Entregando o Sentido Humano De Saúde, Suprimento e Paz

Embora aqueles de nós no caminho espiritual sejamos, até certo ponto, as mesmas pessoas que éramos quando começamos a estudar a sabedoria espiritual, em alguns aspectos mudamos. Estamos agora em um estado de consciência em que não desfrutamos das mesmas coisas que antes, nem somos compreendidos por alguns membros de nossa família e amigos. Com o passar do tempo, essa brecha pode aumentar até que alguns membros de nossa família se separem totalmente de nós, e a maioria de nossos amigos terá seguido seu caminho. Quando esse momento chegar, nós não teremos amigos ou faremos novos amigos no caminho espiritual.

Quando tentamos viver a partir da consciência espiritual, não concordamos mais com aqueles profundamente absortos na consciência material. Eles não conseguem nos entender, e nós não conseguimos entendê-los. Por exemplo, ao primeiro sinal de um resfriado, algum membro da nossa família pode dizer: “Ah, você tomou uma aspirina?” Imediatamente, nossa resposta interior seria: “Agora, que poder isso teria?” Esquecemos que talvez apenas alguns meses atrás tais aparições teriam sido todo-poderosas e o medo poderia ter surgido.

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Agora pensamos: “Eu sei que essas coisas são efeito. Como um efeito pode tocar outro efeito? Eu tenho acesso à fonte.” Como isso deve soar ridículo para aqueles que ainda acreditam que Deus está todo envolto em um comprimido de aspirina! Da mesma forma, muitas das coisas deste mundo que antes nos incomodavam, não nos incomodam mais. Muitas das coisas que temíamos, não tememos mais. Muitas das coisas que desfrutávamos, não desfrutamos mais.

Discórdia, Não Criada por Deus

Chegamos a um ensinamento metafísico de uma escola ou outra com um problema específico e aprendemos uma coisa muito estranha. Aprendemos que tínhamos que negar que o tínhamos. Em outras palavras, estávamos muito doentes e com dor, e nos disseram: “Ah, mas você deve negar isso. Você não tem isso.” Parecia ridículo no início, mas depois de um tempo, entendemos o que nossos amigos queriam dizer.

O que os metafísicos queriam dizer era que o pecado, a doença, o falso desejo, a desarmonia ou a discórdia não eram uma realidade no que diz respeito a Deus, isto é, que Deus não os havia criado; portanto, não tinham vida ou ser permanentes. Nesse sentido, eram irreais. Eles realmente não queriam dizer que eram irreais no que diz respeito à sua ou à minha experiência do momento, embora certamente soasse assim. Mas mesmo quando andávamos por aí afirmando e negando, deve ter nos parecido um tanto ridículo dizer: “Isso não é verdade, e eu não tenho, e não é real”, quando o tempo todo isso continuava a nos incomodar.

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Alguns de nós finalmente percebemos o que nossos amigos metafísicos estavam nos dizendo. Essa condição, qualquer que seja seu nome ou natureza, não existe em ou de Deus; não é uma realidade com uma lei para sustentá-la. Existe uma lei que sustenta que duas vezes dois é quatro. Ninguém pode quebrá-la. Mas se acreditarmos que duas vezes dois é cinco, alguém ainda pode nos dizer que não é real, que não há lei para sustentá-la e que nós não podemos sofrer com isso. Mas estamos sofrendo com isso. Estamos dando cinco para cada quatro, e isso continua até que despertemos e percebamos que cinco não é realmente a verdade em relação a duas vezes dois. É uma crença que liberamos ao conhecer o princípio matemático.

Portanto, em nosso trabalho metafísico, independentemente da natureza do nosso problema, ele existe no que nos diz respeito e sofremos com ele. Mas ele existe apenas porque aceitamos a crença mundial nesse ponto, da mesma forma que antigamente se acreditava que uma pessoa não podia se afastar mais do que alguns quilômetros da costa porque ela cairia no espaço no horizonte. Aqueles que aceitavam isso tinham que ficar perto da costa, mas realmente não existia tal lei, e alguém poderia ter ido tão longe quanto quisesse viajar ou tão longe quanto um barco pudesse levá-lo. Demorou até 1492, no entanto, para que isso fosse demonstrado para a satisfação do mundo. Então, o que aconteceu com a limitação que mantinha aqueles que acreditavam em tal limitação presos à costa? Ela desapareceu. Não era mais aceita; não estava mais em suas mentes e, portanto, não se manifestava mais.

Gratidão Real

Em poucos anos, aqueles que chegam a um ensinamento metafísico perdem de oitenta a noventa por cento de seus males e problemas, porque esses males e problemas, que são tão reais para o sentido humano em virtude de terem sido aceitos como realidade por eles, agora são considerados irreais, sem lei para sustentá-los, sem causa e sem fundamento. Aprendemos como eliminá-los de nossa experiência. Ficamos doentes e imediatamente dizemos: “Não, eu não posso estar doente. Isso não é realidade. Não há lei para sustentá-la. Não há causa em Deus e, qualquer que seja sua causa física ou mental, ela não tem fonte divina e, portanto, deve desaparecer instantaneamente.” Logo aprendemos quão eficaz isso é e quão rapidamente nossa doença desaparece e a saúde aparece. Depois disso, vivemos por muitos anos, não mais em um sentido físico da vida, mas mais em um sentido mental da vida, no qual as discórdias desaparecem e as harmonias aparecem.

Durante esse período, desenvolvemos um complexo muito estranho. Chegamos ao ponto em que dizemos: “Oh, não estou tentando transformar doença em saúde ou falta, em abundância. Estou tentando realizar a realidade espiritual.” Todos nós chegamos a esse ponto, mas, na verdade, nesse estágio, nenhum de nós fala sério. Estamos apenas usando palavras como essas para superar a discórdia, para que possamos nos sentir bem e ficar felizes por termos superado alguma discórdia e, então, nos gabar de como estávamos doentes e de como estamos bem agora. Mas enquanto durou, nós dissemos: “Oh, não estou fazendo isso para ficar bem. Estou fazendo isso para realizar minha Cristandade.”

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É um ponto de autoengano e, estranhamente, por um tempo funciona. Realmente nos convencemos de que queremos apenas realizar nosso sentido espiritual; não queremos ficar bem, não queremos receber a renda de sábado; não queremos melhores negócios. Mas se a febre não baixar ou o caroço não desaparecer, como ficamos preocupados, e quando a febre baixar ou a renda for paga, como somos rápidos em expressar gratidão!

Deste ponto em diante, não faremos muito progresso a menos que percebamos a natureza da verdadeira gratidão e entendamos o valor real deste tipo de trabalho e vida, que é muito diferente de meramente apreciar uma cura física. Somos muito gratos, não apenas em palavras, mas em nossa expressão financeira dessa gratidão. Estamos naquele ponto em que expressamos nossa gratidão em pagamentos muito generosos a um praticante por cada experiência harmoniosa que desfrutamos por meio da verdade metafísica ou espiritual.

Agora temos que dar mais um passo à frente em gratidão, a ponto de não expressarmos mais gratidão apenas pelo benefício que nos foi concedido. Em vez de sermos gratos por curas, por aumento de suprimento ou por qualquer forma de bem que surja em nossa experiência, aprendemos porque devemos ser gratos, pelo que devemos ser gratos e, então, interiormente, aprendemos como ser gratos e expressar essa gratidão de forma tangível.

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O Significado da Integridade Espiritual

Em um ensinamento espiritual que nos leva além da metafísica, estamos no ponto em que devemos ter mais integridade espiritual. Quando dizemos: “Não estou tentando melhorar”, temos que ser sinceros. Quando pronunciamos algumas palavras como: “Não estou buscando aumento de suprimento”, temos que ser sinceros. Neste ponto do nosso desenvolvimento, nossa atitude deve ser: “Doente ou são, rico ou pobre, o que busco é a experiência de Cristo. Estou determinado a tê-la, mesmo que seja com remendos nas roupas, com o estômago meio vazio, ou mesmo com dor ou saúde. O objetivo da minha vida é a consciência espiritual. Se eu melhorar no processo, ótimo. Se não melhorar, ainda assim não importará, porque tenho apenas um objetivo, e não apenas melhorar, não apenas ter uma abundância de suprimentos, não apenas ser capaz de ‘acompanhar os vizinhos’*

*Nota: Joel usa a expressão idiomática “keeping up with the Joneses”, que no contexto, se refere a ‘acompanhar os vizinhos’, amigos ou pessoas com quem se compara o estilo de vida, especialmente em termos de consumo e posses materiais.

Agora, tenho uma missão espiritual, que é tão importante para mim quanto foi para os discípulos quando o Mestre disse: ‘Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens’.¹” Era como se ele os estivesse incentivando a pararem de depender da pesca para obter suprimentos.

Esse não é um estado de consciência fácil de atingir, não é um estado que alcançamos em um segundo, a menos que nos seja dado por uma graça divina interior. Mas é um estado ao qual devemos nos acostumar, porque eventualmente teremos que alcançá-lo. Cedo ou tarde, aprenderemos a lição de que apenas trocar doença por saúde não é uma demonstração muito espiritual. Trocar alguma falta monetária por abundância monetária não é necessariamente uma grande demonstração espiritual. Mesmo que alcancemos saúde e riqueza, não teremos alcançado o que deveríamos estar buscando.

Quando o Mestre disse: “A minha paz vos dou; não como a dá o mundo”, ele estava nos falando sobre um estado de consciência que, neste momento, alguns de nós podemos não conhecer. É um estado de consciência que nossos parentes, que não avançaram tanto no caminho quanto nós, não podem perceber, mas que podemos perceber, e podemos nos perguntar por que eles são incapazes de percebê-lo.

Assim, também, de onde estamos neste momento, podemos não ser capazes de perceber a natureza da verdadeira consciência espiritual. Quantos de nós podemos imaginar o que significa ter chegado a um lugar onde não vivemos apenas de pão, onde as coisas aqui fora não têm significado algum, exceto que são úteis como parte de nossa vida diária, mas sem nos preocuparmos com a quantidade que está aqui? Quantos podem imaginar o que significa chegar a um estado de consciência que tem pouca ou nenhuma preocupação com os aparelhos digestivo ou eliminatório, os músculos ou o cérebro, mas um estado de consciência que já percebeu que estes são realmente governados por cada palavra de verdade que está em sua consciência e, portanto, toda a preocupação é obter essa atmosfera do Espírito, em vez de atingir a perfeição física?

Alcance a Realização Consciente da Presença

O que temos declarado em tratamento ou meditação, agora se espera que acreditemos. Assim como o iniciante em metafísica diz: “Não estou doente: estou bem”, e não acredita, mas eventualmente chega ao ponto onde ele entende o que está dizendo e por quê, então temos lido nos escritos do Caminho Infinito e ouvido nas fitas desde o início deste trabalho que o objetivo do Caminho Infinito não é mudar a humanidade. Mas, não fomos capazes de acreditar nisso. Agora, depois de todos esses anos, estamos sendo solicitados a acreditar que o objetivo do nosso trabalho realmente não é mudar a humanidade. O objetivo do nosso trabalho não é tornar os doentes saudáveis ou os pobres abundantes. Nossa função agora é, na verdade, entrar em um estado de consciência onde possamos dizer com sinceridade que há apenas um objetivo: alcançar aquela “mente… que também estava em Cristo Jesus” ou permanecer naquele Espírito que “ressuscitou Jesus dentre os mortos [e] também vivificará seus corpos mortais”.

“Onde está o Espírito do Senhor, há liberdade” deve ser tomado como uma espécie de lema a partir de agora, uma senha, para que, independentemente do problema que nos confronta ou daqueles que vêm a nós em busca de ajuda, nos lembremos instantaneamente: “Onde está o Espírito do Senhor, há liberdade”, e não busquemos fazer a demonstração específica, não busquemos nos livrar da doença, carência ou pecado específico, mas aprendamos a abandonar esses com: “Não, eu devo realizar esse Espírito do Senhor, pois onde Ele está, aí a liberdade será encontrada.”

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Isso nos leva à natureza do tratamento ou das meditações de cura contemplativa no Caminho Infinito. Não nos preocupamos com o nome ou a natureza de um problema. Seja físico, mental, moral ou financeiro, é tudo a mesma coisa. Não estamos tentando fazer nada com o problema. Tudo o que faremos é nos trazer à Consciência do Espírito do Senhor, à Realização da Presença de Deus, porque, quando alcançarmos isso, a liberdade e a libertação de toda discórdia para nós mesmos e para aqueles que estão sintonizados com nossa consciência serão encontradas.

Deste dia em diante, não temos nenhuma demonstração a fazer, exceto uma: trazer à experiência consciente a compreensão da Presença de Deus, do Espírito do Senhor. Essa é a nossa única demonstração; essa é a nossa única função; essa é a nossa única desculpa para viver. Podemos nos sentar com a Bíblia ou com um livro, ler algumas linhas ou algumas páginas e então sentar e meditar, e rapidamente chegar àquela resposta que nos assegura que Deus está em campo. Depois disso, nosso trabalho naquele momento estará concluído. Podemos continuar com nossos negócios. Haverá problemas em nossa experiência e na experiência daqueles que vêm a nós que nos obrigarão a fazer isso cem vezes antes que essa liberdade seja alcançada. A razão é que existem obstruções aparentes em sua consciência e na minha, e na consciência daqueles que vêm a nós. Ainda falamos belas verdades, mas não alcançamos a consciência daquilo que buscamos.

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Uma Transição dos Clichês para a Verdade Viva

Por si só, toda a verdade escrita nunca curará uma dor de cabeça. Mas se pudermos nos sentar e realizar a consciência sobre uma afirmação, podemos curar não apenas o mundo, mas ressuscitar os mortos, se todas as circunstâncias forem propícias. Na mente do estudante ou paciente, no entanto, geralmente há apenas o pensamento de ficar bem. Talvez ele tenha chegado ao ponto em que os médicos não têm cura, então ele se volta para Deus e, em seu momento de necessidade, ele realmente acredita que quer Deus. Mas não nos deixemos enganar por isso. Ele não quer realmente Deus: ele quer uma cura, que não obteve do médico, e agora está disposto a obtê-la de Deus. Deus geralmente é o último recurso.

Assim, mesmo enquanto pacientes e alunos professam para nós, e às vezes para si mesmos, que estão realmente buscando a Deus e a vida espiritual, eles estão ansiosos para melhorar, para que possam retornar ao seu modo de vida humano e ter mais disso. Isso às vezes atua como uma barreira para a cura deles. As curas geralmente ocorrem quando um desejo real e sincero surge dentro de nós para encontrar Deus, para alcançar a consciência espiritual. As curas vêm rapidamente então.

Até certo ponto, todos nós estamos imersos no sentido material – alguns mais, outros menos. O próprio grau desse sentido material é o grau da barreira que provavelmente nos separará da nossa cura. Não há razão para crítica, julgamento ou condenação por causa disso, pela simples razão de que não é nossa culpa. Lembre-se, todos nós nascemos em um estado material de consciência. Não apenas nascemos nele, mas toda a nossa educação foi direcionada nessa linha.

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É de conhecimento geral que os americanos são empreendedores, e agora é uma lenda como eles passaram da miséria à riqueza, como eles levantam suas vozes em vivas pelo vermelho, branco e azul. Muitas vezes, para experimentar a cura espiritual, temos que chegar ao ponto em que perdemos um pouco do nosso vermelho, branco e azulado, e decidimos que pertencemos mais à casa de Deus do que a qualquer terra, raça, religião, culto, clima ou credo separado. Quando chegamos a essa consciência, estamos entrando na consciência espiritual que entende que não há judeu nem grego; não há vínculo nem liberdade: somos todos um em Cristo.

Ao prestar homenagem da boca para fora a esse senso de liberdade e igualdade, não acreditemos que ele se demonstra dessa forma, porque não se demonstra. Ele se demonstra em harmonia espiritual somente quando, em nosso coração e alma mais íntimos, chegamos a esse ponto de reconhecimento de que, assim como a vida da folha de grama é a mesma vida que a de uma orquídea, então a vida do judeu, a vida do gentio, a vida do muçulmano, a vida do hindu é a mesma vida que a do cristão. Na medida em que reconhecemos isso, entramos na consciência espiritual.

É fácil falar da boca para fora sobre a verdade de que o dinheiro não é o nosso suprimento: Deus é o nosso suprimento. Mas, no instante seguinte, observamos aquela conta bancária ou carteira, contando-a cuidadosamente e buscando ansiosamente que mais entre, e o tempo todo, metafisicamente, estamos declarando: “Dinheiro não é meu suprimento”. Você entende o que estou dizendo?

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Estamos fazendo uma transição dos clichês da metafísica para a experiência real de viver a verdade espiritual que lemos e estudamos. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” Isso significa que, a cada tentação ou sugestão de carência ou limitação em qualquer direção, temos que enfrentar essa carência ou limitação – não ignorá-la – olhar diretamente para ela, erguer uma bandeira e perceber: “Não, ‘o homem não viverá só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’. Cada palavra de verdade em minha consciência é meu suprimento.”

Os hebreus descobriram que, quando ergueram a bandeira da verdade e declararam que o inimigo tinha apenas o “braço de carne”, o inimigo começou a lutar entre si e a destruir uns aos outros. Nossos problemas também começam a lutar entre si e a se destruir no momento em que aprendemos a erguer a bandeira adequada, a palavra apropriada de Deus. Ao olharmos para esses “Pilatos” que afirmam ter poder sobre nós, as doenças, os pecados ou os falsos apetites e dizem: “Tu não terias poder algum contra mim, se não te fosse dado de cima. Tu tens apenas o ‘braço de carne’. Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”, eventualmente esse estado de consciência se demonstra dentro de nós e descobrimos que estamos nessa consciência onde podemos desfrutar do mundo, estar nele, mas não ser dele.

Um Senso Hipnótico em Massa nos Liga

A mensagem do Caminho Infinito é frequentemente criticada por causa da atenção que dá à natureza do erro. Não é que o Caminho Infinito criaria em alguém o medo do erro em qualquer forma, mas ele manteria a natureza do erro diante de nós, para que pudéssemos encará-lo e então dizer a ele: “Ah, há! Eu te vi; Eu sei o que você é; e não terei mais medo de você, pois agora entendo o significado da Totalidade de Deus. Significa o absoluto nada de você, você aparecendo como pecado, doença ou morte.”

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Em nossos trabalhos avançados, como “O Trovejar do Silêncio”; o capítulo do praticante “O Novo Horizonte” e em qualquer um dos ensinamentos que dei aos praticantes, chamei a atenção de nossos alunos para o fato de que por trás de todas as discórdias do mundo existe um hipnotismo em massa, não um hipnotismo de um indivíduo para outro, mas uma sensação hipnótica em massa que nos prende (liga, ata, amarra). Não é um assunto de fácil compreensão. É difícil entender como pode existir um mesmerismo que nos prende, do qual nem mesmo temos consciência.

Quando estamos livres desse hipnotismo, podemos ver o mundo como ele é; e quando não estamos livres dele, podemos vê-lo apenas de um ponto de vista hipnotizado. Por exemplo, em nosso estado hipnotizado, temos medo por nosso corpo ou temos medo da falta. É isso que a hipnose faz conosco. Ela nos faz pensar que vivemos como um corpo e, portanto, não queremos que nada aconteça a esse corpo por medo de que isso aconteça à nossa vida 

A Base de Toda Discórdia

Se olhássemos para fora da porta de nossa casa, para o jardim, poderíamos ver folhas de palmeira nas palmeiras que estariam marrons, mortas e prestes a cair. Então, quando essas folhas de palmeira atingirem um certo estágio de seu desenvolvimento e caírem, poderíamos pensar: “Bem, é uma folha morta ou uma folha morta – um galho morto, então ela cai”. No estado hipnotizado, poderíamos dizer: “Tudo morre, e eu também morrerei”. Ao vermos flores morrendo, animais morrendo, pessoas morrendo ao nosso redor, podemos ficar impressionados com a sensação da inevitabilidade da morte. Não podemos entender que tudo isso se baseia na crença de que somos um galho separado da árvore ou que nosso corpo é o que somos? No minuto em que a hipnose é suspensa, nada disso é verdade Se todos os galhos caíram da árvore, a vida da árvore ainda estará lá e permanecerá para sempre, pois a vida não está na árvore. A vida é o próprio Deus. Se removermos a árvore inteira, a vida ainda estará lá e aparecerá como outra árvore em seu devido tempo.

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Assim acontece conosco. Uma vez que o hipnotismo começa a diminuir, percebemos que este corpo não é o que somos. Somos invisíveis. A percepção muda o corpo. Anos atrás, os médicos nos diziam que a cada sete anos tínhamos um corpo totalmente novo. Mais tarde, nos disseram que era a cada três anos, e agora diz-se que toda a estrutura do nosso corpo muda uma vez por ano ou uma vez a cada três anos, de modo que, no final desse período, o corpo que tínhamos antes se foi e temos um corpo totalmente novo.

Literalmente, nossos corpos morreram, mas aquilo que nos constitui ressuscitou um novo. Na verdade, ele faz isso o tempo todo. O cabelo cresce e é cortado, e mais cresce. As unhas são cortadas, e mais crescem. A pele se desprende e mais pele se forma. E assim é que o corpo está continuamente se desprendendo, morrendo e renascendo, mas Você e Eu continuo para sempre. Temos continuado desde a infância até o nosso estágio atual e, com essa influência hipnótica do mundo removida, aprendemos que continuaremos para sempre, mesmo que todo o corpo seja enterrado ou cremado. Isso não fará diferença. Já temos formado um novo conceito de corpo. Muito antes de o corpo ser levado para o necrotério, teremos formado um corpo totalmente novo e, assim, todo o nosso medo da morte será superado. Não nos preocupamos mais com o que é feito a este templo, porque em três dias ergueremos um novo, e três dias podem realmente significar três segundos. Instantaneamente, somos renovados. Gradualmente, perdemos toda essa sensação hipnotizada de pensar que o corpo é o que somos. Reconhecemos que o que vemos é o corpo, não Eu, e então não nos importamos mais com ele além de mantê-lo limpo e inteiro.

Em nosso sentido humano e hipnotizado, nos preocupamos com nossos dólares, porque pensamos que a quantidade de dólares que temos é o nosso suprimento. Assim que o hipnotismo começa a se romper, perdemos nossa sensação de dependência de dólares, percebendo: “Ora, não, o suprimento é minha consciência. E assim… ela está formando novos cabelos, novas unhas e nova pele a cada minuto, formando novos dólares.”

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Esta parte do nosso ensino não é bem compreendida, exceto por aqueles alunos que foram longe o suficiente para fazer trabalho de cura. Eles rapidamente percebem que o paciente não tem realmente uma doença, um pecado ou uma carência, mas que ele está trabalhando sob hipnose. Só uma coisa pode quebrar essa hipnose: aprender que não há bem nem mal nessa experiência. Deus constitui essa experiência. Assim, perdemos nosso medo do mal, bem como nosso desejo pelo bem, pelo normal e harmonioso, e então o espiritual acontece.

O hipnotismo está na base de todos os nossos males. Desde a infância, fomos hipnotizados a aceitar certas teorias da medicina e várias teorias da vida humana, nós até realmente acreditamos neles. Por exemplo, houve um tempo na minha experiência, alguns anos atrás, em que a ideia de seguridade social era chocante. Era considerado vergonhoso ter tais ideias. Todos deveriam ganhar a própria vida e todos deveriam economizar o suficiente para a velhice. Ninguém parava para pensar que, com os salários pagos, ninguém poderia economizar o suficiente para se aposentar. No entanto, acreditava-se que todos deveriam se aposentar em um determinado momento e todos deveriam economizar dinheiro para esse dia. Então, essa hipnose específica foi aliviada e começamos a perceber que tínhamos uma obrigação para com nossos semelhantes e que deveria haver seguridade social para o benefício daqueles que nunca ganharam o suficiente durante a vida para poderem ficar fora da miséria na velhice. Uma revolução social ocorreu e agora estamos menos hipnotizados por nossos próprios assuntos e pela ignorância dos assuntos de nossos vizinhos. Chegamos numa atmosfera mais livre, a qual todos alcançam, na consciência crística, onde assumimos a responsabilidade por nossos semelhantes e tentamos prover, de uma forma ou de outra, para todos neste universo.

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Na verdade, não passou de uma experiência hipnótica que nos prendeu às nossas antigas atitudes e nos fez esquecer os problemas dos nossos semelhantes. Somente porque estamos ascendendo a uma atmosfera mais elevada de espiritualidade é que agora percebemos que devemos fazer alguma provisão para aqueles que não conseguem se sustentar.

Tornando-se Des-hipnotizado

A raça humana é hipnotizada pela preocupação com o corpo e com o dinheiro. Os seres humanos vivem com medo de seu corpo e com medo do dinheiro ou de sua ausência. Somente na proporção em que reconhecemos que o hipnotismo está fazendo isso, nos libertamos do mesmerismo e a cada medo desse tipo respondemos com: 

“Bem, quem disse que você precisa se preocupar com este corpo? Este corpo é um instrumento maravilhoso de Deus. Deixe-o em paz, e Deus cuidará dele. Não tenha medo dele. Ele não pode fazer nada com você. Se um dedo cair, você ainda continuará, ou se todo o seu corpo cair, você continuará e formará um novo, e um novo, e um novo.”

Quando nos des-hipnotizamos na área do suprimento, nossa resposta à falta ou abundância de dinheiro é: “Porque, dólares, dólares? O que está acontecendo aqui? O que é isso? Um milhão deles? Isso é suprimento?” Não, o dinheiro não pode se gastar sozinho. Ele não tem inteligência. Se deixássemos os dólares em paz, daqui a um milhão de anos eles ainda estariam aqui. Eles não seriam o suprimento de ninguém. Seria apenas metal morto, papel morto. Para que o dinheiro tenha valor, temos que nos apossar dele e fazer algo com ele. Portanto, a Consciência que Somos é o importante sobre o suprimento, e não os dólares. Quando reconhecermos isso, ficaremos surpresos ao ver que os dólares vêm à sua maneira e em seu próprio tempo.

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Enquanto estamos hipnotizados na crença de que esses dólares são alguma coisa, podemos nos tornar milionários e ter medo de gastar os dólares. Existem homens com milhões de dólares que vivem com medo eterno de gastar qualquer parte de sua riqueza por medo de que reste muito menos. Há outros que não têm nada guardado “onde a traça e a ferrugem consomem”, mas que são capazes de desfrutar, gastar e ter aquilo que a graça de Deus lhes traz.

Um hipnotismo universal nos liga ao sentido físico do corpo, à saúde e ao suprimento. A liberdade destes significa que temos respeito por eles, mas não nos preocupamos mais com eles. Nossa preocupação agora não é ficar saudável ou obter suprimento: nossa preocupação agora é permanecer no centro do nosso ser, para que recebamos dentro de nós o Espírito do Senhor, pois onde esse Espírito está, há liberdade.

No passado, já defendemos o mito de que não estamos tentando transformar doença em saúde, mas agora aceitamos isso. Que nossa preocupação não seja com a saúde. Que nossa preocupação não seja com o suprimento. Que nossa preocupação não seja com o lar ou companheirismo. Que nossa preocupação seja que, pelo menos três vezes ao dia, encontremos ocasião para sentar em silêncio, em calma, em paz, até sentirmos aquela onda do Espírito dentro de nós. Essa é a nossa preocupação. Essa deve ser a nossa demonstração, pois “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”, há liberdade da hipnose, há liberdade do pecado, liberdade da solidão, liberdade do desejo, liberdade do medo.

Foto por Swarup Sarkar em Pexels.com

Para aqueles que alcançaram um pouco de liberdade do hipnotismo mundano, a vida é uma experiência muito alegre, bela e completa, mesmo que nossos amigos possam comentar: “Você raramente joga bridge ou golfe e não vai ao teatro com muita frequência. Não consigo entender como você está aproveitando a vida.” Quando o hipnotismo é quebrado, no entanto, ficaremos surpresos com quanta alegria, inspiração, felicidade e paz há neste mundo, e quanta companhia, quando não somos mais escravos de seus desejos ou de suas necessidades.

Assim, as provações e tribulações que enfrentamos nos compelem a renunciar ao senso humano de bem, ao senso humano de paz, à paz que o mundo pode dar, à saúde que bons órgãos e funções corporais podem dar. Renunciamos a isso pela percepção mais elevada do que é a vida, quando a vida é vivida em Deus. É aí que estamos funcionando, e é aí que O Caminho Infinito está fazendo uma transição da experiência da paz humana, da saúde humana, do suprimento humano para a atmosfera da vida espiritual, do desfrute espiritual, do suprimento espiritual.

Foto por Vinicius Quaresma em Pexels.com

Deus é Espírito e Alma, e Deus é nosso espírito e nossa alma. Como observadores, testemunhamos as harmonias de Deus como elas aparecem em nossa experiência diária. Nossa mente é realmente a intérprete das harmonias de Deus manifestadas humanamente. Até então, quando nossa mente era hipnotizada com a preocupação com o corpo e o bolso, ela não conseguia funcionar para contemplar a graça de Deus em nossa experiência humana e, portanto, através de nossa mente, contemplávamos este mundo como às vezes bom e às vezes mau, às vezes para cima e às vezes para baixo. Todos aqueles que são hipnotizados o contemplam dessa maneira: algumas formas humanas de bem hoje e algumas formas humanas de mal amanhã.

No grau em que agora percebemos que Deus é a nossa alma e funciona através de nossa mente para trazer Sua graça espiritual, nossa mente está livre de seu senso hipnótico, e através da mente agora contemplamos este universo como ele é. Quando despertarmos, O veremos como Ele é: “Eu ficarei satisfeito, quando acordar, com a tua semelhança.” (Salmos 17:15)

Joel – Do livro: A Única Liberdade – Capítulo 10

#181-2: 1957-  Kailua Classe Avançada – 3:2



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5 respostas

  1. Penso ser surreal a pessoa enferma não querer a melhora, a pessoa com falta/limitação não querer melhorar.

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    • Avatar de Andreia Freitas

      Sim Luiz, de algum modo, todos passamos por esse questionamento e em algum momento em quietude e contemplação, “Não por força, nem por poder, mas por meu Espírito” a compreensão ou a revelação surge, é manifestada a partir do interior, em cada Indivíduo. Esteja em Paz. Paz e Graça seja com você!

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  2. Boa noite, intenso e reflexivo!

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  3. Avatar de jaimeamalmeida

    🌹🌹🌹AloHa🌹🌹🌹Emmanuel 🌹🌹🌹

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  4. Avatar de arquitetadaoracao

    FIQUEI satisfeita ao acordar e ver minha semelhança tal como ela é. Salmodio de fato essa msg estupefante de calmaria total, q toma o ser q encontrou o real caminho infinito espiritual. Que alegria descomunal viver a atmosfera da verdadeira natureza original do SuperUm! Onde não se está atrás d nada. Nadica de nada mesmoooooo de verdade verdadeiramente verdadeira!!! Maior experiência alcançada até aqui. Apenas constatar a harmonia do ser q somos!

    Isso verdadeiramente leva( exige) um desdobrar único dentro do seu castelo 🏰 interior.. eu não pensei q ia chegar nesse ápice, mas nessa leitura 📚 percebo como É. Cheguei SIM! Deixei todo senso material q inexiste na constatação da presença de Deus como única realidade! Senso d saúde, senso d paz, senso d qualquer tipo d suprimento.. deixei mesmoooooo! Nao se pensa sibre isso. Como pensar sobre o q não é necessário?

    Foi real. É real! Apurou em mim pela dedicação integral da prática, e últimas realidades alcançadas na Ascenção do existir Deus/ Verdade em mim!

    Você Deia Deus única, com seu dedilhar santíssimo muitíssimo contribuiu na terra nova q sou! Incansável é minha gratidão eterna pelo seu sim! Chegar aí de fato foi minha única importância SEMPRE!…

    O CÉU desceu na terra do meu ser convicto q já era céu!

    Rendidaaaaa em contentar inesgotável no permanente Éden Aloha,

    Saudando legado imperecível de Deidade Suprema Joel!!!

    Além do amor na fonte profunda Subeterna…

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