Paz de Natal

Como é linda a época do Natal! O homem derramou devoção sobre ela, não apenas a devoção de alguns dias ou meses, mas de séculos.

Para a observância do Natal, ele trouxe costumes de outras religiões que não a do Cristianismo – o uso de visco e azevinho, o uso de árvores decoradas. Pessoas de muitos países trouxeram, para o Natal, canções de natal e hinos. Cantamos essas coisas em nossas casas e nas igrejas.

Ouvimos novamente a história de Belém e imaginamos uma cena de pastores ouvindo cantados dos céus: “Paz na terra, boa vontade para com os homens”. (Lucas 2:14)

É neste ponto que alguns de nós podem se perguntar por que, se a paz é um dom de Deus, não a recebemos. Mas, ao questionarmos isso, não seria bom se considerássemos se temos ou não algo a fazer para que a paz do Céu seja cumprida em nós. Temos nos esforçado firmemente para colocar em prática os ensinamentos de Jesus de Nazaré? Aprendemos a perdoar “setenta vezes sete” ou a orar por nossos inimigos?

É verdade que podemos acreditar que essas são instruções adequadas apenas para o domingo. E nunca, com certeza, eles foram colocados em prática em grande escala. Abrimos nossas igrejas durante o tempo de guerra para implorar bênçãos para nossos próprios soldados, esquecendo que o Mestre disse que orar por nossos próprios parentes e amigos não adianta nada.

E se abríssemos nossos locais de adoração para orar por nossos inimigos? Não, é claro, que eles sejam capazes de cumprir suas ganâncias humanas, mas sim que o centro de seus seres seja aberto para que, como diz o poeta Browning, “o esplendor aprisionado possa escapar”. Então, pode ser que as armas caíssem de nossas respectivas mãos quando as estendêssemos em um gesto de fraternidade, e tratados duradouros fossem assinados nas mesas de paz do mundo.

Então, poderia ser que através dos céus das nações soasse a bênção do Natal: “Paz na terra, boa vontade para com os homens”.

Na jornada espiritual do Natal à Páscoa, a lição é uma mensagem contínua de não resistência ao mal, de oração por aqueles que de alguma forma nos ofendem e de perdão, perdão e perdão. Isso atinge seu ápice quando o Mestre, antes da crucificação, é feito prisioneiro e repreende Pedro, que iria defendê-lo e protegê-lo, reiterando mais uma vez as duas leis que logo levariam o Mestre triunfante à plena realização: “Põe novamente a tua espada na bainha. . . porque todos os que tomarem a espada morrerão pela espada. . . Pai, perdoe-os; porque não sabem o que fazem. ”

A Páscoa revela a conquista do estado Cristo pleno pelo Mestre e revela o caminho pelo qual podemos alcançar a imortalidade. A experiência de Cristo que buscamos é revelada do Natal à Páscoa, e cada passo deve ser dado em sua ordem adequada para nos permitir alcançar a ascensão acima do sentido material. E aqui, que cada aluno lembre-se de que somos chamados a nos elevar acima do chamado bom senso material, bem como do errôneo. A experiência de Cristo leva à ascensão acima do modo de vida humano para o espiritual

Joel – Cartas do Caminho Infinito – Abril 1957



Categorias:Ensinamentos Joel S. Goldsmith

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1 resposta

  1. 🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹

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