Cada livro de sabedoria espiritual que você leu trouxe uma espiritualização maior da sua consciência, o que poderia ser chamado de descascar a casca da cebola, ou o refinamento da Consciência. Cada livro, cada aula e cada princípio levado à consciência preparou você para o que está por vir, levando a um maior desenvolvimento e àquele “ato de Graça concedido a indivíduos em um determinado momento de seu desenvolvimento, elevando-os ao estado Mestre da Consciência”. (Um Parêntese na Eternidade)
Sempre, desde a minha primeira experiência espiritual, foi difícil para mim viver em dois mundos — viver nessa Consciência superior e depois descer à Terra, retornar a essa Consciência e voltar à Terra — mas nunca foi tão difícil quanto em 1963. Naquele ano, comecei outro período de iniciação, mas, embora eu soubesse que seria em 1963, eu não tinha conhecimento de sua intensidade, sua duração ou da natureza da mensagem que seria revelada.
Não é incomum, portanto, que aquele ano tenha revelado o desenvolvimento superior, a Consciência superior. Você entenderá isso ao estudar o trabalho desenvolvido durante esse período. A cada desdobramento sucessivo, algo estava se revelando, levando ao ensino de ir além das palavras e pensamentos, de ir além da mente. Você encontrará essa ideia em toda a obra de 1963, revelando a natureza da vida como ela é vivida quando você vai além da mente e além dos pensamentos: além de pensar, além do raciocínio. Esta é a revelação entre a natureza do Sabbath e da Graça.
Uma obra desse tipo leva ao ponto mais alto da consciência que já foi revelado em O Caminho Infinito, e parece ser o ponto alto na revelação de Moisés e Jesus, e provavelmente também de Buda.
Segue links das playlists do canal Youtube “Eu no Caminho Infinito” ano de 1963:
Kauila – Classe privativa para professores e alunos – 1963 e Princess Kauilany – Séries de Domigo
O Caminho do Meio
O sentido carnal do homem não pode entrar no reino dos céus, do Espírito. O sentido carnal saudável é tão ilusório quanto o sentido doentio, e o sentido do homem bom é tão ilusório quanto o sentido do homem mau. O Caminho do meio, ou Consciência espiritual, não se ocupa em trocar o sentido do homem errado pelo sentido do homem correto, mas conhece apenas o Homem espiritual, ou o Filho de Deus.

No trabalho de cura, como entendido no Caminho Infinito, não vemos nem conhecemos o sentido corpóreo ou físico do homem: bem ou doente, rico ou pobre, bom ou mau. Nós não estamos ignorando ou desconsiderando um homem corpóreo ou físico, pois não existe nenhum, mas estamos desconsiderando e ignorando o sentido corpóreo ou físico do homem. O sentido corpóreo é o tentador. A verdade curadora é a nossa consciência do homem e do universo incorpóreo.
Melquisedeque, ou o Cristo, que nunca nasceu e nunca morrerá, é o Verdadeiro Homem, e aquilo que vemos, ouvimos, provamos, tocamos e cheiramos é a nossa falsa percepção desse homem. Não existe um homem falso, um homem caído ou um homem físico, mas existe uma falsa percepção, que alimentamos, do homem.

O Significado da Ascensão
No caminho espiritual, começamos nossa jornada estudando a verdade, aprendendo e praticando a verdade. No entanto, nunca alcançamos o objetivo da realização até que alcancemos além da mente e seu conhecimento da verdade, para nos tornarmos a Verdade: “Aquilo que busco, Eu sou!”
No Monte, em um elevado estado de consciência, Moisés percebeu o EU SOU e, assim, tornou-se EU SOU. No entanto, ainda resta um senso de Moisés, como evidenciado pelo fato de ele ter se referido a si mesmo como sendo lento na fala. A compreensão do EU SOU prevaleceu, no entanto, e com essa grande iluminação veio tal elevação de consciência que ele foi capaz de conduzir os hebreus para fora da escravidão, rumo à Terra Prometida. Se Moisés tivesse sido capaz de crucificar ou renunciar completamente ao senso mortal de si mesmo que ainda permanecia, ele teria sido capaz de entrar na Terra Prometida, ou no céu. Mas ele estava preso a um senso finito de si mesmo.
Jesus, no entanto, não apenas conhecia a verdade, mas percebeu e se tornou a Verdade: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). No entanto, um senso de Jesus, o homem, permaneceu, porque ele disse: “Eu não posso fazer nada de mim mesmo. Se eu testifico de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro” (João 5:30,31). Esse senso pessoal de identidade teve que ser crucificado, como eventualmente deve acontecer em todos nós, ou não ascenderemos à Terra Prometida, a realização de nossa identidade espiritual.

A percepção de Jesus da necessidade de crucificar, ou elevar-se acima, do aparente senso mortal de si mesmo, permitiu-lhe realizar a ascensão. A ascensão é sempre a mesma: uma elevação acima da mente, acima do conhecimento da verdade, em direção à Verdade em Si mesma.
Em muitas aulas e até mesmo em alguns dos Escritos, afirmei não compreender o motivo da crucificação de Jesus: por que ocorreu ou por que teve que ocorrer, se teve mesmo que ocorrer. Isso me intrigou, e admito isso francamente. Foi somente em 1963, quando eu mesmo passei pela experiência, que o motivo e a necessidade da crucificação de Cristo Jesus me foram revelados. De alguma forma, depois dessa experiência, a lembrança dela desapareceu de mim, e não consegui trazê-la à lembrança consciente, até que mais tarde toda a cena me foi revelada novamente quando passei pela experiência da ascensão: aquela elevação acima da mente em direção à Verdade em Si.
O significado da experiência de Jesus no Monte da Transfiguração
Isto é o que eu vi: na declaração de Jesus, “Quem me vê, vê aquele que me enviou” (João 12:45), ele revelou que havia alcançado o objetivo do EU SOU. “Eu sou o caminho — tu me vês, tu vês a Deus, pois eu e Deus somos um.” E há uma experiência em que ele provou isso: levou três discípulos ao que é chamado de Monte da Transfiguração, que por sua vez representa a consciência elevada, e revelou-lhes os profetas hebreus que supostamente estavam mortos.
Mas, para o seu sentido iluminado, eles não estavam mortos, e ele provou aos seus discípulos que estavam vivos e que estavam ali com eles em forma. Se ele os manifestou para a forma visível ou se ele manifestou a si mesmo e aos discípulos como forma invisível, não faz diferença, porque é a mesma experiência. Ele transpareceu: demonstrou aos seus discípulos a verdade que mais tarde provou: “Eu dou a minha vida para poder retomá-la” (João 10:17) – Eu posso entrar no reino invisível e posso sair novamente, pois Eu, sou Espírito, Eu, sou o caminho.

Por causa da experiência de Jesus no Monte da Transfiguração, entendo agora que a crucificação não era necessária para ele e que ele poderia tê-la evitado. Enoque foi trasladado sem conhecer a morte; Elias foi arrebatado sem conhecer a morte; Isaías também pode ter sido . Portanto, foi-me mostrado, através da experiência de Jesus no Monte da Transfiguração, que ele poderia ter sido transladado sem conhecer a morte, mas, ao tomar conhecimento da traição, do julgamento e da ameaça de crucificação, escolheu aceitar a morte corpórea para revelar aos seus discípulos que a morte não é uma experiência, mas uma sensação ilusória que deve ser compreendida e percebida.
A morte não é uma condição pela qual uma pessoa realmente passa. Não existe morte; ninguém jamais morreu. Deus não tem prazer em nossa morte. A morte é uma experiência apenas do sentido corpóreo, o sentido que atesta que somos físicos, mortais, finitos, mas a morte em si nunca é uma experiência do nosso verdadeiro ser.

Ao permitir-se experimentar a morte corpórea, Jesus revelou que não existe morte, e revelou-se no que parecia ser a mesma forma corpórea, com todas as suas feridas. Tendo cumprido esse propósito, ele não tinha outra função aqui na Terra. Sua presença contínua teria sido um constrangimento para os discípulos, para Roma e provavelmente para si mesmo.
Jesus ascendeu da forma corpórea: ele foi transladado. Isso pode ser interpretado como significando que ele se elevou além da mente; ele se elevou acima de sua própria mente, porque é somente na mente que o sentido corpóreo pode ser nutrido, não nas faculdades espirituais.
Em nossas faculdades da Alma, somos Espírito; vemos uns aos outros espiritualmente, quer estejamos aqui neste plano, quer estejamos olhando para aqueles que foram para outro plano, ou para aqueles que ainda não nasceram.
Não Conhecer a Verdade, Mas Ser a Verdade
Esta revelação é a prova da mensagem de que deve haver um descanso para o Meu povo. Deve haver um descanso da atividade da mente: pensar em nossa vida, temer por nossa vida, conhecer constantemente a verdade a fim de evitar alguma experiência. Deve haver um Shabat, e neste Shabat vivemos pela Graça, porque então não conhecemos a verdade, mas a Verdade se revela a nós, e nos tornamos a Verdade. Não é uma atividade da mente: é a Alma se revelando.

Quando você alcança aquele lugar onde, em vez de buscar uma verdade, ler ou estudar febrilmente para se agarrar a alguma verdade, você pode relaxar e descansar na Verdade – sem pensar, sem falar ou pensar – você pode atingir um estado de consciência, e então entender o significado de “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). Você descobrirá que cada palavra, cada sentimento, cada emoção, cada pensamento que lhe vem do seu íntimo é aquilo pelo qual você agora vive. O Espírito interior guia, dirige, sustenta, protege, vai à sua frente para “endireitar os caminhos tortuosos”. (Isaías 45:2) Nosso objetivo final deve ser viver em, por meio de e como Deus. Se não devemos fazer isso, por que o Mestre ensinou:
“Não se preocupe com a sua vida?” (Mateus 6:25) A vida deve ser vivida pela Graça, sem força, sem poder. Deve ser vivida por cada palavra de Deus que recebemos em nossa consciência. No Caminho Infinito, os alunos são alimentados com as palavras de Deus reveladas por profetas, santos e videntes. Os alunos as acolhem e as enterram profundamente em suas consciências até que também se elevem acima do nível da mente, onde possam viver sem forçar pensamentos.

Seja receptivo à voz mansa e delicada, pois Deus não está no redemoinho, Deus não está nos seus problemas, Deus não está nos seus pensamentos, Deus não está nos livros: Deus está na voz mansa e delicada. Quão silenciosa e pacíficamente é necessário viver interiormente para ouvir essa “voz”, receber Suas transmissões e participar de Sua graça!
Há sempre uma suficiência da Graça de Deus presente neste momento e, portanto, precisamos apenas permanecer quietos neste momento, para receber uma suficiência da Graça, para este momento ( O Agora).
A meta na mensagem do Caminho Infinito para o qual estamos trabalhando é alcançar a realização de que “aquilo que estou buscando, Eu sou.” O objetivo é elevar-se acima da mente. Eu pessoalmente não inventei ou criei esta mensagem: ela foi recebida. E sempre foi recebida através da escuta: às vezes em momentos de meditação profunda, às vezes em períodos de iniciação, às vezes na plataforma enquanto ministrava palestras e aulas, mas sempre em um estado de receptividade. Esse estado de receptividade tem sido meu maná escondido. É isso que produziu tudo o que aparece como esta mensagem, e tudo o que levou esta mensagem ao redor do mundo.
Assim como você aprendeu a trabalhar duro e por muito tempo com os princípios do Caminho Infinito, você deve aprender a parar de fazer isso ocasionalmente, às vezes por um ou dois dias, e dizer a si mesmo: “Que eu não confie na minha mente. Que eu relaxe em Deus.”

Quando esses princípios estão incorporados em você, sua Alma começa a alimentá-lo. Até que você realmente tenha esse maná oculto, no entanto, continue trabalhando com todos os princípios enfatizados em cada página dos Escritos, mas não faça disso um “dia de oito horas”. Reserve um tempo para trabalhar no jardim, ler um bom livro, ou talvez um romance divertido. Nunca acredite que O Caminho Infinito está tentando lhe ensinar a mentalizar. A atividade mental só é necessária quando você está aprendendo a verdade, quando está alimentando sua consciência com a letra da verdade. Não queremos que nenhum aluno do Caminho Infinito viva por afirmações e negações, porque isso não é viver pela graça de Deus. Convide a Alma! Sua Alma o envolve enquanto você se senta, caminha ou dorme. Relaxe Nela, sem palavras e sem pensamentos.
O Sábado Espiritual
O fruto da permanência nesses princípios é um período de descanso, e este é o verdadeiro significado do Sabbath. O Sabbath que Moisés ordenou aos hebreus observarem era um período de descanso eterno. Trabalhe por seis dias; sim, trabalhe para saber estes princípios; mas após os seis dias de trabalho, você chega a um lugar de Sabbath, o que significa que, pelo resto dos seus dias, você vive pela Graça de Deus, pelo Meu Espírito. Eventualmente, você chega a um lugar onde percebe que Eu, é Deus, e a Palavra que Ele lhe transmite é o seu pão, a sua carne, o seu vinho e a sua água. Quando você tiver alcançado tranquilidade e confiança, pode ter certeza de que entrou no Sabbath.
Veja o que acontece no sétimo dia: “Enquanto isso, os seus discípulos rogavam-lhe, dizendo: Mestre, come. Mas ele lhes disse: Tenho uma comida para comer que vós não conheceis.” (João 4:31,32). Ele estava dizendo a eles para não saírem para comprar carne; mas para descansarem no sábado de Eu tenho: sem palavras, sem pensamentos, sem força, sem poder.
Vocês, estudantes, que estão prontos para o Sabbath, devem se preparar aprendendo a repousar nesta percepção: “Deixe minha Alma assumir o controle em vez da minha mente”. Então, cada vez que vocês se interiorizam, algo novo e fresco surgirá.

Na consciência do Sabbath, você não precisa sair para buscar carne, pois a tem. Com que direito? Pelo seu reconhecimento de que você e o Pai são um. Por seis dias você trabalhou para estudar e treinar, e esses “seis dias”, lembre-se, são muitos e muitos anos. Mas chega um descanso para o Meu povo; chega um Sabbath; e é quando você para com toda a sua luta metafísica, relaxa e deixa a Graça viver a sua vida.
Quando chegar ao “sexto dia” da sua prática, apenas sorria: “Não preciso rezar por nada. Já tenho Maná escondido que o mundo desconhece.” Você vê como o ensinamento da Bíblia é velado e como é necessária uma consciência transcendental para revelá-lo? Os místicos não o esconderam: as palavras o escondem.
Os poucos estudantes que têm estudado e ouvido com o ouvido interno devem estar entrando naquele período de Shabat em que podem sentir dentro de si: “Não conheço nenhuma verdade. Não posso viver com as citações de ontem. A única verdade que conheço é a que está se manifestando hoje. No que me diz respeito, estou vivendo no período do desconhecimento, no qual todos os dias me interiorizo para receber o maná daquele dia, para ouvir a Tua voz.”

Uma pessoa que está na consciência do Sabbath percebe: “Tua graça é minha suficiência para este momento”, e fica satisfeita. Ela descansa, não apenas na certeza de que a graça de Deus é sua suficiência, mas de que há uma suficiência da Graça de Deus. Nessa consciência da Graça, ela se estabelece na consciência da Paz. Os “seis dias” de luta terminaram e hoje ela se recusa a trabalhar. Então, venha o que quer que esteja por vir.
A verdade encontrada em O Caminho Infinito são as Escrituras interpretadas espiritualmente. Por isso, você pode retornar à sua própria consciência e extrair a interpretação espiritual das passagens que lhe chegam. A interpretação pode vir de uma forma diferente daquela que lhe dei, mas o princípio será o mesmo.
O Caminho Infinito conduz você através dos “seis dias” de trabalho: – o pensamento e o conhecimento da verdade, a busca pela verdade, ponderando a verdade, meditando sobre a verdade — até que você vá além da atividade da mente ou do intelecto. Finalmente, você chega a um lugar onde pode descansar em tranquilidade e confiança, porque agora você não está mais vivendo a sua própria vida. Cada palavra que flui de Deus para a sua consciência se torna o pão, o vinho e a água. Ela se torna sua saúde, força, vitalidade e todas as coisas necessárias para a sua experiência.
“Minha Doutrina Não É Minha”
Estamos na Terra apenas com o único propósito de manifestar a glória de Deus, não a nossa. Nunca foi pretendido que nos glorifiquemos em nossa sabedoria, em nossos dons ou em nossa habilidade; mas sim reconhecermos que, o que parece ao mundo como tais, não é realmente nosso, mas dEle. “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou.” (João 7:16). Assim, também, tudo o que o Pai tem é meu, e estou manifestando a glória de Deus, não a minha. Na mensagem do Caminho Infinito, estou pregando a mensagem de Deus, não a minha. Tudo o que se manifesta como prosperidade ou sucesso do Caminho Infinito não é minha prosperidade ou sucesso, mas a Sua glória, a Sua graça.

Até este ano (1963), nunca falei abertamente sobre minhas próprias experiências espirituais, minhas iniciações ou meus contatos com o Infinito Invisível, pois sei que no Ocidente não há preparação para a compreensão dessas coisas. Este ano, porém, não escondi o fato de que, durante oito meses, estive sob uma iniciação interior por meios do qual, um maior desdobramento da Mensagem tem ocorrido.
Parte da minha função durante esse período tem sido elevar a mensagem do Caminho Infinito da linguagem metafísica para a linguagem mística, para que nossos alunos comecem a viver apenas em linguagem mística, mesmo que todos nós estejamos tentando viver apenas a vida mística, sem nos separarmos dos afazeres cotidianos da vida, porque sempre deve haver atividade construtiva. Sempre deve haver negócios; sempre deve haver todas as atividades que ocorrem no mundo da natureza humana, mas elas devem ser elevadas a uma consciência superior. Mesmo que algum meio de troca, como o dinheiro, seja sempre necessário, pode haver um grau maior de amor e graça no compartilhamento de sua atividade. Não precisa ser o que se chama de “dinheiro vivo e frio”. Pode ser dinheiro espiritual e quente.

Isto foi escrito apenas para que você saiba que em sua vida, em sua atividade, em seu negócio ou em sua profissão, você também deve perceber que a natureza de sua experiência é que Deus seja glorificado, que Deus possa falar através de você, cantar através de você, tocar através de você ou que Deus possa fazer negócios através de você; mas sempre é Deus agindo através e como seu ser individual.
Crucificando o Sentido Pessoal
Em todos nós, no entanto, permanece um senso finito de identidade, que, em última análise, deve ser crucificado. Moisés o possuía em seu sentimento de indignidade. Jesus o possuía por muito tempo em seu sentimento de “Eu não posso fazer nada de mim mesmo”. Eu tinha certeza absoluta de que não poderia transmitir ou levar adiante a mensagem do Caminho Infinito. E cada um de vocês o possui na medida em que acredita ter uma habilidade, uma sabedoria ou um talento. Nesse grau, você ainda o possui, e no grau em que continua a possuí-lo, em última análise, esse senso pessoal terá que ser crucificado, até que, no final, você possa perceber: “Eu não tenho nenhuma verdade; eu não conheço nenhuma verdade; eu não tenho nenhuma habilidade; eu não tenho nenhum talento: Eu sou a verdade; Eu sou o talento; Eu sou a habilidade”. Nesse momento, a humanidade “morreu”, a Cristandade “nasceu” e se revelou em sua plenitude, e a ascensão ou transição pode ocorrer.

Isso aparece na mensagem de O Caminho Infinito, repetidas vezes, nas passagens que nos lembram que é o senso pessoal de “eu” que deve “morrer”, o senso pessoal de “eu” que deve ser crucificado. Todo o nosso estudo, todo o nosso conhecimento da verdade, todo o nosso ministério de cura devem, eventualmente, levar ao período de Sabbath ou Graça, que é a entrega plena e completa do eu, com o objetivo de que Deus possa viver na Terra como vive no Céu.
Não há mais, então, um homem no céu e um homem na terra; o homem que desceu e o homem que subiu são um só; os dois se tornaram um. Não há mais um reino do céu e um reino da terra; mas o reino do céu se manifesta na terra em unidade. Ao compreender que Eu, Deus, Sou Consciência individual, a minha e a sua, eu me volto para dentro para que Eu, Deus, possa Se revelar através da Palavra ao “Eu”, Joel, enquanto permanecer um Eu, Deus, e um “Eu”, Joel. Quando Eu, Deus, e “Eu”, Joel, pudermos sentar na mesma cadeira e comungar um com o outro, isso está se aproximando muito da Unidade. Não está tão perto quanto estará algum dia, quando eu ascender ao Pai e, assim, me tornar o Pai.

Os estudantes que percebem que O Caminho Infinito é uma revelação do próprio Deus aparecendo na Terra, entenderão, é claro, que o propósito dessa revelação é que eles possam ir e fazer o mesmo, pois “se eu não for, o Consolador não virá a vocês” (João 16:7). Se você continuar pensando nisso como uma demonstração de Moisés, Isaías, Jesus, João, Paulo, Joel ou qualquer outra pessoa, você perderá a verdade que cada um demonstrou para revelar a natureza universal da Verdade.
Como a Verdade se torna “velada”
O que sempre coloca o véu de volta sobre a verdade de “EU SOU O QUE EU SOU” (Êxodo 3:14) é que aqueles que ainda não alcançaram, aqueles que ainda não alcançaram a consciência espiritual ou a demonstração de sua individualidade espiritual, sempre amam tanto a mensagem que se tornam benfeitores e saem pelo mundo para tentar espalhá-la, e não a têm. Então, ela se perde, porque a verdade só pode ser revelada pela Verdade, não por um ser humano. A verdade só pode ser revelada através das faculdades da Alma, não através da mente. Sempre que pessoas bem-intencionadas saem e começam a ensinar a verdade através da mente, estão preparando a geração para outro período de ausência de Deus na Terra. É sempre o benfeitor que atrapalha a demonstração espiritual — o benfeitor ou o egoísta.
Quando existe uma organização, há um certo número de pessoas servindo como instrutores, e como as exigências da organização não permitem esperar por aqueles que estão espiritualmente sintonizados, aqueles mais próximos desse estado assumem o trabalho. Como o Caminho Infinito não é organizado, isso não é necessário. Podemos ficar satisfeitos se encontrarmos um, dois, três, quatro, cinco ou seis iluminados para ensinar. E se nunca tivermos mais, não fará diferença, porque um, dois, três, quatro, cinco ou seis podem fazer mais pelo mundo do que dez mil não iluminados.

Portanto, que aqueles que buscam ensinar sejam vigilantes e que cada um exerça discernimento ou discriminação espiritual quando buscar ser ensinado, para que tenha certeza de que aqueles que ensinam estão manifestando a Consciência quadridimensional, e não apenas algum conhecimento extraído de um livro. Assim, poderemos evitar o que sempre aconteceu antes: a perda da Verdade através do ministério para aqueles que não alcançaram a iluminação espiritual.
Lembre-se de que essa elevação acima da mente, acima das palavras e dos pensamentos, não elimina a mente, as palavras ou os pensamentos, mas elimina o “viver” por eles. Por exemplo, não houve um dia em nossa experiência metafísica em que vivíamos principalmente por afirmações, esperando assim trazer harmonia? É verdade que, por meio de nossas palavras, de nossos pensamentos sobre a verdade, de nossas declarações sobre a verdade e de nossa lembrança da verdade, produzimos uma medida de harmonia; mas nos dias do Sabbath e da Graça, isso não é mais verdade. Não vivemos por palavras ou pensamentos: vivemos pela Graça.

É verdade que a atividade da Graça pode vir a mim como palavras e pensamentos, e então pode ser transmitida a você em palavras e pensamentos. Mas eu não estou vivendo por essas palavras ou pensamentos, e você não está vivendo por eles: nós estamos vivendo pela Graça que produziu as palavras e os pensamentos. Estou vivendo no Sábado do descanso, da declaração de palavras e pensamentos para o recebimento de palavras e pensamentos, e deixando-os fluir, cheio do Espírito de Deus. O Espírito Santo está neles porque eu não os inventei, eu não os organizei: eu os deixo fluir através de mim. Tais palavras e pensamentos têm poder. Esses são os pensamentos de Deus que fazem a terra derreter; essas são as palavras de Deus que são “rápidas, e poderosas, e mais afiadas do que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4:12), embora ainda venham através do professor.
Mas tudo o que você precisa fazer, na verdade, é lembrar quantas vezes você afirmou declarações de verdade porque pensou que elas removeriam algum erro ou trariam alguma harmonia, e quantas vezes você ponderou a verdade por esse mesmo motivo, e saberá então que estava vivendo por palavras e pensamentos, às vezes por palavras e pensamentos tirados de livros. Mas não agora! Agora você vive pela Graça, e essa Graça aparece como a mensagem que você pode falar ou escrever, e por ser uma mensagem de Graça, as pessoas que a ouvem ou leem são curadas e têm suas vidas transformadas. Isso acontece continuamente em nosso trabalho.

Joel – Verdade Revelada. – Além das Palavras e Pensamentos – Capítulo 4
#518-2: 1963 Kauila Private Class 3:2
#519-2: 1963 Kauila Private Class 4:2
Categorias:Estudantes do Caminho Infinito
🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹Emmanuel 🌹🌹🌹
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Abrasadora verdade para se abrasar. Essa msg d hje foi uma altivez última do desdobrar superior ao ser verdade q sou. Antes de entrar aqui sempre presencio o sincronizar com o agora. Mas nesse instante irrepetível já escrito na soberania do Sabbath foi e está sendo mais sincronizado, ao ponto q ia auscultando a voz na msg lida e a graça irrompendo em todo meu ser num descanso absurdamente incontestável. As imagens sempre falam comigo mas nesse momento foi ao máximo o discernir. O ser de costas para si mesmo numa das edições me fez lembrar o qto nunca fui eu mas sempre Ele .E a criança no finalizar da edição com a imagem do Aloha no peito em forma de abacaxi 🍍 me mostra o prêmio recebido no centro do ser. Sem dúvidas foram imensos anos luzes para chegar até aqui. A luta nunca foi nossa e agora para o Deus q eu bem SOU findou no perpetuar do imutável ser q sou. Já tinha auscultado essa verdade em experiência última antes de adentrar aqui, e sabia q tinha algo único nesse publicar. E fechou todas as chaves do Reinado da raiz de David! Muitíssimo agradecida Andreia DEUS de fato, por vivenciar em completa quietude consolidada a mística puríssima interior. O completo das completas recebi. NADA para rezar tudo já É.
Já sou.
Já somos!
Afagos íntimos sigilosos de Ascenção em translar vivido…
MEU TEU NOSSO é o REINO o PODER e a GLÓRIA da senda do meio do viver incondicional único.
INDIVISA VERDADE AUTOREVELADA.
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