo celeste se move em frente ao Sol e o Sol se obscurece, ou a Terra passa entre a Lua e o Sol e a Lua se obscurece; assim também, a consciência do mundo encobre para nós o eu divino e recria este eu em que caminhamos, chamando-o de nosso eu. Este ser mortal. Este ser mortal é uma criação da consciência mundial.
Esta mente que controla este ser mortal é cúmplice da consciência do mundo. É o instrumento da consciência do mundo. Ela não recebe ordens de Deus. Ela não conhece a Deus. Ela está sob a ilusão de que conhece a Deus, mas não tem capacidade para corrigir os erros da consciência do mundo. Ela é uma prisioneira. Não reconhece o próprio adversário. E enquanto você e eu caminhamos pelas ruas, somos consciência do mundo, aparentando ser seres mortais que foram persuadidos de que, de alguma forma, somos a imagem e semelhança divina. Mesmo que cada uma dessas imagens e semelhanças divinas deva ser destruída pela consciência do mundo.

Somente quando nos libertamos dessa lavagem cerebral, para preparar o caminho para o Espírito da Verdade, o Espírito Santo, o novo Consolador; é que a Luz de Deus dentro de nós dissolve aquilo que eclipsou a consciência divina. E a luz que brilha revela: “Eu não sou este eu mortal”.
Eu não vivo neste corpo mortal. Eu não tenho uma mente mortal. Eu sou e sempre fui o Filho vivo de Deus. Um Eu completamente diferente daquele que viveu até este ponto no tempo e no espaço. Você começa a se abrir para ser esse Filho divino que não tem nascimento humano, nem morte humana. Você começa a ver o mérito na declaração de Paulo de “estar ausente do corpo, presente com o Senhor.”
Mas agora estamos indo um passo além de simplesmente estar ausente do corpo. Você não pode estar ausente do corpo quando você está na mente humana, você precisa estar ausente da mente, para estar ausente do corpo. Você precisa estar ausente da mente carnal. Então você está ausente do corpo carnal. E você precisa estar ausente do corpo carnal para estar no corpo de Cristo.
Silêncio, pausa

Sempre. Somos gratos a Paulo. Em Efésios 4:4, temos esta declaração:
“Há um só corpo, um só Espírito, assim como vocês foram chamados em uma só esperança da sua vocação, chamando um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus, Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo.”
A menos que estejamos na mente de Cristo, nunca nos tornamos conscientes desse único corpo infinito. Vivemos em corpos separados e recriados pela consciência do mundo. Não conhecemos a Minha Paz.
Mas a Minha Paz vem àqueles que têm vivido na consciência de que o espírito é tudo, e é aí que reside a minha fidelidade. O Espírito é tudo.
A crença no poder do mal e no poder do bem, ou em dois poderes, é removida pelo conhecimento de que o Espírito é tudo. Não existe poder bom na matéria. Não existe poder mal na matéria. Não existe matéria boa nem matéria má, você olha através sem julgamento. E se o caminho que você escolheu é o de trilhar o reino de Deus, você não caminha hoje conscientemente em um universo material, este não é o seu lugar..
Na semana passada, aprendemos a olhar a Verdade. Esta semana, é a outra face da moeda. Estamos contemplando a Verdade não do ponto de vista da mente humana, mas do ponto de vista de Deus. Estamos contemplando a Verdade divina e não há pegadas humanas na Verdade divina. Você não encontrará nenhuma. Em um universo espiritual, existe apenas o Espírito do seu Pai.
E se você pensa que não está em um universo espiritual, então você está em divisão. Você está em ‘solo americano’. Sua paz será temporária. Sua paz não será a paz que excede todo o entendimento. Sua paz será simplesmente aquela paz que é uma humanidade melhor, uma vida humana melhor. Vocês já sabem que não estamos aqui para isso. Uma vida humana melhor é a armadilha. Por quê? Porque quando você busca uma vida humana melhor, o que você está dizendo?

Você está dizendo que não é o Cristo, que não é o Filho divino. Você está dizendo que Deus não é seu Pai.
Bem, por que vir até uma mensagem espiritual? O propósito da mensagem espiritual é elevar nossa visão para a Verdade divina, não para o conceito. Elevar nossa visão para a Vida Eterna, não para a temporária. Para compreender os ensinamentos de Cristo, não para falar sobre eles, mas para aprender a vivê-los, para experimentá-los. E assim, toda vez que você comete o erro de dizer que quer melhorar algo em sua vida humana, você está caindo em uma armadilha. É um desejo muito normal, mas não para aqueles que receberam o conhecimento interior de que “Espírito é o Meu Nome”. Eles não perdem um momento sequer tentando melhorar sua situação humana. Por quê? Porque não há nenhuma. É uma ilusão. Não que sejam indiferentes à sua situação humana, mas porque sabem que esta é a armadilha da mente. A mente coloca diante de nós uma situação humana desejável.
E, à medida que você se move em direção a ela para alcançá-la, você não está sendo o filho espiritual de Deus. E mesmo quando você a alcança, você está agarrado a algo que não será permanente. Será destruído um dia. Não buscamos o reino que pode ser destruído. Não queremos posses temporárias. Buscamos caminhar naquilo que já está presente, chamado Reino de Deus. E não podemos caminhar nele como seres mortais. Só podemos caminhar nele como Espírito. Pois este é um universo espiritual. E o que não é Espírito, apenas aparenta ser.

Silêncio, pausa
Notem que o Mestre está a caminho da crucificação.
Silêncio, pausa
Mas ele pára o suficiente para proferir um longo discurso. De fato, levamos quatro semanas para concluir o capítulo 14. Um longo discurso para preparar, aqueles que estão se movendo para à consciência espiritual, para a sua ressurreição e a compreensão do seu significado. Ele está nos ensinando, para cada um de nós, que estamos passando por um período de transformação.
A transformação não é a transformação da nossa realidade, mas sim a transformação da nossa falsa consciência para a nossa verdadeira consciência. Na consciência humana, estamos no falso, que não conhece o Pai, nem o reino do Pai. Em nossa consciência crística, saímos do falso, do transitório. Caminhamos em um universo perfeito que é o paraíso na Terra, em Minha Paz e sem perturbações, sem a necessidade de planejar, sem esforço, sob a graça, sendo alimentados pelo infinito, pelo eterno. De modo que todas as coisas acontecem sob o plano divino e a vontade divina, na sequência divina. Expressando-se exteriormente como aquilo que o mundo chamaria de harmonia. Contudo, não buscamos essa harmonia. Não imploramos por essa harmonia. Não planejamos essa harmonia. Ela simplesmente é a natureza da divindade. A divindade se expressa como harmonia. Mas buscar essa harmonia, buscar o aprimoramento humano, é a maneira de afastar essa harmonia.
Porque no momento em que você a busca, você não percebe que ela é a sua qualidade natural agora. E você só a busca porque não sabe quem você é agora. Quando você é Cristo, você não busca o aprimoramento humano. Quando você é Cristo, você não busca melhorias humanas. E enquanto você a busca, você está declarando ousadamente: “Eu não sou o Cristo”. E toda a mensagem de Cristo é que você é. Não que você se tornará; não que você merecerá ser o Cristo; não que Deus o designará repentinamente. Mas, que você já é.

Silêncio, pausa
A Minha Paz vos dou. Dou-a a você, que sabe que é o Cristo. E quando sabe que é o Cristo, está no reino dos Céus na Terra. E para você, todo o mundo material é apenas uma aparência na mente humana, que é a mente do Anticristo que não conhece o Pai. E porque para você, o Espírito é tudo, Deus é tudo. Tudo o que aparece não é Espírito, o mundo total que lhe aparece não está aqui. O mundo não pode estar aqui. Se habitar em sua consciência crística, ainda assim você terá um corpo movendo-se por esse mundo que não está aqui, esse não será o seu corpo. Essa será a aparência externa da sua Consciência para o homem.
Caminhamos no corpo de Cristo. Saímos do conceito chamado corpo humano. Saímos do conceito chamado mente humana. Não nos encontramos nessas coisas, até que o Eu que encontramos seja um Eu real, um Eu que sabemos que existe. Esse Eu é “a Minha Paz.” Esse Eu é independente do mundo. Esse Eu está sempre presente. Esse Eu, pode dizer: Eu sou o infinito aqui e agora. Esse é você, o infinito de Deus se expressando aqui e agora. Não em forma, não na mente humana, não no mundo. Para você não há forma, não há mente, não há mundo. Há o seu ser.
A Minha Paz rompe a ilusão do mundo. A Minha Paz remove o karma de cem vidas. A Minha Paz toma o tempo e o espaço e revela que eles não existem. Somente o eterno e o infinito estão aqui e agora. Esta é uma verdade diferente da verdade da mente.
Esta é a Verdade na qual a Graça opera. Esta é a verdade na qual Cristo empurra a montanha, na qual Cristo abre o Mar Vermelho, na qual Cristo ressuscita os mortos. Por quê? Porque não havia mortos. Porque não havia Mar Vermelho. Porque não havia montanha. Essas eram as aparências da consciência mundana. A mente crística não é limitada por todas as aparências físicas da mente mundana. A mente crística não sabe que existe um muro para atravessar. A mente crística não sabe que existe um oceano para caminhar. A mente crística não sabe que existe alguém doente ou alguém morrendo. A mente crística não sabe que existem continentes separados por oceanos. A mente crística conhece o único corpo infinito, conhece-o agora e nunca o abandona.
E essa mente crística, conhecendo o único corpo infinito, aparece aos sentidos humanos como aquilo que o humano considera um corpo físico harmonioso, um corpo que parece estar debaixo da Graça. A mente crística não perde um só momento no mundo.

E então vem o seu grande segredo. Isto é algo que você precisa saber, algo que você precisa conhecer bem. Sua substância se torna toda forma que você precisa.
A Graça de Cristo sendo sua suficiência em todas as coisas. Sua substância, que é Cristo, sua substância, que é o Espírito Santo, se torna toda forma que você precisa. Não há necessidade alguma que você tenha, que não seja formada e criada pela sua própria essência crística. Quando você está vivendo na sua consciência crística, sua forma muda, seu ambiente muda. Sua substância se torna uma atividade espiritual invisível que se manifesta como um novo lar. Sua substância se torna uma atividade espiritual invisível que se manifesta como um coração que funciona bem. Sua substância se torna uma atividade espiritual invisível que se manifesta como um novo órgão funcional, de modo que aquele mesmo coração que não batia bem ontem, bate bem hoje. Sua substância se transforma em novo tecido. A atividade invisível da sua substância sempre se manifesta através da consciência humana como um novo você revitalizado. Nada é impossível para a substância espiritual viva do ser. É o reino. E quando encontramos nossa própria substância como Cristo, nossa substância é a própria Graça para tudo o que somos. Minha Paz é a Minha Substância realizada como a sua substância.
Quando você sabe que é a substância de Cristo e que Cristo é a individualidade infinita de Deus, que tudo o que o Pai tem funciona como o Cristo da sua própria substância, então você sabe que a Graça está sempre presente. Você conhece o significado de iminência de Emanuel, da Onipresença como um fato, não como uma palavra. Agora você perceberá que sua consciência sobre isso cresce. A consciência de que não preciso me preocupar com nada nesta vida. Não preciso me preocupar com meus negócios. Não preciso me preocupar com meu casamento. Não preciso me preocupar com meus filhos. Eu sou a substância de Deus.
Essa substância é perfeita se eu não a eclipsar com o pensamento humano e a partir da minha experiência, ela se formará invisivelmente como manifestação espiritual. E essa manifestação espiritual, que é o Espírito Santo, aparece visivelmente aos sentidos humanos como aquilo de que preciso, chamado de “a coisa acrescentada”. Este é o milagre da Minha Substância.
Tudo chega da Sua Substância ou chega da consciência do mundo e se assim for, está dividido e não pode funcionar debaixo da Graça. Minha Paz, então, me leva à auto realização. Agora, sei que todos nós temos uma mistura de divino e humano. Essa é a nossa divisão. O humano é algo sobreposto a nós pela crença mundana. O divino é a verdade, a realidade.

E descobrimos que tudo em nossas vidas que consideramos parte do nosso ser, parte da nossa experiência na luz mística da verdade, revela-se apenas para nossa própria consciência, projetada no mundo visível. É como aquela capa de chuva reversível, sua consciência voltada para o exterior torna-se sua experiência. Sua vida, seus próprios assuntos estão em sua consciência. Sua forma está em sua consciência. Seu casamento está na sua consciência. Sua família está na sua consciência. Não existe nada no seu mundo, incluindo o próprio mundo, que exista fora da sua consciência. Sua consciência é cada momento do seu mundo.
E se essa consciência não for divina, então você não está vivendo na criação, mas sim naquilo que é a recriação da consciência do mundo. E enquanto você vive na recriação, você está no bem e no mal, nos dois poderes, na corporeidade, na vida e na morte. Doença, enfermidade, desastre, destruição. O bem e o mal, os opostos. Agora, pense no seu negócio. Você acha que ele está lá fora. Agora, imagine-o por um momento como se não estivesse lá fora. Pense em todas as coisas físicas que você possui nesse negócio e tente perceber que Deus não as criou. O prédio pode pegar fogo, os veículos podem sofrer acidentes, os ativos podem se desfazer. Deus não criou nada no seu negócio.
A consciência do mundo, através de você, o criou. E a consciência do mundo, através de você, também pode desfazê-lo. E algum dia você tentará perceber que esse negócio existe apenas na sua consciência. Porque, como Deus não o colocou lá, ele não está onde você pensa que está. Ele não pode existir onde Deus não o colocou. E se Deus o tivesse colocado lá, ele seria para sempre perfeito. Isso significa que ele existe no seu pensamento.
Ele existe no seu pensamento, e você pensa que ele está em um determinado endereço. Você pensa que é um prédio. Você pensa que possui certas qualidades físicas, mas tudo isso, misticamente, está no seu pensamento. Ora, a qualidade do seu pensamento é a qualidade desse negócio. Se existem certas qualidades no seu pensamento, essas qualidades se manifestam como a solidez, o progresso, a confiabilidade desse negócio. Mas, a menos que essas qualidades sejam divinas, esse negócio não está sob a Graça. Esse negócio pode falhar. Um dia, esse negócio pode ter sucesso por um momento, por um ano, por 10, e então pode ficar sujeito aos ventos das condições do mundo.
Agora, suponha que você pudesse trazer esse negócio para a Graça, de modo que, não importa o que acontecesse no mundo, ele seria sustentado pela atividade invisível do Espírito. Sua substância, sua substância divina, torna-se a atividade invisível do Espírito, que externamente se torna o seu negócio. Isso significaria que sua consciência teria que ser separada da consciência do mundo.

Você precisa aprender a fazer isso. Quando você separa sua consciência da consciência do mundo, você traz seu negócio para a consciência divina, a consciência sob a Graça. E porque a mente do Pai, o poder do Pai, a Presença do Pai se tornam a lei para você, tornam-se a lei para a sua consciência. E assim como a sua consciência humana representava o tipo de negócio que você tinha, agora a sua consciência divina representa o que parece ser o mesmo negócio físico. Mas não é. Agora é a consciência divina manifestada e está sob a Graça. Ela é mantida por uma atividade espiritual invisível. A sua substância se desdobra como negócio, entre a sua substância e o negócio não há separação. É uma atividade contínua do Pai que se manifesta, apenas porque a mente do mundo vai olhar para a sua consciência invisível e ver o seu negócio visível. A Minha Paz mantém tudo o que emana da consciência divina.
Não há nada na Consciência Divina que esteja sob o poder deste mundo. Um incêndio não pode destruir um negócio dirigido pela Consciência Divina. Uma enchente não pode atingir tal propriedade. Não há destruição possível para aquilo que a Consciência Divina representa, e a Consciência Divina é a única realidade da sua consciência em Cristo agora. Esta é a era em que, o que ontem parecia ser milagre, se tornará visível como eventos corriqueiros. Vocês descobrirão que coisas que pareciam impossíveis, eram impossíveis apenas no sentido humano, na mente humana que não recebeu o Consolador, da qual nada conhecia da Minha Paz.
E a Minha Paz nos é apresentada agora, neste momento, para nos conscientizar de que existe uma Graça divina atuando na consciência humana e quando ela se retira e permite que a Consciência divina seja a Única Consciência, para ser crística, ser ordenada, ser ungida, é a aceitação de que não há nenhum ser mortal aqui. Não transformem seus negócios em negócios de um ser mortal. Não transformem seu casamento no casamento de dois seres mortais. Não transformem seus filhos em seres mortais. Não transformem nada em sua vida em algo mortal, porque é falso, é transitório, não é de Deus. Não tem a bênção divina. Mas quando vocês estiverem dispostos a se aceitarem como Espírito, Filhos de Deus, vocês terão a bênção divina completa. Tudo o que você faz está sob ordenação e deve prosperar no plano divino. Tudo. Traga tudo o que você conhece para a Consciência de que “Eu sou o Espírito de Deus”.
Sabe, muitas vezes se pensa que Jesus realizou todas as curas. E você sabe que não é bem assim. Foi a ausência de Jesus que realizou as curas. Jesus representa uma posição nesta Terra onde não havia “eu”, havia apenas Cristo.
Mas o que Joel nos ensinava era que, quando se busca a Graça, deve haver uma posição onde se possa estar. Onde não há “você”, há apenas Cristo. Essa é a cura. Quando não há “você” além de Cristo, assim como não havia Jesus além de Cristo, então o Pai interior pode realizar as obras. Porque o Pai interior é Cristo.

Então o Pai interior lhe mostra o porquê Eu, Cristo em você, posso curar os enfermos. Eu, Cristo em você, posso ressuscitar os mortos. Eu, Cristo em você, posso abrir os olhos dos cegos. Eu não lhe mostrei que posso fazer isso? Sou diferente agora? Não sou o Cristo do seu ser? Eu, Cristo em você. Por que você não me deixa administrar seus negócios? Por que você não me deixa administrar seu casamento? Por que você não me deixa administrar todos os seus relacionamentos?
E eis que a perfeição de Cristo em você se torna a perfeição expressa no visível. Não tente ser humano e divino ao mesmo tempo. Você não pode ser ambos. Você não pode ser um, se for dividido. E o seu segredo, então, é que você é divino. E eu digo segredo porque leva muito tempo para chegar à disposição de aceitar a divindade. Não vamos impor isso a ninguém, aceitaremos por nós mesmos e por tudo o que sabemos, mas nunca tentaremos impô-la a outros. Leva anos para construir a consciência de como aceitar a divindade com humildade, com obediência, com consagração. Tudo isso está dentro de nós.
“Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas, e vos trará à lembrança todas as coisas, tudo quanto eu vos tenho dito. Eu deixo-vos a paz, a minha paz eu vos dou; não a dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem fiquem com medo.” (João 14:26-27)
O novo Consolador, diz o Mestre, Ele que é o Espírito Santo. E isso é uma extensão da afirmação anterior. O Espírito da Verdade era o Consolador. Agora você sabe que o Espírito da Verdade é o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu Nome. Como o Pai enviará em Meu Nome?
Estamos sendo informados de que o Pai, que é Espírito incondicionado e infinito, tem um instrumento através do qual o Pai opera. E esse instrumento é o seu Eu crístico. Seu Eu Crístico deve ser o Espírito Santo. Seu Eu Crístico deve incluir o Espírito Santo. Seu Eu Crístico é o instrumento perfeito através do qual o Pai opera. O Pai envia em Meu nome. O Pai envia esse instrumento, que é a mente Crística, através da qual você recebe o Pai.
“Ele lhe ensinará todas as coisas” claramente. A mente Crística permite que você seja ensinado em todas as coisas. Sem ela, você está na consciência do mundo, separado, dividido. Somente na mente Crística você pode ser ensinado em todas as coisas e trazer todas as coisas à sua lembrança. Tudo o que Eu lhe disse, para que você não encontrasse Cristo aqui fora em um livro, ou se andasse pelas ruas de Jerusalém, agora você encontra em Cristo dentro de si mesmo. E Cristo dentro de você o lembra daqueles dias, das palavras ditas aqui fora, dos feitos demonstrados aqui fora. Cristo dentro de você o lembra, os traz à memória, ou seja, os repete, os realiza novamente.
Cristo em você empurra a montanha. Cristo em você resolve o problema insolúvel. Cristo em você revela que aquilo que você pensava ser uma divisão entre o bem e o mal, é apenas a perfeição invisível esperando para se manifestar. Através da sua mente crística, todas as coisas são trazidas à memória. E assim, Cristo em você revela o Meu Reino.
Cristo em você revela por que o mundo estava sob a ilusão de que havia quatrocentas ou quinhentas maneiras de morrer, quando tudo o que existe é a Vida, a essência de Deus. Onde todas as coisas que não são do Pai são reveladas como inexistentes. Cristo em você se torna, então, a sua iluminação.

Silêncio, Pausa
Quantas vezes, ao receber um telefonema, você, antes de atender, lembrou-se de que a origem daquela ligação só poderia ser Deus? Experimente. Às vezes, você terá uma conversa telefônica diferente. Quantas vezes, antes de sair para encontrar alguém, você se lembrou de que o lugar onde você ia encontrar aquela pessoa, aquele amigo, aquele cliente, aquele prospecto, aquele sócio, só poderia ser Deus? Lembre-se disso e perceba a diferença na sua recepção, a diferença no seu relacionamento. Quantas vezes, antes de ir de um cômodo para outro, você se lembrou de que somente Deus pode estar onde o outro cômodo parece estar?
Experimente. É a verdade. Deus está em todos os lugares, não importa o que aparenta estar acontecendo. No momento em que você sabe que somente Deus está lá, você se traz de volta para o Meu Reino. E as leis do Meu Reino, então, devem expressar que você deve estar consciente da Presença de Deus.
E onde você está? Deus está lá? Você está consciente da Presença de Deus? Existe alguma distância entre você e Deus? Vocês são dois? Ou você pode, como o Mestre, dizer: Eu e o Pai somos um? Se Deus está lá e Deus é o Espírito e você está lá e você é o Espírito, esse conhecimento, essa unidade, essa aceitação, faz com que a lei da Graça funcione. Quando você medita, novamente, quem está meditando? Eu, o Espírito, e permanecendo em silêncio? Eu, o Espírito, e Eu libero o senso de humanidade. É isso que sua meditação realmente é: liberar o senso de humanidade. Eu, o Espírito, não tenho nada a buscar. Eu sou tudo o que existe.
Sabe, quando você disca um número de telefone, numa ligação interurbana, e ouve todos aqueles pequenos cliques, cliques, cliques, cliques por toda parte, todos os circuitos estão sendo abertos para enviar sua chamada. No instante em que você capta a verdade do Ser, há uma infinidade de cliques por todo o universo do Pai. Você se torna um com Ele. Você está nessa automação onde, tendo aceitado a Presença de Deus, onde você está, onde todos estão, a Minha Paz pode chegar até você.
Você está aceitando o milagre da infinitude, onde você não é menos infinito que Deus, onde você sempre está. Você pode até sentir a mudança em sua consciência. Quando isso acontece, há uma resposta interior. Agora, isso nos eleva além de todo o nosso pensamento racional, de todo o nosso planejamento racional, para aquele Reino que está além da mente e além da forma.

Não somos alimentados pelo mundo. Somos alimentados pela Palavra do Pai. A palavra interior infinita do Pai torna-se nossa substância e carrega consigo poder divino infinito da perfeição. Não depende dos seres humanos. Funciona onde o ser humano está “ausente e então presente com o Senhor”, porque saiu da mortalidade, entrou no divino.
Esse é o universo de luz que devemos agora experimentar frequentemente como preparação para a Minha Paz.
O capítulo em Joel se chama “Revelação da Identidade Espiritual”. A identidade espiritual não tem uma segunda identidade. A identidade espiritual caminha através da sepultura, através do túmulo. A identidade espiritual não tem vida a perder. Não tem fisicalidade a perder. Não tem experiência humana a perder. É tudo totalmente divino. É aí que nossa consciência deve repousar, na divindade do Ser.
Acho que talvez devêssemos fazer uma pausa aqui. Vamos terminar o capítulo 14 de João. Vamos terminar o capítulo Revelação da Identidade Espiritual.
Queremos nos preparar para a próxima semana para que possamos prosseguir com o capítulo 15 de João: “Eu sou a videira.” E o próximo capítulo de Joel, que diz: “Não chegarás perto de ti”. Então, espero que este seja o nosso cronograma para a próxima sessão e após o intervalo, após concluir esses capítulos.
Fim do lado Um – Continua
Herb Fitch – Aula 26: Além da Consciência Mundial– Seminário 1972: “Realização da Unidade”
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