NÃO EXISTE BEM E NEM MAL NA FORMA

Cartas do Caminho Infinito – Agosto de 1957 –

Todo poder está em Deus. Esse é o Princípio, mas como esse Princípio pode ser aplicado à cena humana quando um indivíduo é confrontado com um corpo doente ou uma pessoa pecaminosa?

A resposta é muito clara: não existe bem nem mal em nenhuma criatura. Não existe poder para o bem ou para o mal em qualquer pessoa, circunstância ou condição.

Nesse momento em particular, alguns de nós estão se deparando com pessoas más, outros com pessoas pobres, outros com pessoas pecadoras e alguns com pessoas doentes; mas isso é apenas porque estamos aceitando a velha crença universal em Deus e no diabo ou no bem e no mal. Esquecendo-se que: Todo poder está em Deus.

Agora … se toda a energia está em Deus, e Deus é invisível, não há poder em nada que você possa ver, ouvir, provar, tocar ou cheirar. Se você pode ver, ouvir, provar, tocar ou cheirar algo, este algo é um efeito e não tem poder; O poder motivador daquilo que vemos, ouvimos, provamos, tocamos ou cheiramos é uma substância invisível chamada Espírito.

Voltemos à nossa antiga ilustração familiar da mão. Uma mão não é boa e não é má; é apenas uma mão. Uma mão não pode dar e uma mão não pode reter; portanto, não há mão generosa e não há mão avarenta. Uma mão não pode amar e uma mão não pode prejudicar; portanto, não há mão amorosa e não há mão destrutiva. Uma mão é uma mão. Se alguma coisa deve ser feita por uma mão, o “eu” a quem essa mão pertence deve fazê-lo. Como ser humano, tenho o poder de ceder ou reter através desta mão, amar ou prejudicar. No entanto, quando abandono minha humanidade e reconheço que o Eu de Deus é Deus, esta mão não pode dar nem reter:

Eu e o Pai somos Um. Somente o Pai me governa, me mantém, me sustenta, me apóia e me anima. Somente Deus é o meu ser. Esta a mão não pode fazer nada por si mesma: somente Deus a move. Não sou homem mortal, cuja respiração está nas narinas; Eu não sou um homem concebido em pecado e produzido em iniqüidade: Eu sou o Cristo de Deus, o Filho do Deus vivo. Até meu corpo é o templo do Deus vivo. Entrego meu corpo, minha mente, meu coração e minha alma a Deus.

A percepção de que nosso corpo não pode manifestar nem o bem nem o mal, que mesmo nós não podemos manifestar o bem ou o mal, é o que constitui um verdadeiro tratamento espiritual. Não reivindicamos ser bons, mas, por outro lado também não reivindicamos ser maus: reivindicamos Deus como nossa identidade; vamos reivindicar que Deus seja a nossa mente, a nossa Alma, o Espírito, a Lei e a Causa. Quando começamos a entender que não há bem nem mal na criatura, isto é, nem bem nem mal em qualquer coisa criada, qualquer coisa que tenha forma, qualquer coisa que exista como efeito, começamos nosso renascimento. Esse renascimento, vem da morte diária do velho homem e o renascimento do novo, só podem ocorrer quando paramos de tentar mudar de forma. Vamos parar de tentar mudar a criatura e começar a reconhecer que toda forma, todo efeito é uma manifestação visível de um Princípio invisível e criativo chamado Deus. Toda forma está sujeita ao Princípio criativo que a formou, que a sustenta e mantém até a eternidade.

A mão perde seu poder de ser bom ou ruim e agora fica sujeita somente a Deus. O mesmo acontece com todos os órgãos do corpo.

Um coração pode estar doente?

Um coração pode estar bem?

Não, um coração só pode ser um coração, ele não possui qualidades próprias. Um pulmão só pode ser um pulmão; um fígado só pode ser um fígado. Nem o coração, pulmão e nem o fígado podem estar doentes ou saudáveis, bons ou ruins, vivos ou mortos. Eles não têm qualidades próprias. Tudo o que um coração, fígado ou pulmão são ou possuem, vem da Fonte invisível que é Deus. O coração não pode manter ninguém vivo: somente a VIDA pode fazer isso, e a VIDA anima o coração.

A VIDA governa o corpo. Isso não será verdade em nossa experiência, no entanto, se acreditarmos que podemos ter um bom corpo. Só provaremos que a VIDA governa o corpo quando reconhecermos que o corpo não é bom nem mau. O corpo não pode estar doente nem bem.

Desista da crença no bem ou no mal; pare de aceitar os pares de opostos. Um exemplo da importância de não conhecer o bem nem o mal é encontrado ao lidar com o problema do alcoolismo. Muitas pessoas tentam enfrentar esse problema declarando que o álcool não é mau; mas não é dessa a crença da qual um alcoólatra está sofrendo. Ele está sofrendo da crença de que o álcool é bom. Sim, você deve reconhecer que o álcool não é mau, visto que não há poder em nada que não emana do Espírito, da Fonte, mas só isso não é suficiente; você também deve reconhecer que o álcool também não é um poder para o bem. Essa é a crença da qual a vítima está sofrendo: ele encontra nela um bem, não um mal. Existe apenas uma maneira de destruir o alcoolismo e é da mesma maneira que a aparência de problemas de saúde é destruída: não há bem nem mal na forma, na verdade, em qualquer coisa que você possa ver, ouvir, provar, tocar ou cheirar. O que foi mantido pela crença no bem e no mal desaparece quando sabemos que, seja o que for, deriva suas qualidades de uma Fonte invisível, e essa Fonte é Deus.

Foto por Bri Schneiter em Pexels.com

A doença continua por causa da crença no bem e no mal. Acreditamos que um corpo com doença é ruim e que um corpo sem doença é bom. Tentamos nos livrar do mal para ter o bem. Isso não pode ser feito. Não existe bem ou mal na forma, com efeito, na criatura.

“Não temerei: o que o homem pode fazer comigo?”

E Por que não?

Porque não há poder no homem mortal ou em seu corpo.

Joel – Cartas do Caminho Infinito – Agosto de 1957 –



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1 resposta

  1. Obrigado, gratidão pelo seu trabalho!

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