A ÁRVORE DA VIDA

Para compreender a natureza do modo de vida místico, e compreendê-la plenamente, devemos, antes de tudo, entender o conflito subjacente que existe entre os seres humanos, a luta entre todos os homens na face da terra. Até entre maridos e esposas, pais e filhos há conflitos, e o conflito é sempre uma batalha pela supremacia do ego. Cada um quer ser algo por si mesmo, e esse algo entra em conflito com  algo do outro eu. Assim é que, em toda a cena humana, sempre houve conflito. É verdade que há uma aparência de paz, mas enquanto cada um tiver um ego próprio, ele estará atendendo a esse ego, tentando manifestar, expressar ou beneficiar esse ego. Isso coloca a questão: é possível que os seres humanos vivam juntos harmoniosamente, ou eles devem viver em guerra constante, de uma natureza ou outra? Nenhum dos esforços feitos para trazer a paz na terra e boa vontade entre os homens já foi bem sucedido em qualquer tempo, em grande parte porque esses esforços foram baseados na tentativa de unir as pessoas humanamente, quando na maior parte eles não têm nenhum interesse comum.

Alguns afirmam que na união há força, mas isso é uma falácia. Desde o início dos tempos, as tribos se uniram, os países foram unindo-se, e as igrejas têm se unido, mas, até agora, nenhuma união trouxe força permanente. Dura por um tempo, e então alguma outra combinação surge, e logo cai, para abrir caminho para ainda outra combinação. Não há força em nenhuma união fundada por seres humanos, nenhuma provou ser duradoura. A única força que existe é na união espiritual, mas isso em si é um paradoxo. Não pode haver realmente uma união espiritual, porque não há realmente dois para se unirem: existe apenas Um Ser, e desde que eu reconheça que o Ser que eu sou é o Ser que você é, eu não posso ser antagonista em relação a você, mas também não posso me unir a você, porque, na verdade, não há dois de nós: só existe Um. Pode haver muitas formas, mas por trás das formas existe apenas o Um. A verdadeira paz só pode ser estabelecida entre nós quando os egos são subjugados, na percepção de que há apenas Um Ser, Um Eu, e Deus é esse Ser, esse Eu, o Ser de cada indivíduo. Agora, em vez de estarmos em conflito um com o outro, estamos unidos.

Pode haver cem papaias em uma árvore, mas há apenas uma vida, uma árvore, e qualquer coisa que prejudique a árvore acaba prejudicando todas as partes da árvore. A vida da árvore constitui a vida de cada ramo, e de cada fruta sobre ele. Se cada mamão sentisse que tinha uma vida, uma dignidade e uma identidade própria, haveria em breve uma luta. Apenas por causa da unicidade da fruta com a árvore, pode a árvore, os galhos e os frutos permanecerem juntos harmoniosamente.

Agora, por um momento, tente visualizar um ramo de uma árvore que é cortado , que partiu-se a si mesmo, não tendo qualquer relação com a árvore, e você entenderá o que significa “dualidade”. Além disso, fosse possível que qualquer parte da árvore tivesse um ego, seria também possível para um ramo tornar-se invejoso de todo o bem que está na árvore e querer um pouco dele; ou então a árvore, vendo a glória do ramo, poderia desejar subjugá-lo ou possuí-lo.

Mas olhe de novo e veja aquela ramificação de volta em sua árvore: agora existe uma árvore e uma vida, e a vida da árvore é a vida de todos os ramos da árvore. Não há união ali, porque ali não há dois: existe apenas um. Pode haver dezenas de ramos, mas só uma vida, uma inteligência, uma fonte de suprimento – apenas uma – e, portanto, nenhum ramo de uma árvore pode entrar em conflito com qualquer outro ramo dessa árvore.

Se entendemos isso sobre uma árvore, em breve poderemos também entender e perceber que existe uma Árvore da Vida, uma Fonte Central da Vida, e que somos todos partes dessa Vida. Nós não somos ramos separados como parecemos ser, mas estamos unidos por um laço invisível que é a própria vida, o tema central do Ser. A Vida é a Árvore da qual somos todos ramos e todos nós derivamos nossa vida, inteligência, amor, cuidado e proteção da mesma Fonte.

Vamos retornar mais uma vez ao ramo que foi cortado da árvore, um ramo que está carregado de frutas neste momento. Imagine quão orgulhoso esse ramo da árvore poderia estar do seu fruto maravilhoso, e como poderia pensar: “que coisa gloriosa eu sou! Eu sou tão lindo! Eu tenho essas lindas flores! Eu posso trazer uma fruta tão deliciosa!” Então imagine o que poderia acontecer com todos os frutos em apenas alguns dias, quando, porque o ramo foi separado da árvore, a vida não estaria mais alimentando esse ramo, e quando a vida não mais o alimenta, nada mais há a fazer além de murchar e, naturalmente, não haveria mais flores e nem mais frutos dos quais se orgulhar. Isso é semelhante ao que acontece com uma pessoa, quando ele acredita que é inteligente, boa, forte, rica, saudável ou de boa moral. Pense o que acontece com essa pessoa quando, um dia desses, andando por aí como um ramo separado, ela começa a sentir-se murchar por dentro, e ouve seus amigos dizerem: “oh, isso é natural! Você está velho”. Mas não é nada natural, não do ponto de vista espiritual. É natural só porque ela tem alimentado seu ego, e acreditando que ela, por si mesma, é alguma coisa, quando a verdade é que ela é algo somente porque ela é Um com a Árvore da Vida.

Foto por Jess Loiterton em Pexels.com

Aqueles que estão vivendo a vida do ego estão lutando ou competindo um com o outro, tentando superar ou ser melhor que outro, mais rico ou mais bonito, e vivendo uma vida de atrito, porque sempre há uma sensação de dualidade. Onde e quando há dualidade, há obrigatoriamente atrito, porque uma pessoa está sempre se batendo contra outra. Mas todo esse atrito desaparece, toda competição e toda oposição desaparece na realização da Unidade. Quando a convicção da Unidade é percebida, percebemos que cada ramo deriva seu bem de sua Fonte, e, portanto, não há necessidade de um ramo competir ou lutar com outro ramo para tentar, para obter o melhor ou superar o outro, porque cada ramo então percebe o que John Burroughs tão lindamente expressa em seu poema “Esperando”: “O meu próprio virá para mim”. Por que isso virá? Porque vem para nós da nossa Fonte, não de outro ramo, não de outra pessoa e não de sair pelo mundo tentando consegui-lo.

Isso remove qualquer desejo ou compulsão de tirar qualquer coisa de qualquer outra pessoa, ou de atrair qualquer coisa para nós de qualquer fonte externa. “Meu próprio virá para mim “- mas meu, não o seu.

O nosso próprio virá para nós da Fonte, porque somos ramos da Árvore da Vida, e nós somos alimentados pela vida daquela Árvore, que encontra um modo de nos conduzir para acima do chão, qualquer que seja a necessidade de nossa natureza particular. A função de um ramo é ser, mas ainda sabendo que não é apenas um ramo, mas parte de uma árvore. Quando olhamos para uma árvore de longe, nós não a dissecamos e nem discriminamos: “aqui é o tronco de uma árvore, e ali uma folha”. Não, nós vemos a árvore como um todo, constituída de tronco, galhos, folhas e frutos. Assim é a Árvore da Vida constituída por você, por mim e por todos os outros que você e eu somos no mundo; e, mesmo que nossa função particular seja a de um ramo, uma parte da árvore, no entanto, somos a própria árvore.

Enquanto estivermos unidos à Árvore, a vida da Árvore estará nos suprindo com sabedoria, amor, orientação, direção, atividade, remuneração e reconhecimento, com tudo o que deve se tornar parte da nossa vida. O homem-ego, o homem da terra, está sempre afirmando-se no mundo: discutindo, lutando e competindo. O contemplativo, o homem de Deus, pode estar no mundo fazendo o seu trabalho, seja qual for, mas mental e espiritualmente, ele está em casa, dentro de seu próprio ser.

O contemplativo não se retira de uma vida ativa; de fato, ele pode se tornar cada vez mais ativo. Ele seria, sem dúvida, melhor qualificado para ser o presidente de uma corporação do que um homem-ego, porque o homem-ego poderia realizar apenas o que seu próprio poder mental poderia abranger, mas o contemplativo atrairia sua sabedoria de uma Fonte interior, à qual o homem-ego não tem acesso.

O contemplativo sabe que o ramo não pode ditar regras à árvore, e que o ramo não precisa dizer à árvore o que ela precisa, nem se e nem quando precisar. O ramo sabe que tem que se aquietar e deixar a árvore manifestar sua própria glória, e qualquer glória que a árvore manifeste será regada e compartilhada com os galhos, e isso incluirá tudo o que o ramo pode precisar. A única função de um ramo é ser, na serenidade, e ainda deixar que, no devido tempo, a vida da árvore forneça ao ramo tudo o que ele precisa; e quando o ramo estiver cheio de flores e frutas, em vez de se orgulhar disso, o ramo será humilde e se lembrará de estar apenas revelando a glória da árvore, e que, por si mesmo, não cria nada e nem consegue criar beleza, frutas e essa riqueza.

Quando o bem começa a se desdobrar em nossa experiência, seja a paz, harmonia, saúde ou abundância – o que quer que seja – temos que desenvolver essa profunda humildade que nos permite reconhecer que esta é a manifestação da Glória de Deus, Deus se mostrando como nossa saúde, nossa vida e nosso suprimento; e no reconhecimento disso, nós contemplamos a Graça de Deus, Seu Amor, Onipresença e Onipotência. Ao permanecer nesse estado contemplativo, estamos permitindo à lei da vida funcionar em nossa mente, nosso ser, corpo e trabalho. Além disso, o fluxo é normal, porque não é confuso ou interrompido por um ego tentando se gabar ou se enfeitar e dar crédito a si mesmo. É tão fácil pensar que podemos nos beneficiar uns dos outros.

Essa é a crença natural do homem natural, do homem-ego. No entanto, um ramo não pode realmente beneficiar outro ramo, porque, o que quer que seja benefício que possa vir para você ou para mim através um do outro, é realmente a própria vida usando-nos como instrumento. As bênçãos que vêm de qualquer direção em nossa experiência são realmente o próprio Deus fluindo para nós. É verdade, claro, que, como servos do Altíssimo, também servimos uns aos outros, mas servimos apenas como instrumentos de Deus.

A verdade que nos permite servir uns aos outros é saber que eu não tenho nada para dar a você, e você não tem nada de seu próprio para me dar: nós derivamos nosso bem da mesma Fonte, porque somos Um – uma árvore. Nós somos a manifestação de uma árvore da Vida e, por uma ligação invisível, somos todos ramos dessa única Árvore.

A pessoa que sabe disso está começando a se purificar do ego, porque ela não se vê como a fonte do bem de outra pessoa: ele está pensando apenas em termos de Um, e não de dois. Onde existem dois haverá eventualmente atrito, mesmo quando alguém estiver fazendo o bem temporariamente para outro.

Na vida mística, uma pessoa vive constantemente e conscientemente no Centro, na realização da Unidade, e apesar de toda tentação para ver a dualidade, oposição ou competição, ela sorri interiormente, na percepção: “não tenhas medo, sou Eu. Há apenas Um de nós aqui, não dois. Não existe um ‘eu’ em perigo, não existe um ‘eu’ em competição, não há um ‘eu’ e mais um inimigo – isso seria dualidade”.

O caminho do místico não é uma luta para superar os inimigos e um esforço para fazer amigos. O místico sabe: “Isto sou eu, Eu sou esta árvore que é tudo que existe. Mesmo se eu estou vendo mil diferentes ramos, é Uma árvore. ‘Isto sou Eu; não tenhas medo. Há uma Árvore da Vida, e nós somos todos Um nessa Árvore e desta Árvore”.

Por longos meses e às vezes até anos, os místicos são confrontados com tentações externas para acreditar na dualidade, para acreditar que existe um “eu” e um outro. Eles superam tais tentações pela capacidade de olhar ao redor e perceber que, mesmo que pareça haver uma dúzia de pessoas diferentes, na verdade elas são todas uma só Árvore, todas são partes da Árvore da Vida e, portanto, o que for bom para um é bom para os outros. Este é o ensinamento do Mestre: “Ama teu próximo como a ti mesmo “, e é só quando estamos vendo nosso próximo como parte desta Árvore da Vida que estamos amando-o como a nós mesmos: nós o vemos alimentado por dentro, sustentado, fortalecido, curado e ressuscitado de dentro, não precisando de qualquer ajuda externa.

Foto por riciardus em Pexels.com

Ao viver esta vida, o místico torna-se uma bênção, sem conscientemente o desejar ou tentar ser. Todos aqueles que entram em sua presença sentem algo emanando de sua consciência. E o que é que eles sentem? Nenhum desejo de fazer o bem: apenas a habilidade de viver no Centro, nesta contemplação da Unidade.

O homem-ego está sempre desejando algo fora daqui; ele está sempre conseguindo algo, fazendo algo, conquistando algo, e isso resulta em turbulência interna e externa, que pode ser sentida. O místico está sempre vivendo no Centro de seu Ser.

A verdade é que, humanamente, ninguém pode fazer isso. Podemos tentar, mas só estamos no caminho quando o primeiro instinto de querer conhecer Deus vem corretamente a nós, um desejo interior de descobrir a natureza do “Meu Reino” e “Minha Paz”.

Independentemente do trabalho que ele realiza, ele não tenta alcançar ou competir, ele não se esforça para conseguir qualquer coisa de alguém: ele está em repouso, e esse descanso é sentido por todos que tocam sua consciência, isto é, todos de uma natureza sensível.

Sempre que a competição, oposição ou atrito de qualquer tipo vier em nossa experiência, retiremo-nos para esse Centro do Ser, e por perceber que não somos dois, mas Um, novamente estabelecemos a ordem da divina harmonia. Contanto que possamos traduzir uma aparência de dualidade na imagem da Árvore da Vida, nós somos a luz do mundo, e uma bênção para ele.

O princípio que uniria as pessoas e assegura a harmonia de relacionamentos frutíferos na família, na comunidade e, eventualmente, no estado, nação e em todas as nações do mundo é a União Consciente com Deus.

Quando uma pessoa leva essa relação de Unidade com Deus para seu negócio ou vida profissional, ela cada vez mais atrai para si aqueles que mais representam seu estado de consciência. A chave para uma vida plena, bem como a chave para o sucesso, é a Unidade com Deus. Somente em nossa relação de Unidade com o Pai podemos ter um vínculo permanente em todo e qualquer nível da existência humana – no nível de amizade, no nível conjugal, social e de trabalho. Nós só podemos ser Um através de nossa Unidade com Deus, e nessa unicidade a alegria flui, uma alegria em todos os níveis.

É somente na Unidade com Deus que os povos de todo o mundo podem se unir na casa de Deus: americanos, ingleses, chineses, japoneses, africanos. Nessa Unidade, somos do mesmo lar: nosso relacionamento com Deus, nossa irmandade no Espírito e nossa comunhão com Deus nos une em comunhão uns com os outros.

Um dia seremos capazes de provar que, quando uma pessoa faz contato com Deus, pela primeira hora dos negócios em sua agenda, ela atrairá para si a união com alguém interessado no modo de vida espiritual, alguém procurando por Deus, alguém que também está buscando alcançar a União Consciente com Deus, e esse interesse em comum será o vínculo que lhes permitirá desfrutar de uma união frutífera em todos os aspectos.

Existem muitos fatores envolvidos numa união, num casamento: companheirismo, paternidade, responsabilidades sociais, comunitárias e acordos financeiros; mas quando há esse relacionamento espiritual, todas as fases do relacionamento vão para seu devido lugar. Sem esse vínculo espiritual, até mesmo o melhor dos casamentos tem pouco ou nenhum valor, sendo apenas um relacionamento humano, às vezes agradável, e muitas vezes muito desagradável.

Não é possível que duas ou mais pessoas vivam juntas em Deus para mentir uma para a outra, enganar ou defraudar uma à outra – isso não é possível. Uma pessoa destruiria sua mente e seu corpo se tentasse viver assim, tentando trazer sua vontade humana, desejos humanos e truques humanos para um modo espiritual de vida, ao contrário do Caminho de Deus ou da Vontade de Deus. Quem tentasse desviar-se da integridade espiritual, em breve seria descoberto e removido.

Nenhuma traição ou prática desonesta pode permanecer encoberta. Nada está oculto em Deus. Há então uma única razão pela qual a desonestidade nas relações humanas continua, apenas uma razão: os seres humanos não expõem consciente ou voluntariamente sua conduta à Luz de Deus. Eles são espertos o suficiente para ficarem longe de Deus, e por um tempo eles podem ter sucesso em sua maldade, mas quando eles se aproximam de Deus, eles acham que eles não podem mais se desviar da integridade espiritual. Nada “que contamine … ou faça mentir” pode entrar na consciência daqueles que estão unidos na família e na casa de Deus.

Quando entendemos que somos Um com o Pai e que somos o templo de Deus, não fica claro que mais cedo ou mais tarde seremos compelidos a vivermos de acordo com essa estimativa de nós mesmos? A partir do momento em que alcançamos essa visão, não podemos mais violar nossa integridade, nem podemos violar nossos relacionamentos com os outros, especialmente quando percebemos que, como somos o templo de Deus, assim também o são todos os outros.

Reconhecer os outros como o próprio templo de Deus, assim como nós mesmos, é um passo em direção ao cumprimento dos Mandamentos para amar a Deus sobre todas as coisas e nosso próximo como a nós mesmos. A verdade é que, humanamente, ninguém pode fazer isso. Podemos tentar, mas só estamos no caminho quando o primeiro instinto de querer conhecer Deus vem corretamente a nós, um desejo interior de descobrir a natureza do “Meu Reino” e “Minha Paz”. Então nosso relacionamento com Deus e com o homem muda: o amor entra, não o seu amor ou meu: é o Amor de Deus que entrou em qualquer parte de nossa consciência e nos abrimos ao seu fluxo, e esse Amor de Deus se torna o amor por Deus e pelo homem.

Damos provas do nosso amor a Deus por nosso amor pelo próximo. Não há Deus pendurado no espaço – não no espaço desta sala ou acima da sala, e não no espaço acima do solo, ou o espaço acima do céu. O único Deus que existe está encarnado em nossa Alma, e na Alma de cada indivíduo.

A única maneira de amar a Deus é amarmos uns aos outros, mas não apenas aqueles de nosso ambiente imediato. Isso seria tão restritivo que seria mais egoísmo do que amor. E se esse amor que sentimos um pelo outro for amor verdadeiro, nos fará também querer ajudar pessoas que estão em perigo, pessoas de qualquer nação, qualquer cor, ou qualquer credo.

Se esse amor que entrou em nosso coração não nos faz interessar-nos por todos os infelizes do mundo, podemos ter certeza de que não é o Amor de Deus, e nós nos enganamos. Nós amamos uns aos outros só porque nos abrimos a Deus, e assim descobrimos o Deus em mim e o Deus em você, e descobrimos ser o mesmo Deus, a mesma Vida e o mesmo Amor. Apesar de povos deprimidos e desprezados do mundo não conhecerem ainda sua identidade, nós o fazemos; e além disso, sabemos que um dia desses eles despertarão para sua verdadeira identidade, assim como as pessoas, cujas necessidades materiais estão sendo atendidas tão abundantemente que eles nem sentem necessidade de Deus, algum dia também despertarão para sua identidade espiritual.

Pode haver paz na terra, paz entre nações e raças, paz em nossas comunidades, paz em nossas casas, mas esta paz só vem em base permanente quando é por causa de alguma medida de realização de nosso relacionamento com Deus. Nós mesmos devemos primeiro alcançar essa realização.

À medida que alcançamos um grau de compreensão de que Deus encarnou Ele mesmo como nosso próprio Ser, que nós somos o templo de Deus e que Deus habita em nós, começamos a atrair para fora do mundo aqueles que estão viajando na mesma direção, aqueles cujo objetivo é habitar na casa de Deus, o templo que não é feito com as mãos.

O vínculo invisível com o qual estamos unidos é a nossa União Consciente com Deus, e por causa de nossa unidade percebida, nós atraímos para nós mesmos todos aqueles com qualquer medida de amor por Deus.

Joel – Um parêntese na eternidade – Parte 3- Árvore da vida.


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5 respostas

  1. Avatar de arquitetadaoracao

    Tão real é a prática da unicidade da árvore da vida sacra ABUNDANTE oferecida sem cessar nos saudando para os q reconhecem a natureza original de DEUS REALIDADE. Agradeço tão honroso reportar! Afagos d TERNURA ORANTE em ALOHA operante!

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  2. AloHa irmão!

    “Sobre site O eu no Caminho Infinito – NA PRÁTICA

    O CAMINHO INFINITO NA PRÁTICA é um site dedicado àqueles que estudam os princípios e a mensagem estabelecidos por Joel S. Goldsmith nas obras do Caminho Infinito. É destinado exclusivamente para o uso dos alunos.
    Por favor note que este site não é oficial e não é de forma alguma uma tentativa de organizar o Caminho Infinito. A única intenção deste site é estabelecer um lugar central onde os estudantes da língua portuguesa que estudam os escritos de Joel possam encontrar os textos e áudios das aulas no Canal do Youtube.”

    Sobre

    Aqui no site você pode encontrar na seção “Vídeos aulas do YouTube” indicações de vídeos com áudios de Joel – nesse link: https://eunocaminhoinfinito.com/category/videos-aulas-do-youtube/

    Caso esteja procurando somente os áudios de Joel legendados você encontrará bastante material para estudo no canal do YouTube

    https://youtube.com/@reggisbrother

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    • Avatar de ELCIO BAHURY SOARES

      Caríssima Andreia. Parabéns pelos lúcidos esclarecimentos acerca do propósito deste site no que concerne a Mensagem do Caminho Infinito. Na qualidade de estudante dos ensinos do Caminho Infinito, envio-te o meu fraterno e caloroso AloHa. Graça e Paz.

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  3. Avatar de Roberto Arruda Senra

    Aonde estão os áudios de Joel,?
    Quem e esta Andréia?
    Reggis o que está acontecendo?

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    • “Durante todo o seu ministério, Joel insistiu veementemente que nunca haveria membros, obrigações, dívidas, códigos dogmáticos ou liderança estruturada para a mensagem do Caminho Infinito. Ele acreditava que todo indivíduo deveria estar livre para ir e vir enquanto eles são conduzidos em sua jornada espiritual. Até hoje, não há Organização, Associação, obrigação ou liderança formal associada ao ensino.”

      O que é o Caminho Infinito

      Graça e paz! AloHa

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