Quando somos tentados a discutir ou lutar: “Não lutem!”

Enquanto houver pessoas lutando contra condições malignas, haverá condições malignas para combater, porque a mente que acredita em dois poderes continua criando condições de bem e mal. Somente quando retirarmos o poder deles, quando pararmos de combatê-los, esses poderes malignos deixarão de existir.

https://youtu.be/iFkl1iHmd_M?si=SCsRzzYXSF0sDVDp

No momento em que você é tentado a lutar contra uma pessoa, um pecado ou uma doença, você está travando uma batalha que, no fim, o destruirá. Por quê? Porque, por si só, ela não tem poder, mas você está dando a ela o poder contra você. Podemos ser confrontados com evidências de mal-entendidos, ódio, inveja, ciúme ou malícia. Que diferença faz? É uma aparência. E exatamente onde a aparência parece estar, Deus está. Deus está. Deus está. Deus está. Deus está. Deus é tudo com o que lidamos. Não lidamos com crenças, pessoas ou condições. Lidamos apenas com a palavra “Deus”.

Para ilustrar isso, chamei sua atenção para essas crenças que nos surgem como aparências, que normalmente buscamos superar por meio de Deus, por meio de tratamento e oração. Mas não cometa esse erro. Não Tente superar a lei material, a lei mental, a lei moral, qualquer lei. Reconheça sempre que você está lidando com uma lei. Qualquer outra coisa pode estar lá como uma aparência, assim como 2 x 2 são 5, pode aparecer no seu talão de cheques em algum mês, mas isso não significa que você tenha que acreditar. Não é verdade, e você não precisa trabalhar contra isso. Você tem que simplesmente reconhecer que 2 x 2 é 4, e o 5 vai por conta própria. Não lute contra esse 5! Não tente superá-lo. Não estabeleça uma guerra mental contra ele. Apenas reconheça o 4, e o 5 desaparecerá por conta própria. À medida que você reconhece a lei espiritual como a única lei, todas as outras leis e suas reivindicações desaparecem.

Assim, nós, no Caminho Infinito, abandonamos a crença teológica de que existe um poder divino que age contra o erro ou o mal, um poder divino que combate o diabo, o pecado ou a doença, e aceitamos como nosso princípio que o Espírito é Onisciência, Onipotência, Onipresença, além da qual não há nada mais.

Portanto, o que temos que demonstrar é que, na Presença do poder espiritual, não existem poderes de pecado, doença, carência, acidentes, infelicidade ou qualquer outro tipo de miséria humana; que estes só podem existir, essas coisas negativas, na ausência de poder espiritual, assim como a escuridão pode existir na ausência de luz. Mas, na presença da luz, não pode haver escuridão.

Não há argumento sobre isso. Toda presença e poder espiritual são chamados de “luz” — “a luz do mundo”¹, a luz que ilumina o caminho, a luz que ilumina seus passos, seu caminho — luz, luz. Em toda a literatura mística, temos a luz, e essa luz nunca combate as trevas, e a luz, que é Cristo, nunca combate qualquer forma de discórdia.

Jesus nunca lutou contra o pecado; ele perdoou o pecado. Ele nunca lutou contra a doença; ele apenas disse: “Abre os teus olhos” ou “Pega a tua cama e anda.” Ele nunca lutou contra uma doença; nunca discutiu com ela ou contra ela. Há apenas um registro de sua luta, e é quando ele expulsou os cambistas do templo.

Minha crença pessoal é que não foi um evento histórico. Ele estava apenas dizendo aos seus discípulos que temos que expulsar os cambistas de nossa consciência; temos que expulsar essas qualidades negativas e destrutivas de nossa própria consciência. Este é o templo. “Vós sois o templo de Deus; o vosso corpo é templo de Deus”, e são as crenças negativas, as crenças supersticiosas, as crenças malignas, as crenças sensuais, as crenças gananciosas, as crenças luxuriosas — esses são os cambistas, o senso materialista — que devem ser expulsos do nosso templo, da nossa consciência.

De outro modo, o Mestre ensinou: “Não resistais ao mal. Embainha a tua espada; aqueles que vivem pela espada, pela espada morrerão.” Estou convencido de que a “luz do mundo” não discute com as trevas, nem luta contra as trevas, nem tenta remover as trevas, mas sim a luz, sendo a luz, nenhuma escuridão pode existir em sua presença.

Ora, a Escritura nos diz que “Na tua presença há plenitude de vida; onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” Ela não diz: “Onde está o Espírito do Senhor, há uma batalha.” Não diz: “Onde está o Espírito do Senhor, há uma luta contra o erro”, mas, ao contrário, “Onde está o Espírito do Senhor, há paz”; “Onde está o Espírito do Senhor, há liberdade.”; “Na tua presença há plenitude de alegria.”

Não indica de forma alguma um sentido de batalha, de luta, de superação. Em vez disso, indica que onde Deus é realizado, há paz, porque não há nada com que lutar: a luz não luta contra as trevas. Na presença da luz, não há trevas. Na presença da “luz do mundo”, não há pecado, nem doença, nem morte, nem carência, nem limitação, nem relacionamentos humanos infelizes.

Então, para nós agora, aqui está a nossa pergunta: se eu aceitar isso como um princípio, devo demonstrar poder espiritual ou presença espiritual, a presença de Deus, e isso é tudo. Não devo ir além disso, porque na presença do poder espiritual, na presença da presença espiritual, na presença da luz espiritual, não há escuridão.

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Até que você consiga atingir um estado de consciência que não se assuste com o nome de bomba atômica, câncer, tuberculose, poliomielite, paralisia, cegueira, surdez – quando você consegue chegar àquele estado em que essas palavras não o assustam e você diz: “Ah, isso é mentira”, então você está na consciência da cura. Mas enquanto esses nomes ou aparências ainda lhe despertam vontade de fazer algo, você está hipnotizado. Você está aceitando uma mentira como se fosse um fato.

Ora, esta é a experiência daqueles que aceitaram o governo de Deus e reconhecem quando a tentação lhes é apresentada. Em outras palavras, aqueles que estão no caminho espiritual saberiam instantaneamente quando fossem tentados com os anúncios de uma epidemia ou de uma guerra, ou da idade, ou dos falsos apetites que abundam no mundo. Eles saberiam imediatamente que o diabo os estava tentando e o rejeitariam. “Arreda-te de mim, Satanás, pois não fazes parte da minha experiência. Eu sou governado por Deus.”

Para ilustrar isso, deixe-me trazer de volta a experiência do Mestre quando foi tentado pelo diabo. O diabo lhe fez certas propostas, e a cada uma delas ele disse: “Arreda, Satanás.” O resto do mundo nem sequer reconhece que está sendo tentado e, antes que possa reconhecer que está sendo tentado, já caiu no resfriado ou gripe ou câncer, ou qualquer que seja a tentação predominante.

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Por essa razão, aqueles que fazem da meditação parte de sua experiência estão sempre preparados para resistir ao tentador, independentemente da forma de tentação que possa surgir. Em outras palavras, acordar de manhã e ter um breve período de meditação, mesmo sem palavras, é reconhecer: “Eu, por mim mesmo, não posso fazer nada com este dia que me aguarda. Vou admitir Deus, o governo de Deus, em minha consciência.”

Seja qual for a forma de poder temporal, nos é apresentado o princípio de que não buscamos um poder. Percebemos o não-poder — o não-poder das aparências, o não-poder da mente carnal, quer a mente carnal se manifeste como pobreza, quer se manifeste como desemprego, quer se manifeste como ódio ou intolerância, quer se manifeste como uma arma política ou religiosa. Não precisamos de poder para superá-la.

Precisamos compreender seu não-poder, o não-poder da mente carnal, e então precisamos de mais uma coisa: precisamos de segredo. Estes são os princípios que devem ser mantidos sagrados e secretos na consciência para que “o Pai que vê em secreto te recompensará publicamente.”

“Reconheça Deus como a substância, lei, causa e atividade de tudo o que é, e abstenha-se imediatamente de interferir física ou mentalmente no exterior. Volte-se para dentro de si mesmo e, ali, resolva todas as aparências.” Sabedorias do Caminho Infinito

Descanse em Sua Palavra

Agora, estamos enfrentando meia dúzia de problemas humanos não apenas em nossa vida nacional, mas também em nossa vida internacional. Um, dois ou três deles poderiam destruir os alicerces de toda a nossa civilização. Temos a oportunidade, se estivermos dispostos a enfrentar o problema, de empunhar a espada  que é renunciar à nossa confiança, fé ou esperança em quaisquer administrações humanas, planos humanos ou acordos humanos, e ir direto à nossa base espiritual e nos perguntar: Tenho a coragem de aproveitar esta oportunidade para sair de debaixo da lei e viver pela graça? Tenho a coragem de declarar a mim mesmo: “Não devo mais ter fé no ‘homem cujo fôlego está em suas narinas’; não devo mais ter fé em príncipes, potentados ou poderes, e me recolher em mim mesmo para a certeza de uma graça interior”?

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Agora, em duas palavras, está o segredo da nossa harmonia: Graça Interior. Não posso defini-la para você nem analisá-la. Não posso lhe dar um discurso intelectual sobre o que é graça interior. Só posso lhe dizer que ela é a resposta para todos os problemas, seja da sua saúde individual ou da saúde coletiva da nossa nação ou do mundo, seja do seu suprimento individual, da sua família, da nossa nação ou do mundo. A resposta para tudo isso é uma graça interior.

Não existe paz na Terra e boa vontade para com o homem por nenhum meio humano jamais descoberto, porque a paz na Terra e a boa vontade para com o homem têm sido o objetivo da raça humana desde muito antes de 2000 a.C. Tente pensar em quantos governos foram formados e quantos princípios diferentes para trazer essa paz na Terra e boa vontade para com o homem, e nenhum caminho foi ainda descoberto, e ainda assim o Mestre diz que há um caminho: o caminho de Cristo. Cristo é a solução. Não a primeira vinda de Cristo, não a segunda vinda de Cristo, ou a terceira vinda de Cristo – apenas a vinda de Cristo à consciência individual. Mas a vinda de Cristo não pode ser descrita, analisada e dissecada.

Aí, também, você precisa entender que a vinda de Cristo significa uma graça interior, e uma graça interior significa a vinda de Cristo, e ambas significam nada mais nada menos do que uma certeza interior de que “Aquele que está em você é maior do que aquele que está no mundo”. E quando essa certeza chega, você pode descansar nela, pode relaxar nela. “Em silêncio e em confiança”, você se torna um observador dessa graça interior à medida que ela se manifesta como uma presença diante de você para estabelecê-lo, para abrir para você uma daquelas mansões na casa do Pai.

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Claro, sempre foi verdade: paz, prosperidade e saúde são possíveis, e têm sido demonstradas repetidas vezes, mas sempre pelos mesmos meios — por meio do Cristo, por meio da iluminação, por meio da revelação e realização espiritual. “Conhecê-lo corretamente é vida eterna.”; “Conhecê-lo corretamente” é ser tão receptivo e tão responsivo que Ele possa se revelar interiormente, mesmo como um sentimento de segurança, como um sentimento de paz interior, lembrando-se sempre disto: Você não precisa de um poder, e é isso que está perturbando o mundo hoje. Ele está procurando um poder. É tudo o que ele está tentando fazer: encontrar um poder — e os únicos poderes que existem são poderes destrutivos, e não existem poderes bons. Todos os poderes são destrutivos porque todos os poderes podem ser divididos em bons e maus. Eles devem ser todos destrutivos.

Comece a pensar por um momento que vocês, que estão no caminho espiritual, não estão buscando um poder. Vocês não estão buscando um poder para vencer os russos. Vocês não estão buscando um poder para vencer depressões. Vocês não estão buscando um poder para vencer doenças, infecções, contágios ou epidemias. Vocês não estão buscando um poder. Vocês estão permanecendo em Deus. Vocês estão descansando e relaxando em Deus. Vocês não estão buscando uma espada, nem uma espada física ou uma espada mental. Vocês não estão buscando poderes. Vocês não estão buscando planos; vocês estão relaxando e descansando na certeza de uma graça interior “que vai adiante de vocês para preparar lugares para vocês, para preparar mansões para vocês”. Vocês estão relaxando na certeza da Minha paz.

A paz de Cristo não significa vencer seus inimigos, exceto aqueles que estão dentro de você, e é isso que Cristo faz. O Cristo expulsa “aqueles inimigos que são da sua própria casa” e nunca acredite que seus inimigos estejam em qualquer outro lugar. O inimigo é sempre da sua própria casa, e isso significa dentro do seu próprio ser. E seu inimigo é sempre a crença em dois poderes, a crença em duas presenças, a crença em duas vidas, a crença na dualidade, ignorância – Ignorância, esse é o nosso inimigo.

E a paz que Cristo dá é iluminação. Não é um poder sobre poderes. É iluminação, a iluminação que dissipa a ignorância, a iluminação que dissipa a escuridão, a dúvida e o medo. Uma vez que você perceba, individualmente, que não está buscando um poder para curar suas doenças, nem mesmo o poder de Deus; uma vez que você perceba, individualmente, dentro de si mesmo, que não está buscando um poder, nem mesmo o poder de Deus para lhe suprir –  tudo o que você busca é a graça de Deus, tudo o que você busca é a Minha paz — você logo descobrirá que, sem a espada, sem travar batalhas, você pode fazer como os hebreus fizeram sob o comando de Ezequias: descansar em Sua palavra.

Não um Ensinamento, Mas uma Experiência

Como trazemos a Presença divina para os nossos afazeres? Meditação e comunhão interior — não apenas conhecer a letra da verdade e ficar satisfeito. Se mantivermos nosso contato, viveremos sob o governo de Deus. Isso deve se tornar uma experiência. O Cristo é real?

Nunca faltam assuntos para tratar, porque há a ameaça de uma guerra mundial; há a ameaça de uma depressão econômica; há a ameaça da gripe asiática; há a ameaça de eleições. Há tanta coisa acontecendo na vida familiar, na vida comunitária, na vida nacional, que qualquer um pode sentar-se uma dúzia de vezes por dia e perguntar: “Como essa situação pode ser enfrentada?” Bem, não há pensamento humano que a enfrente. Se os livros sobre a verdade bastassem, já existem muitos publicados. Se conhecer a verdade que está nos livros bastasse, já há bastante “conhecimento da verdade” acontecendo. Portanto, o próximo passo é a própria experiência transcendental, porque é isso que O Caminho Infinito tem dito em todos os livros: Isto não é um ensinamento; é uma experiência. E qualquer ensinamento que exista apenas conduz à experiência.

E agora estamos naquela era do Caminho Infinito, em que devemos abordar cada problema da seguinte perspectiva: “Agora não há pensamento humano que eu possa ter, e não há verdade que eu possa conhecer com a mente que vá resolver isso. Portanto, devo estar ocupado com os negócios do meu Pai. Devo estar ouvindo. Devo saber que Eu, no meio de mim, sou Deus, e deixá-Lo se expressar; deixar que a ‘Voz’ se expresse, para que a Terra possa derreter.” E, portanto, estou desenvolvendo receptividade.

Cada um de nós que está ativamente engajado no trabalho de cura, trabalha a partir dessa perspectiva. Chegamos à compreensão de que meu pensamento humano não é o pensamento de Deus, e o pensamento de Deus não é o meu pensamento humano; portanto, meu pensamento humano não é poder. Mesmo quando meu pensamento humano diz muitas palavras da verdade, ele não é poder.

Existe uma mente que é chamada de “a mente que estava em Cristo Jesus”, isto é, “Consciência superior”. Existe uma Consciência superior, e quando Ela está em cena, a terra do erro se dissolve. Portanto, a meditação, a oração ou o tratamento, que deve ser eficaz, deve ser aquele em que essa mente transcendental seja realmente realizada, sentida. Quando eu posso senti-La, quando eu posso saber, então Ela está em campo. Ela está cuidando da situação.

Tudo tem a ver com “Vós”

A mudança tem que vir de dentro. Não há como mudar de fora. Você tem que mudar de dentro. A cura tem que vir de dentro, e assim a cura na sua vida individual e na minha tem que vir de dentro do nosso ser, não de fora, e a cura na nossa vida nacional e internacional tem que vir de dentro e não de fora.

Reserve um período de meditação por dia e alguns minutos de cada vez serão suficientes para sentar-se em meditação com o ouvido interno aberto. Isso é tudo: sem rezar, sem pedir, sem buscar, especialmente sem desejos a serem realizados. Apenas medite com o ouvido interno aberto e depois cuide da sua vida. Dê um período específico para isso a cada dia e não observe os resultados. Com o tempo, os frutos surgirão em forma de harmonia dentro de você, do seu lar, da sua família, do seu negócio, da sua arte ou da sua profissão.

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À medida que os frutos aparecem, eleve sua consciência para neutralizar o clima, as eleições, os relacionamentos nacionais e internacionais. Lembre-se de que nenhum desses assuntos entra em seu pensamento durante a meditação. Você pode nem pensar em paz na Terra. Apenas fique quieto. Ouça com o ouvido invisível a Palavra inaudível. Você está, assim, inaugurando o reino de Deus na Terra como no céu.

Todo o poder está nas mãos do Infinito, do Eterno, e opera pela graça. Como você torna isso realidade? Conhecendo-o. Esta verdade não pode libertá-lo sem que você a conheça. Você precisa ponderar a verdade, meditar sobre ela em seu santuário mais íntimo e secreto, e ela se estabelecerá externamente de maneiras milagrosas.

Reconheça que a verdade que está dentro de você é maior do que tudo o que existe no mundo exterior, anulando e invalidando as armas deste mundo. Este princípio estabelecerá a liberdade individual em todos os níveis da vida humana por meio da comunhão interior com o Espírito. Essas ideias estabelecidas na consciência – ponderadas, meditadas e comungadas interiormente – se estabelecerão externamente.

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O Mestre, em todo o seu ministério, deixou claro que uma das palavras mais importantes nas Escrituras é a palavra de três letras, “VÓS”.

Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará; Como (Vós) semeardes, assim (Vós) colhereis; Se (Vós) semeardes para a carne, (Vós) colhereis corrupção; Se (Vós) semeardes para o espírito, (Vós) colhereis vida eterna; Se (Vós) habitardes no esconderijo do Altíssimo, nenhum desses males, a armadilha, o poço, a queda, nada disso se aproximará da vossa habitação; Se (Vós) permanecerdes na minha palavra a minha palavra permanecerá em vós…

Então você vê que se você se libertar ou não das discórdias deste mundo não terá nada a ver com uma religião, um ensinamento religioso ou um professor religioso. Tudo tem a ver com “Vós”.

Devoção à Busca, Convite à Festa

Quando Gautama, o Buda, percebeu pela primeira vez que havia pecado, doença, pobreza e morte, ficou tão horrorizado ao descobrir que tais coisas existiam na Terra que um tormento o invadiu, a tal ponto que ele foi capaz de deixar sua posição principesca, sua enorme riqueza e, provavelmente, o que é mais importante para qualquer homem: sua esposa e filho. Ele deixou tudo isso e vagou como um mendigo, como um buscador da verdade, para que pudesse descobrir o grande segredo que removeria esses pecados, doenças, limitações e pobreza da Terra. Era um chamado tão apaixonado para ele que ele seguia qualquer mestre e qualquer ensinamento que prometesse levá-lo à resposta. Por vinte e um anos, ele vagou e vagou. Por vinte e um anos, ele sentou-se aos pés de um mestre após o outro, seguiu as práticas de um ensinamento após o outro, sempre com uma só fome no coração: “Qual é o poder? Qual é a presença que removerá esses males da Terra?”

Depois de ter perdido toda a esperança de que os ensinamentos e os professores pudessem lhe revelar isso, ele mergulhou em meditação, sentando-se, segundo nos é dito, sob a árvore Bodhi. Lá, meditou dia e noite até que uma revelação lhe foi dada: “Por que essas coisas não são reais? São ilusões. As pessoas simplesmente as aceitam, depois as temem, odeiam, amam e adoram, quando elas não existem exceto na mente do homem, a mente que criou e mantém essas condições.”

E veja, não foi Deus que se impôs; não foi a verdade que se impôs a Gautama e o tornou o Buda iluminado. Foi a devoção de Gautama à busca por Deus. A própria paixão que ele colocou nisso, o próprio sacrifício de si mesmo, a própria disposição de viajar por toda a Índia onde quer que houvesse um vislumbre da verdade — ele forçou o caminho até que, elevando-se a alturas suficientes, a verdade foi capaz de se revelar a ele.

Da mesma forma, se você deseja ser um mestre da música, ou um mestre de línguas, ou um mestre da literatura, ou um mestre da arte, Deus pode inspirá-lo, mas você deve cavar, pesquisar, estudar e praticar, até que aquilo que você está buscando se abra dentro do seu ser. Eu acredito nisso: que é Deus que planta em nós o desejo de encontrá-Lo, e sem Deus desempenhando essa função inicial, nunca poderíamos, e nunca teríamos sucesso. Eu acredito nisso. Eu acredito que não fui eu quem teve o conhecimento ou a coragem de sentar-se durante dezesseis anos lendo milhares de livros, estudando, lendo, orando, meditando, obrigando-me a dormir apenas três a três horas e meia por noite, e gastando o resto do tempo em oração, meditação e trabalho de cura. Eu não poderia sentar aqui e dizer que posso levar o crédito por isso, que eu poderia fazer isso. Havia um poder divino ‘em’ mim, forçando-me a fazer isso, mas não há Deus que possa fazer isso ‘por’ mim, nenhum Deus que possa me salvar daqueles anos sentado sozinho, trabalhando sozinho, tentando penetrar o véu, adentrar os mistérios, ascender a um estado de consciência mais elevado, onde eu também possa contemplar o Jesus ressuscitado, o Cristo ascendido. Só Deus poderia fazer Gautama permanecer vinte e um anos nesse caminho, mas só Gautama pôde persistir, lutar e orar até que o véu se abrisse e a visão se tornasse clara. Assim acontece conosco.

Pare de acreditar em algum poder milagroso de Deus que pode descer à Terra e transformá-lo e revelar coisas a você enquanto você está sentado ali como um espectador em um cinema. Não é assim. O fardo está sobre você e eu, de nos entregarmos à busca e lembrar: não há ninguém nesta sala que não tenha recebido a mesma centelha que Gautama recebeu, ou que Jesus deve ter recebido, ou que Saulo de Tarso deve ter recebido para se transformar em São Paulo. O fato de estarmos aqui; o fato de podermos sentar por horas a fio, em silêncio e em paz, com uma mensagem de Deus, com a palavra de Deus; o fato de podermos passar horas por dia nesses escritos e gravações, de podermos dedicar a quantia de dinheiro que dedicamos, é a prova de que não estamos fazendo isso. O Espírito de Deus nos tocou para a busca, nos convidou para o banquete.

Sem a Espada de Ataque ou a Armadura de Defesa

Você não vai trazer o governo de Deus para a Terra. O governo de Deus já está aqui. Você está abrindo sua consciência para a verdade de que o reino de Deus está estabelecido na Terra, que Deus está se cumprindo, a Si mesmo, na Terra como no céu. E a maneira de fazer isso é esta: à medida que você se torna consciente da desarmonia e da discórdia da Terra na forma de pecado, doença, tirania, desgoverno ou mau governo, à medida que se torna consciente das discórdias e desarmonias de natureza física, mental, moral ou financeira, lembre-se de que você não faz nenhum esforço para corrigi-las, curá-las ou melhorá-las. Sair para o mundo com a armadura da Unidade significa sair sem a espada da ofensa ou a armadura da defesa.

A liberdade não se conquista lutando ou em cruzadas por ela, mas mantendo-a sagrada e secreta em nossa consciência, vivendo-a e concedendo-a aos outros, e assim observando-a se espalhar pelo mundo. Cruzadas não mudam nada porque não mudam a consciência do indivíduo. Alcançar a liberdade espiritual, econômica ou política não se realiza pelas tentativas externas que as pessoas fazem para alcançar esses fins. A consciência deve ser elevada de sua humanidade, de sua crença de que a autopreservação é a primeira lei da natureza humana, para a ideia do Mestre de amar o outro como a nós mesmos, e mais especialmente deve aceitar a revelação de que nenhum homem na Terra é nosso pai. Há um só Pai e uma grande fraternidade.

Sabemos que, ao nos afastarmos do uso das armas do mundo, encontramos a única arma que estabelecerá a paz na Terra. Sabemos que, quando nos afastamos mentalmente da oposição, sabemos que, quando nos sentamos dentro de nós mesmos, olhando para o mundo sem o uso da força, mesmo da força mental, possuímos o segredo da cura da doença, que reforma o pecado, supera a carência e a limitação. No mesmo grau, estamos unidos a todos os indivíduos na face do globo, mesmo que a maioria deles ainda não tenha se dado conta de nós; mesmo que ainda não tenham se dado conta do amor que sentimos por eles; mesmo que ainda não tenham se dado conta de que desenhamos um círculo e os incluímos nele; sabemos disso, e saber é suficiente, porque esse conhecimento se transmite àqueles ao nosso redor. Nossa função na vida não é combater os males do mundo com as armas do mundo. “Nenhuma arma forjada contra ti prosperará” se você não empunhar as armas do mundo. Se o fizer, poderá ser derrotado.

O caminho é tomar a armadura espiritual, a espada espiritual, a espada do Espírito, que significa oração e realização.

A Batalha não é sua

O trabalho mundial no qual os alunos do Caminho Infinito se envolvem não é lutar contra pessoas más ou condições más; é retirar poder delas, e os alunos se tornam transparências tão claras que o Cristo pode fluir através de suas consciências e dissolver as imagens dos sentidos.

Foto por Tomu00e9 Louro em Pexels.com

Não podemos ter nenhum grau de consciência mística ou espiritual enquanto tivermos o bem e o mal, dois poderes, a personalização do bem ou do mal, ou lutarmos contra o mal, consciente ou inconscientemente, tentando superá-lo — seja para curar doenças, pecados, medo ou carência. Sei que somente na proporção em que nossa consciência aceita a verdade de que “não precisas lutar, a batalha não é tua”, somos capazes de ser aquela consciência que não empunha a espada — batalhas físicas ou mentais.

Portanto, em conversas cotidianas normais, especialmente com aqueles que não estão neste caminho, ao falar sobre o clima, germes e todos os outros chamados poderes materiais, não vamos discutir com ninguém e tentar mostrar o quão inteligentes somos ou o quão estúpidos somos. “Concorde com o seu adversário.” Não começo uma discussão com ninguém que esteja falando sobre o mau tempo, as más colheitas ou os tempos difíceis que estamos enfrentando. Não é tão importante o que fazemos da boca para fora; o que importa é o que estamos fazendo interiormente.

A promessa que é feita é esta. Há um princípio de vida que não conhecemos, que, embora declarado nas Escrituras no primeiro mandamento de Moisés, repetido como o mandamento básico de Cristo Jesus, ainda assim é ignorado pelo mundo: Deus é o único poder. Além de Deus, não há outro poder.

Portanto, sua atenção é atraída para o fato de que você pode partir daqui e encarar qualquer forma de discórdia, desde que o faça silenciosa e secretamente e perceba em seu ser: “Obrigado, Pai. Além de Deus, não há outro poder.”

Foto por Daigoro Folz em Pexels.com

À medida que você aprende a relaxar e a desistir da luta contra o erro, você aprenderá a verdadeira natureza do erro, sua natureza ilusória, o fato de que o erro existe como uma crença aceita em pensamento e então combatida. Ele existe como uma aparência que encaramos como uma realidade, uma entidade. É quase como olhar para o horizonte no oceano e dizer: “Acho que não vou pegar o Lorelei (navio). Ele vai se chocar contra esse horizonte, e então onde estaremos?” Essa crença limitou as pessoas na Terra por milhares de anos. Na verdade, faz apenas seiscentos anos que as pessoas se dispuseram a romper aquele horizonte terrível onde todos os navios cairiam no profundo, profundo nada. Agora você vê que o horizonte não existe como uma entidade; não existe como uma coisa concreta. Existe como uma falsa aparência, e no momento em que um indivíduo sabe disso e sabe que não pode ser enganado pela aparência, de um céu sentado na água porque sua inteligência lhe diz isso, então ele entra em um navio ou avião e parte sem medo.

Da mesma forma, observamos os trilhos dos carros e dos trens se encontrando à distância e decidimos que não pegaremos o bonde ou o trem porque, a uma curta distância à frente, certamente sairemos daqueles trilhos que se encontram. Nossa inteligência nos diz que os trilhos que se encontram à distância não são de fato uma existência, uma entidade, uma identidade, uma coisa; são apenas uma imagem ilusória que não existe. Está aqui em cima, na mente.

Foto por Sebastian Luna em Pexels.com

Com o tempo, você verá a mesma coisa em relação às más condições da mente ou do corpo, às condições errôneas de pessoas ou circunstâncias. Você começará aos poucos, se praticar, a entender que não deve lutar contra as pessoas e as condições do mundo. Você deve descansar e relaxar, declarando secreta e sagradamente para si mesmo: “Obrigado, Pai. Aceito o primeiro mandamento. Aceito o fato de que, além de Deus, não há outro poder.”

“Embainha a tua espada; aqueles que vivem pela espada morrerão pela espada”, e peço-te que aceites esta afirmação com um significado mais elevado do que aquele que imaginaste até agora. “Embainha a tua espada.” Aceite isso; pare de lutar contra as condições malignas que te afligem e comece a enfrentá-las com a compreensão de que, devido à onipotência, esses males não têm poder. “Embainha a tua espada.” Não lutes contra o mal específico que te incomoda, porque quanto mais o combates, mais poder lhe dás, e mais forte ele te enreda. Ao passo que, se conseguires relaxar, e só conseguirás se vislumbrar a onipotência de Deus, se conseguires relaxar na percepção:

“Bem, onde eu estou, Deus está, então que diferença faz o que acontece? Onde eu estou, Deus está. Nada pode acontecer comigo que não esteja acontecendo com Deus, e não há poder algum para fazer isso acontecer. Só existe a onipotência ou o poder de Deus, e o que não é de Deus não é poder.”

Foto por cottonbro studio em Pexels.com

Agora, estas são as coisas que você leva em consideração para espiritualizar sua consciência e alcançar “aquela mente que estava em Cristo Jesus”. Você deve perceber consciente e concretamente que, se existe uma lei na Terra, é a lei de Deus, e ela é boa. Pare de lutar contra aquilo que o mundo chama de “leis”. Da mesma forma, se você reconhece Deus como infinito, então, se houver qualquer atividade neste mundo deve ser a atividade de Deus. Você não pode lutar contra o que parece ser uma atividade discordante, desde que você percebe apenas uma atividade. Se você lutar ou recorrer a Deus para superar alguma outra atividade, você perderá. Se você recorrer a Deus para superar qualquer coisa na Terra, você perderá.

Quando você percebe que “assim como no céu, assim na terra, Deus é infinito”, então você sabe que “a batalha não é sua”. Somente ao atingir essa consciência você pode entrar em harmonia. Caso contrário, você sempre andará por aí com um peso na consciência, lutando contra pessoas, pecados, doenças, falsos apetites, solidão, pobreza. Uma condição após a outra surgirá em sua experiência enquanto você for um lutador. Uma vez que você perceba Deus como um só e consiga sentar-se e contemplar o sol, a lua, as estrelas, a natureza e as marés, e perceber quão maravilhosamente Deus opera; ver os pássaros no ar e os peixes no mar, ver quão maravilhosamente Deus opera, então você aprende a sentar-se e dizer: “Ah, sim. Deus está em Seu céu, e tudo está bem na terra.”

Foto por ROMAN ODINTSOV em Pexels.com

Enquanto não nos purificarmos, não podemos estar em paz. Não nos esqueçamos de que não podemos nos purificar uma vez e permanecer assim, assim como não podemos tomar um banho uma vez e permanecer limpos. A purificação é um processo contínuo, não por um ou dois anos, mas para sempre, no meu entender. É “orar sem cessar”.

No início, a purificação da nossa individualidade não tem nada a ver com a tentativa de nos tornarmos seres humanos melhores. Isso é apenas o efeito da purificação. A purificação em si significa a capacidade de “ter a mente que estava em Cristo Jesus”, ou seja, a mente que não julga, critica ou condena, que não aceita dois poderes e que pode despersonalizar e anular. Isso é tudo o que existe na autopurificação, mas o ato de autopurificação por esse meio resulta externamente em um estado alterado do que parece ser a consciência humana.

Deus não é poder. Quando você alcança o centro da Consciência, encontra uma quietude completa — um profundo poço de Silêncio. Não é poder, pois não há nada que possa ser um poder para, ou sobre: Ele simplesmente É. Sabedorias do Caminho Infinito

Joel – O Governo do Éden



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2 respostas

  1. Avatar de jaimeamalmeida

    🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹Emmanuel 🌹🌹🌹

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  2. Avatar de arquitetadaoracao

    Nossaaaaaaaa!!! Estou tão RENDIDA! IA CONTEMPLANDO E PASMADA DE TER ALCANÇADOesde todooooo bem posto aqui. A governança plenamente plena do Éden Creado…

    MEU DEUS É DEUS! FIQUEI de um jeito q fiquei sem necessidade de falar NADA! NADA MESMO! EU PODERIA DIZER Q TODOS PRECISAVAM DESSA DÁDIVA! MAS COMO estou totalmente sem resistir a nada mesmoooooo, nesse neutralizar total presencio o prêmio no ápice de viver essa realidade última! Estou no DEUS Perfeito q sou e q somos! Louvo seu sim Deia luzzzzz q me levou até aqui. Jamais irei me esquecer desse instante. Dia 11 d maio agora celebro o instante q cheguei nessa civilização, e estou totalmente presenteada no definitivo eternamente!!!.

    Você Deidade Deia É portadora desse céus dos céus em mim… Aloha em estado Buda ! Sem luta, sem discussões, sem resistências…

    PURAMENTE livre!

    ÉDEN jorrante vivido….

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