No Caminho espiritual, você será tentado, não uma centena de vezes, mas milhares de vezes, a acreditar numa individualidade à parte do Eu que eu sou. Você será tentado a acreditar que você é aquela individualidade, ou que seu filho ou sua filha é uma individualidade separada e à parte de Deus. Fará um esforço, cada vez, para lembrar: o Eu é Deus; o Eu é o ser Infinito; o Eu é a individualidade infinita. Então, quando tiver atingido essa percepção, você pode descansar, mas só por poucos minutos, até que surja a próxima tentação. Você não resolverá todos os seus problemas através de uma concordância intelectual de que o Eu é Deus, de que o Eu é infinito e, portanto, de que o Eu é riqueza infinita e saúde infinita. Basicamente, essa verdade resolverá todos os seus problemas, mas não até ter se arraigado e assentado em sua consciência individual.
À medida que a inspiração brota, à medida que a luz surge, somos elevados para um reino além deste mundo; é quase como viver um sonho. Mas, não é um sonho, é viver a Realidade. No entanto, a dificuldade está em que, de vez em quando, descemos à Terra – voltamos à Terra, porque nosso próprio corpo começa a fazer barulho, ou por causa do barulho do corpo de alguém mais ou daquele que a carteira de dinheiro faz. E aí que nos tornamos responsáveis pelo restabelecimento, em nosso pensamento, de nossa verdadeira identidade.

O segredo do conflito e o segredo da harmonia estão no entendimento da verdadeira identidade. Independentemente de quantos livros você possa escrever sobre ela ou de quantas maneiras ela é apresentada, o segredo é: o Eu é Deus e não o homem. O Eu é a consciência e não o corpo. O Eu é a vida eterna: Ele nunca nasceu; Ele nunca morrerá. Esta verdade deve ser firmada em sua consciência. Cada vez que o erro se choca com o seu pensamento, de uma forma ou de outra, ele deve ser repelido com esta percepção básica: “o Eu é a consciência de Deus. Este Eu é infinito, eterno e inclui tudo; Ele inclui em si mesmo toda ideia de integridade.” Mas, lembre-se que Ele não contém nenhum pensamento, nenhum sentimento, nenhum traço de qualquer coisa menor do que a perfeição essencial.
Lembre-se também que tudo que Deus é, Eu sou. “Eu e o Pai somos um.”
Toda vez que um chamado chega – não só o chamado de um paciente a um praticante, mas um chamado do mundo, um pedido do mundo, uma crença do mundo, quer seja no jornal, no rádio, através do ar ou através de amigos, trabalhe até que o Eu tenha se firmado conscientemente como a realidade do seu ser e, portanto, você sabe que nada é verdadeiro sobre você, salvo aquilo que é verdade sobre o Eu.
Veja o que acontece, então, ao tratar dos problemas: os problemas desaparecem, já que Eu não posso ter nenhum problema. Minha consciência, que é a consciência de Deus, não pode ter nenhum problema e esta verdade elimina da crença tudo que é diferente dela mesma. Isto significa que há trabalho a fazer, além de sentar numa nuvem. Realmente temos trabalho a fazer, ao treinar nossa consciência. Isto acarreta alguma coisa mais.
Todos nós, como seres humanos, temos traços de caráter desenvolvidos pelo meio, pela educação e pela experiência, os quais não se harmonizam com o Eu que eu sou, portanto, torna-se necessário que nos corrijamos e aprendamos a nos dominar e a nos controlar, a fim de darmos a todas as coisas um alinhamento com o Eu que eu sou. Se, por natureza, somos medrosos e indecisos; se, por natureza, somos invejosos ou ciumentos, não deveríamos tentar, humanamente, nos superar. Não vamos ser psicólogos e dizer: “Eu tenho este traço mau e devo substituí-lo por um traço bom.” Não quero dizer isso. Quero dizer que na percepção constante do Eu que eu sou, reconhecemos o que parecem ser nossas fraquezas humanas e permitimos que estes traços desapareçam e sumam da imagem mental.

Não substituímos uma boa qualidade humana por uma má, mas, na percepção do Eu que eu sou, aprendemos a deixar que os errôneos traços humanos se dissipem. Não faça esforço para se livrar deles, mas deixe que seu esforço seja viver no Eu que eu sou. Isso tomará conta de tudo. No momento em que você tentar se livrar de uma qualidade humana negativa, você terá dez vezes mais dessas qualidades que antes.
Este ponto é bem ilustrado na história do hindu rico que estava atingindo os últimos estágios da experiência humana. Ele percebeu ter vivido uma vida de indulgência e que, agora, devia se preparar para encontrar seu Deus. Todo circunspecto, foi visitar um grande mestre. Com uma expressão séria, disse: “Mestre! Durante toda minha vida, quis Deus. Eu devo conhecer Deus. Você me ensinará sobre Deus?”
Obviamente, o professor pôde ver que este homem não estava interessado em Deus, mas que estava tentando comprar um cantinho do céu, para si mesmo. O mestre não queria perder tempo com aquele tipo de gente, não queria dar pérolas a porcos. Portanto, respondeu: “Você está com a impressão errada. Você acha que Deus é algo difícil de se encontrar. Você acha que precisa de um Mestre para ajudá-lo a encontrar Deus. Isto não é verdade, de modo algum. Encontrar Deus é muito simples. Volte para casa e encontre um canto quieto em seu quarto e, então, não pense em melros. Não pense em grandes bandos de melros, não pense em pequenos bandos de melros, não pense em doze, seis ou quatro melros. Não pense nem mesmo em um melro nem mesmo em um único melro. Quando você – conseguir eliminar de sua consciência todo pensamento em melros, você terá encontrado Deus – Deus estará exatamente ali.” Você sabe o que aconteceu? Em vez de não pensar em melros, o hindu rico fez surgir melros aos milhões.

Muitos de nós tivemos a mesma experiência. Ao tentarmos dominar a sensualidade, o desejo falso, a gula; ao fazer esforço para nos livrarmos dos traços humanos errôneos, descobrimos que eles se multiplicaram muito e muito. Não tente, por um ato de vontade, eliminar esses erros, não se condene por qualquer traço falso ou negativo que você possa ter; não se atormente. Fique satisfeito ao vê-los se dissipar em sua percepção constante do Eu que eu sou. Não tente se livrar de qualidades negativas; não tente se livrar de qualidades ou traços humanos maus. Fique satisfeito ao vê-los se desfazer e desaparecer de sua própria inexistência, à medida que você reside sob a proteção do Altíssimo, à medida que você reside na consciência do Eu que eu sou.
Joel – “As Palavras do Mestre” – Capítulo 5 – O Eu que Eu Sou.
“Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que os seus atos possam ser manifestos, pois eles são forjados em Deus. (João 3:21)“
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Pude meditar com bastante afinco cada entrelinha do envio, e é tão importante para o EU SOU em mim deixar claro aqui o quanto a completude espiritual desse reportar é a única realidade em mim. Poderia escrever muitas verdades q meu ser foi tomado, mas apenas quero bendizer q vivencio a única realidade: Deus como o único q É, sem nenhum outro tipo d individualidade separada. Não sentei apenas na nuvem, fiz pela Graça e faço o cessar do barulho definitivo no silenciar da Glória inviolável permanente. Adorando o único q É: Deidade SubAbsoluta inqualificável.
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🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹
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A supremacia da verdadeira existência, a vida sem nenhum tipo de esforço… a alegria de ser um só com Creador q somos. O EU SOU q somos, o único ser q É. Louvo tão nobre partilhar irmã Andreia. Aloha no ápice!
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