“O Pai e Eu somos Um”. Isso não parece ser dualidade?

Resposta: Não é dualidade se você pode ver que por “Pai” realmente se entende o Espírito que está dentro de nós, o Princípio criativo, o que nos é dado para manter e sustentar nosso ser – o Pai.
Agora supondo que eu dissesse: “Eu e minha inteligência somos um”. Isso não seria dualidade. Ou, se eu dissesse: “Eu e minha moral somos um”. Isso não seria dualidade. Não haveria como me separar de minha inteligência; eles devem ser um. Não há como me separar da minha moralidade, da minha honestidade; não há como me separar de nada que é meu. Eu e minha inteligência somos um; Eu e meu amor somos um; Eu e minha moral somos um; Eu e minha força somos um. Isso é unidade; isso não é dualidade!

Somente se você puder ver que existe um Eu interior e a forma externa, você poderá ver a unidade; somente se você puder ver que há algo dentro de nós que aparece externamente como forma, assim como há uma mente interior invisível, e então há um corpo exterior externo. Mas essa mente interna e esse corpo externo são um. Eles não estão separados; não são dois. Se eu disser à minha mão: “Suba e desça; vai para cima e para baixo”, segue-se porque a mão e a mente são uma, e elas estão aqui exatamente onde estou. Eu não tenho que chamar minha mente de algum outro lugar para operar minha mão.

Essa ideia de unidade também não pode ser compreendida através do intelecto, porque você tem a palavra “somos” ali – s-o-m-o-s – que significaria dualidade. Não é possível com a mente humana entender que Eu sou Deus, porque pareço ser um ser humano. Foi somente através do discernimento espiritual que os místicos puderam declarar: “Eu sou Ele. Eu sou Deus. Eu Sou o que Eu Sou.” Foi somente através do discernimento espiritual que o Mestre pôde dizer: “Eu sou o pão, a carne, o vinho e a água”. Não é esse um dos erros de algumas igrejas que tentam apresentar o sangue de Jesus como nossa salvação, como se em qualquer momento da história do mundo, o sangue carnal pudesse ser a salvação de alguém? Não está claro que só o sentido espiritual pode?

Ai sim! Estou pensando em Um que é ainda mais claro – o momento em que alguém discordou de mim quando eu disse que não deveríamos orar por nada. Então me disseram que Jesus orou por pão na Oração do Senhor: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje.”

Agora você sabe muito bem que o Mestre não orou pelo pão de padeiro, porque se você estudar a Bíblia e não a tirar do contexto, você descobrirá que Eu sou o pão, Eu sou a carne, Eu sou o vinho, então você saberá que ele estava orando para que o Eu fosse revelado, essa individualidade, essa consciência espiritual. E temos o direito de orar todos os dias para que o cajado da vida nos seja revelado – a palavra de Deus. Isso é pão. Este é o pão espiritual, o pão que desce do céu, a palavra de Deus, o pão espiritual.

Mas, se você vai ler um livro com os olhos e diz: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”, então suponho que todos os dias devemos orar por pão, mesmo que não o comamos. Ou provavelmente não teríamos permissão para mudar de “Dê-nos hoje nosso pão de cada dia” para “Dê-nos hoje nosso brinde diário, nossos pãezinhos diários”. Não, diz “pão”; você deve dizer “pão”. Bem, é claro, se você toma a Bíblia dessa maneira, é assim que deve ser. Mas não!

E lembre-se disso: o que você vê, ouve, prova, toca e cheira através dos sentidos carnais é carnal, e não adianta negar, e não adianta afirmar, e não adianta lutar contra isso.

Se você deseja que a harmonia de Deus seja revelada a você, desvincule-se do argumento; desvincule-se de lutar contra o erro ou de procurar um poder com o qual lutar contra o erro. Entre, ouça, medite, cogite, espere até que o Espírito do Senhor Deus esteja sobre você. Então, quando você olhar para cima, verá que a harmonia Divina se manifestou, e o que parecia tão real antes nem é mais lembrado. Não há nem cheiro de fumaça. Você sabe quando o cheiro de fumaça desaparece de um incêndio, fica bem claro que não havia fogo lá. Então assim é.

Vimos um milagre das Escrituras, a Ressurreição, o levantamento do Filho de Deus, do túmulo dos sentidos carnais. Todas as aulas apontaram para esse fim; que sejamos elevados, que levantemos o Filho de Deus de nós mesmos do túmulo do sentido carnal que vê, ouve, prova, toca e cheira a sua própria imagem e semelhança. Considerando que, em quietude, serenidade e paz, nos é dada a visão espiritual para discernir o padrão que te foi mostrado no Monte: Filiação espiritual elevada, diretamente daquela tumba do sentido carnal.

Joel – A Função da Mente – Fita. 399B, 1961 Los Angeles.



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2 respostas

  1. 🌹🌹🌹 AloHa🌹🌹🌹

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  2. O EU q EU SOU jamais pode ser separado d mim. Existo como ELE próprio! Ao praticante sincero está muitíssimo bem experienciado. Na sabedoria espiritual não há dualidades. Nem consigo sentir o cheiro da fumaça, nem d longe… Quanto mais de tão perto onde estou, sendo ELE MESMO. Realmente somente pelo serenar total, na mística PURA, para vivenciar o inimaginável da transfiguração. Arrebatamento em vida! Ficamos calados diante da graça. Emudecida DIANTE da perplexidade ÚLTIMA recebida.
    EXTREMAMENTE favorecida por SER DEUS AQUI e em TODOS! Sigo Alohandooooooooo…. Precisão do UM. AGRADEÇO COM TODO MEU CORAÇÃO POR ESSA SAGRADA PUBLICAÇÃO.

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