Na qualidade de seres humanos, achamos que nossa garantia está no dinheiro, e nossa saúde no corpo. Se nossa capacidade de assimilação e eliminação funciona de acordo com o que se considera normal, acreditamos então estar com saúde. Acreditamos que a vida depende da respiração e do funcionamento do coração, é que a inteligência está associada ao cérebro. O que, no entanto, fazemos no Caminho Infinito é realizar uma transição do sentido material da vida para o
sentido espiritual.
Nossa obra de cura, portanto, nunca é uma tentativa de corrigir o que esteja errado no corpo, na mente ou no bolso. “Não podemos enfrentar um problema ao nível do problema.” Se pretendermos fazer algo a respeito de qualquer condição desarmoniosa ou discordante, não nos sairemos bem. Em primeiro lugar, temos de sair da esfera do problema antes que a harmonia possa ser revelada.
Encontramos nossa harmonia no Espírito, na Consciência. Como Deus é Consciência, e como Deus é provisão, encontramos nossa saúde em Deus ou na Consciência. Até mesmo os profetas do Velho Testamento sabiam que Deus é a saúde de nosso semblante. A saúde e os bens materiais devem ser encontrados, não no corpo e no bolso, mas na Consciência, e então o corpo exprime saúde, e a bolsa, abundância. Até nossa longevidade deve ser encontrada na Consciência.
Se tentarmos nos perpetuar remendando o corpo, os resultados serão temporários. Por meio de medicamentos, é possível passar da doença à saúde, e, se isso for tudo o que alguém esteja buscando, ele ou ela o encontrará na matéria medica, porque atualmente não existem muitas doenças incuráveis. Mas, se estivermos em busca de um princípio de vida por meio do qual esperemos encontrar nossa imortalidade na plenitude de nosso ser, então temos de sair do domínio da mente e do corpo e achar nosso bem na Consciência. Mas, como o reino da Consciência é invisível, não poderemos ter adiantadamente nenhuma prova ou sinal de
que isto seja verdade.
Assim, damos início à nossa jornada espiritual em alguma época específica: pode ser hoje mesmo, para alguns, ou no ano que vem, para outros. Mas, um dia, temos de fazer uma transição: deixar de recorrer à nossa conta bancária para sermos providos do que precisamos, deixar de recorrer ao nosso corpo em busca de saúde, ou aos seres humanos em busca da felicidade, e perceber que a plenitude, em cada departamento de nossa vida, está corporificada na Consciência de Deus que é a nossa consciência individual.
Isto pode dar a impressão de nos deixar suspensos no espaço, por assim dizer, mas, como diz a Escritura, “Ele… deixou a terra suspensa sobre o nada”, de modo que, ao fazer esta transição específica, nós, também, nada temos a que nos apoiar, porque já não estamos mais olhando para o corpo, o bolso ou o cérebro; e não podemos ver, ouvir, sentir, tocar ou cheirar a Consciência. Sequer sabemos o que é Consciência, mas mesmo assim estamos confiando inteiramente Nela e dependendo inteiramente Dela.
A essa altura, ainda que conheçamos a verdade, podemos ainda sentir-nos pendentes do espaço, porque não sabemos o que deve vir em seguida. Estamos transferindo nossa fé para a Consciência, mas não temos meio de saber o que é Consciência. Tudo o que podemos fazer é continuar a pender suspensos no espaço até que a Consciência nos dê uma demonstração que nos convença, sem deixar qualquer margem a dúvidas, de que estamos em solo sagrado.
Não existe nenhuma limitação real em parte alguma do mundo, exceto a limitação que colocamos a nós próprios. Cada um, na face da Terra, pode experienciar a plenitude de Deus, porque a Consciência é indivisível. É por isso que qualquer pessoa pode ter uma infinidade de bens materiais, e ainda sobrará o bastante para que qualquer outra pessoa no mundo possa ter uma infinidade de bens materiais.
Quando realizamos essa transição, todo o nosso estado de consciência sofre uma mudança, porque agora, ao invés de procurar a saúde no corpo, nossa visão está na Consciência. A Consciência não está encerrada no corpo. A Consciência é, na verdade, Onipresença, jamais confinada ao tempo ou ao espaço. Portanto, no momento em que, de qualquer parte do mundo, vierem a nós em busca de saúde, e
fecharmos os olhos para compreender a Onipresença, podemos estar certos de que nosso paciente receberá os benefícios do tratamento.
Existe apenas um Ser, e Deus é esse Ser. Quanto mais convivermos com isso, menos nos voltaremos para o corpo, e tantos menos anos nos restarão de nossas dores e mazelas.
Em verdade, nunca estamos separados de nossa saúde, bens ou felicidade, plenitude e perfeição.
Podemos desfrutar de relações humanas, certamente, mas nunca devemos ser tão dependentes delas que uma ausência das mesmas venha a partir-nos o coração. Uma vez que alguém realiza a transição para um ponto em que descobre sua plenitude na Consciência, toda a natureza de sua vida muda. Não existem vácuos na Consciência:
existe apenas o ir e vir da cena humana, como cumprimento da atividade da Consciência. Quando nossa experiência doméstica é a atividade da Consciência se desdobrando, encontramos uma completa continuidade de harmonia.
Até que estejamos prontos para ela, essa transição de encontrar nossa plenitude na Consciência e não no homem, no corpo ou na bolsa, é difícil. Devemos lembrar-nos continuamente disto:
Encontro a harmonia de ser em minha consciência, e é a harmonia do meu corpo e das minhas relações humanas.
Este tema deveria constituir-se na matéria de uma meditação de hora em hora, até aquele momento da transição de um estado de consciência para outro, quando possamos dizer, “Até aqui fui cego, agora enxergo”.
Ser capazes de fechar os olhos, nos desligar de todas as pessoas e perceber que nosso bem e nossa companhia estão na Consciência significaria que, ao abrir os olhos, encontrar-nos-íamos em presença daqueles que são necessários à nossa experiência. Como Deus constitui nossa consciência, e Deus constitui a consciência de cada indivíduo na face da terra, somos um com todo mundo. Antes, porém, a
experiência humana tem de ser apagada. Não podemos enfrentar um problema ao nível do problema.
Encontrar nosso bem na Consciência que somos é operar uma tal mudança na consciência individual que, pouco a pouco durante um certo período de tempo, nos encontraríamos numa consciência toda nova, e veríamos nossa vida transformada e em plano mais elevado.

Encontro a harmonia de ser em minha consciência, e é a harmonia do meu corpo e das minhas relações humanas.
Tudo o que Deus é, Eu sou. Tudo o que Deus tem é meu, pois Eu e o Pai somos um. Todo este universo está corporificado em minha consciência – os céus acima, a tenra embaixo, as águas e tudo o que neles está contido — porque Deus constitui minha consciência individual Minha consciência encarna a plenitude do Ser Supremo. Minha consciência é a lei que rege minha prosperidade e minha saúde. Minha consciência engloba todas as atividades da inteligência, orientação e direção.
A infinita plenitude de Deus ê minha. Em minha unicidade com Deus, Eu sou tudo.
A compreensão da unicidade é nossa garantia de integridade e perfeição, e atua no sentido de romper os laços humanos da dependência de uma pessoa, lugar ou coisa. Numa experiência após outra, transferimos nossa confiança ou fé, do efeito para a Causa. Quebramos nossa dependência do “homem, cujo alento está nas narinas”.
Com cada aparência de discórdia, alçamos imediatamente nosso
pensamento em meditação:
Encontro minha unicidade na Consciência que é Causa, não na matéria ou no efeito. Recorro à Causa para obter minha paz, minha plenitude, minha satisfação e meu júbilo, e eles tomam-se manifestos em forma tangível.
Todos os dias, tomamos a decisão de viver na Consciência, de encontrar nossa saúde e nosso bem material na Consciência, e só na Consciência. Depois disso, nos desprendemos dela e a deixamos descansar, mas num momento qualquer, mais tarde naquele mesmo dia, lembrar-nos-emos outra vez de que estamos buscando nosso bem na Consciência onipresente. À medida em que persistimos nisso, fazemos aproximar-se mais o dia em que ocorre a transição na consciência. Daí, não há mais afirmações ou declarações: existe apenas, então, o viver dela.
Isto não pode ser explicado a ninguém, e, principalmente, não temos direito nenhum de tentar explicá-lo. Esta é uma experiência a ser vivida, mas nunca a ser discorrida, porque a mente humana jamais conseguiria compreender o que queremos dizer com uma transição de consciência.
Joel – Da Metafísica para O Místico – Viver Agora
Categorias:Ensinamentos Joel S. Goldsmith

Incrivelmente incrível é viver essa transição plena aqui e agora. Extremamente rendida a essa verdade selada em mim e em todos!
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