A Batalha não é sua

“Não resista ao mal”.
Não importando o nome ou a natureza de seu problema particular, pare de combater o erro o tanto quanto possível. Procure não combatê-lo com demasiado esforço. Solte! Convença-se de que . . . a batalha não é sua. Depois, sossegue e veja a salvação do Senhor. Você não precisa batalhar:
Tudo o que você tem a fazer é reconhecer que tudo o que está acontecendo é para a glória de Deus. Veja se você não pode ficar mais tranquilo acerca deste trabalho de cura e agir como se estivesse realmente convencido de que o mal não é um poder.

Suponhamos agora mesmo que você teve o poder pessoal de ser capaz de curar uma doença.

Como se sentiria?
Isso não o assustaria?
Deveria assustá-lo!
Deveria!
Ora … mas você não tem tal poder. O Cristo, o Invisível Infinito, é a única agência de cura que existe no mundo. Ele dissipa a ilusão dos sentidos e isso é tudo quanto é necessário.
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Foto por Malibi 75 em Pexels.com

O grande segredo é: “eu de mim mesmo não posso fazer coisa alguma” (João 5:30)“E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” (Gálatas 2:20).

O grande segredo não é quanto poder pessoal você pode desenvolver como pessoa que cura, mas o quanto você se torna um bom veículo para o Cristo, o quão clara é a sua transparência e, que grau de consciência de Cristo você desenvolve. Em outras palavras, qual é o grau de amor ao erro, ou de ódio ao erro, ou de temor ao erro que está dentro ou fora de sua consciência?
Quanto medo você tem realmente do erro?
Quanto você realmente ama o erro?
Quanto você odeia o erro?
Pense. Pondere isto durante um tempo. Visto que isso determina o quanto você é ou está transparente para o Cristo. O quanto você está vazio para o Cristo. Não se trata de quanto poder você tem, mas de quão esclarecido você esteja sobre a grande verdade de que Deus é amor e de que Deus não faz acepção às pessoas. N’Ele não há pecado nem doença, e vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser na consciência do Cristo.

Para todos vocês que estão ativamente empenhados no trabalho de cura, quando surge um chamado, vejam até que ponto podem parar de estabelecer uma resistência ou negação, apressando-se no sentido de:

“Isso não é verdade! Isso não é verdade!”
Vejam se podem deixar de fazer isso e acreditar que não se trata de verdade. Se vocês realmente acreditam que não se tratam de uma verdade, não precisam dizê-lo ou declará-lo:
Vocês podem contentar-se em sorrir, porque são capazes de ver de outra maneira.

Algumas vezes vocês terão de manter isto durante muito tempo. A tenacidade do erro é tão forte nos pensamentos de certas pessoas que é necessário persistir nesta prática. Ainda não chegamos ao ponto onde possamos saber, com alguma certeza, por que uma pessoa pode ser curada num minuto e por que a cura leva dois ou três anos para a outra.

Talvez alguns julguem, como eu, que isso tem a ver com a pre-existência; tem a ver com o ciclo de vida do indivíduo antes que ele fizesse seu aparecimento no plano desta Terra. Eu, pessoalmente, creio nisso. Acredito que, se a vida é eterna, sempre temos vivido, e desde que sempre temos vivido, devemos ter vivido dentro ou fora de algum determinado estado de consciência, motivo pelo qual algumas pessoas são muito mais desenvolvida que outras.

Por exemplo, você – que alcançou pelo menos um estado suficientemente alto de consciência para estar lendo e estudando a Verdade – suponha que neste momento estivesse nos seus dias finais de experiência aqui na Terra. Você não teria de vivenciar todas as coisas pelas quais passou antes de ter vindo para esta dimensão espiritual. Muito provavelmente, você começaria no plano seguinte ao que você está neste minuto como uma Alma espiritualmente desenvolvida – em alguns casos, até bem mais adiante, porque muitas vezes o ato da transição é libertador.

Mas nosso interesse particular neste momento não é especular os motivos pelos quais uma pessoa é curada rapidamente, não acontecendo o mesmo com uma outra. Nosso problema particular é o desenvolvimento de uma certa medida da consciência do Cristo – esse Amor universal divino, esse sentido de perdão e gratidão – o desenvolvimento de nossa consciência até o ponto em que não tememos, não odiamos, nem amamos o erro.

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Foto por Snapwire em Pexels.com
Não se esqueça de que o mandamento do Mestre foi: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”(Mateus 22:39). Este não foi somente um mandamento para amar a Deus, mas para amar o próximo, para amar o próximo como você mesmo. Algumas vezes alguns de nós se tornam tão absolutos acerca de nosso amor por Deus que nos esquecemos do próximo. Mas não podemos fazer isso neste trabalho. Queremos a plena medida do Cristo; e, por isso, devemos não só amar a Deus com todo o nosso coração, como também precisamos amar o próximo; e esse amor precisa ser mostrado em compaixão, paciência, justiça, bondade, clemência e júbilo – uma disposição para partilhar todo o bem que Deus nos deu.
Acima de tudo, precisamos abandonar nossa crença egoísta de . . . que temos poderes pessoais como praticantes. Nossas curas estarão na proporção em que compreendermos que todo o poder nos é dado através de Deus, através do Cristo que nos fortalece. E essa é a única Fonte de nosso poder.
Esta mesma idéia de que não há poder pessoal é da máxima importância para uma vida espiritual ou mística, na qual não há dependência de pessoa, lugar ou coisa, e não há confiança em contatos humanos – apenas dependência e confiança no plano interior, em nosso contato interior com Deus.
Se existe algum método de demonstração, é por meio deste contato com o Pai interior.
Conquista a compreensão consciente da presença e do poder de Deus dentro do seu próprio ser. Não importando o nome e a natureza do problema ou necessidade, não procure resolvê-lo no nível do problema. Não tente resolver suprimento como suprimento; não tente resolver relacionamentos de família como relacionamentos de família. Descarte todo o pensamento dessas coisas. Caminhe para o seu íntimo, até encontrar realmente aquele lugar no interior do seu ser que lhe dá a resposta de Deus. Então seus problemas serão resolvidos. À medida que você tocar o Cristo dentro do seu próprio ser, você tocará a nascente de vida mais abundante.

“União consciente com Deus!
Esta constitui a união consciente com todo ser espiritual
e com toda ideia espiritual.”
Joel S. Goldsmith

 

2 comentários em “A Batalha não é sua

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    1. Já recebi testemunho de um estudante do Caminho Infinito que diante de um certo conflito social de vizinhança, praticou a Presença e ouviu exatamente isso: “A Batalha não é sua”. Uma prova do que deve ser feito: Deixa a Verdade nos usar. E não ao contrário, usando elas como poder repetindo-as a fim de obter algo.
      Aloha!

      Curtido por 1 pessoa

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